Kingdoms Associated Press



08/01/1474 Lyssah explica o projeto independentista do Porto



Lisboa (KAP)

Em meio à fragmentação política que marcou os últimos meses do Reino de Portugal, poucas figuras atuaram de forma tão constante, e, ao mesmo tempo, tão distante da linha de frente militar, quanto Lyssah Ferreira de Queirós Silva e Sagres Crawlyn, Baronesa de San Giorgio di Pesaro. Residente em Lamego, defensora declarada da independência do Porto, Lyssah construiu sua influência menos pela administração direta ou pelo comando de tropas e mais pelo campo jurídico, simbólico e discursivo do movimento separatista.

Figura controversa, teve o título de Marquesa de Vieira de Leiria formalmente retirado pela Rainha Sofia em outubro de 1473, decisão que ela própria classifica como politicamente irrelevante. Juíza do Porto, redatora de estatutos institucionais e uma das vozes intelectuais mais presentes no projeto independentista, Lyssah aceita falar à KAP num momento em que o conflito armado dá sinais de estagnação, mas o embate narrativo e político permanece em plena atividade.

Nesta entrevista, a Baronesa detalha suas motivações, relativiza a importância dos títulos concedidos pela Coroa portuguesa, defende a independência já consumada, a seu ver, do Porto, rejeita críticas sobre sua atuação discursiva e projeta seu papel num eventual processo de reconciliação, ou de consolidação definitiva da ruptura. A seguir, a íntegra da entrevista concedida à Kingdoms Associated Press.

KAP - Como Vossa Senhoria define o seu papel no atual conflito político que envolve o Porto, Coimbra e Lisboa? Considera-se uma ideóloga, uma estrategista cultural ou apenas uma observadora engajada?

Lyssah - Agradeço à KAP pelas perguntas com a convicção de que os demais candidatos ao trono receberão entrevistas semelhantes e com o mesmo tom, afinal, trata-se de uma instituição séria.
No entanto, preciso fazer uma correção, meu caro redator-chefe. O pronome de tratamento correto é Vossa Graça, já que sou Marquesa pelas terras que possuo na Nação de Coimbra (onde a falecida Sofia não tem soberania) e Baronesa pelas terras que possuo em Roma. Notei que usou o pronome incorreto nas demais perguntas, mas vou fazer vista grossa.
Agora sim: creio que essas três opções apresentadas em sua pergunta sejam rasas demais. O meu papel, assim como o dos meus colegas, não se resume a um só status. Todos estamos trabalhando em conjunto para uma sociedade mais justa e sem ditadura de um só Condado. Sou soldado do exército, juíza do Império do Porto, conselheira, membro da Corte Nobiliárquica e onde mais o meu trabalho for necessário.


KAP - Quais foram as motivações centrais que a levaram a apoiar a independência do que denomina “Império do Porto”? Trata-se de uma convicção antiga ou de uma resposta aos acontecimentos recentes?

Lyssah - A motivação é uma só: Não nos curvarmos aos desmandos de um grupo específico formado, em sua maioria, por pessoas de Lisboa e que se autodenominam "sapos".
A independência não foi algo planejado por muito tempo, mas sim uma resposta ao desrespeito reiterado que o Porto sofreu ao longo de mais de uma década. O povo se cansou e decidiu reagir.


KAP - Ao adotar a expressão “Império do Porto”, que modelo político, simbólico ou civilizacional Vossa Senhoria tem em mente? Trata-se de um projeto concreto ou de uma construção retórica?

Lyssah - O título de "Império do Porto" começou com uma grande brincadeira. Enquanto nossos adversários tentavam nos ofender, nós nos chamávamos de "Império do Porto" em um deboche espirituoso. Acabou por se tornar algo simbólico e que será sempre valorizado na história do Porto.
Títulos espirituosos à parte, o que existe de fato é a formação concreta do Arquiducado do Porto. Os estatutos, incluindo estrutura Heráldica, Nobiliárquica, Política, Econômica, Jurídica e Cultural, já foram elaborados e agora precisam passar por aprovação e publicação.
Porém, com a guerra essa aprovação não foi priorizada.
E, agora, com as eleições do Soberano, optamos por fazer uma última tentativa de retomar relações com o Reino de Portugal, o que é basicamente o motivo da minha candidatura.


KAP - A retirada do título de Marquesa de Vieira de Leiria pela Rainha Sofia marcou um ponto de ruptura definitivo. Como recebeu essa decisão e que impacto ela teve na sua atuação política e pessoal?

Lyssah - Para mim, esse comunicado e o pedaço de pergaminho que uso como rascunho para calcular a compra de esterco para adubar as hortas das minhas terras têm o mesmo valor.
Apenas decisões tomadas por pessoas que eu considero relevantes têm o poder de impactar a minha vida. E desde o instante em que Sofia demonstrou ser apenas uma marionete nas mãos de um criminoso de guerra ela deixou de ter qualquer relevância política, cultural, social.
Não considero que tenha sido esse o ponto de ruptura. Foi algo desimportante demais para ser considerado assim.
Além do mais, o Marquesado de Vieira de Leiria fica em Coimbra e a Nação de Coimbra não removeu as minhas terras, tampouco o meu título. Continuo sendo Marquesa em Coimbra, no Porto e em todo o resto do mundo, exceto Lisboa.


KAP - Vossa Senhoria não é conhecida por comandar exércitos ou administrar territórios durante a guerra, mas por intervir no campo simbólico e discursivo. Como avalia a importância da palavra, da reputação e da narrativa em contextos de conflito?

Lyssah - Na verdade, eu intervenho principalmente nos campos jurídico e legislativo.
Ocupo a cadeira de Juíza do Porto há quase seis meses e também venho sendo responsável, juntamente com outros intelectuais, por redigir os Estatutos do Porto.
Sou da Via do Estado, não da Guerra, então realmente não comando exércitos. Mas no Porto todos contribuímos com a estratégia de Guerra e sua execução.


KAP - É recorrente a crítica de que Vossa Senhoria atua difundindo alcunhas, boatos e juízos pessoais sobre adversários, muitas vezes reproduzidos por terceiros em praça pública. Como responde a essa caracterização?

Lyssah - É? Não fiquei sabendo. Não tenho o costume de frequentar locais onde a plebe se reúne para fofocar. Mas, se estão alegando, que tragam as provas de que eu difundi alcunhas, boatos ou juízos pessoais.

KAP - Na sua avaliação, essas intervenções verbais contribuíram para fortalecer a causa independentista ou acabaram por aprofundar divisões internas dentro do próprio campo separatista?

Lyssah - Não sei a quais intervenções se refere. Vou assumir que sejam as inúmeras vezes em que reforcei o coro de que Portugal não deveria ser o quintal de Lisboa e que não nos curvaremos jamais ao coachar dos sapos.
Agora se a pergunta refere-se especificamente ao nosso grupo, posso afirmar que não há divisões. Estamos todos trabalhando em conjunto com um só objetivo, sem egos, sem desentendimentos. Somos unidos, nos divertimos muito e sempre celebramos cada conquista com boa conversa, boa comida e boa cerveja. Em especial nas trincheiras.


KAP - Olhando para os meses de conflito, o que Vossa Senhoria considera ter efetivamente alcançado até agora, seja em termos políticos, simbólicos ou de influência social?

Lyssah - Diferente dos nossos adversários, nós não buscamos alcançar absolutamente nada em nível pessoal, seja em termos políticos, simbólicos ou de influência social.
A Independência do Porto, tal qual a de Coimbra, é um movimento uno. Não há figuras mais ou menos relevantes dentro dos nossos grupos. E nenhum de nós busca esse tipo de reconhecimento. Nós trabalhamos em conjunto para garantir a liberdade do povo contra a ditadura de Lisboa, que já dura mais de uma década.
Agora, se o questionamento foi o que alcançamos como comunidade, então eu diria que cumprimos todas as nossas metas até agora. Tornamos os dois territórios independentes, mantivemos nossa frente militar forte, eliminamos os grupos de eleitores nômades que viajavam de cidade em cidade fraudando as eleições, fortalecemos a nossa relação como sociedade. A cereja do bolo: nos divertimos muito enquanto fazíamos tudo isso.


KAP - Existe, em sua visão, um limite ético para a atuação discursiva em tempos de guerra? Há algo que não deveria ser dito ou feito, mesmo contra adversários?

Lyssah - Acho que qualquer limite ético já foi ultrapassado por todos, em especial pelos nossos adversários, é claro, que gostam muito de usar termos de baixíssimo calão.
Então não é uma questão que realmente valha a pena ser feita. Seria mais útil questionar os meus planos nos campos político, jurídico, econômico e social se eleita for. Mas a fofoca parece ser mais importante aos olhos de alguns.


KAP - Por fim, como imagina o seu próprio papel no futuro, caso o projeto independentista do Porto fracasse, ou, alternativamente, caso venha a triunfar?

Lyssah - A independência do Porto já é algo concreto. Foi executada e vem sendo mantida há mais de seis meses, com um fracasso recorrente das forças Lisboetas em tentar revertê-la. Aliás, fracasso é o que Lisboa mais teve desde a eleição de Sofia. Pagaram para eleger uma Monarca, mas não conseguiram vencer uma batalha sequer depois disso.
Porém, creio que a entrevista tenha como objetivo a campanha para Soberano. Sendo assim, a resposta é:
Se eleita Monarca, pretendo trabalhar para restabelecer a relação de Portugal com o Porto e Coimbra, respeitando a autonomia de cada um dos três territórios.
Se não for, continuarei trabalhando pelo Porto, apoiando Coimbra e jamais me curvando à ditadura dos sapos.


Ao longo de suas respostas, Lyssah Ferreira de Queirós Silva e Sagres Crawlyn constrói uma narrativa de convicção inabalável, na qual a independência do Porto não é tratada como projeto em disputa, mas como fato consumado. Rejeitando a legitimidade da Coroa para interferir nos destinos do Norte, minimizando a relevância de sanções nobiliárquicas e descartando a possibilidade de autocrítica ética no campo discursivo, a Baronesa apresenta-se menos como figura conciliadora e mais como representante de uma ruptura assumida que agora se mostra reticente.

A entrevista deixa claro que, mais do que uma disputa militar, o conflito que atravessa Portugal permanece vivo no plano das ideias, das narrativas e das interpretações sobre legitimidade, poder e soberania. Nesse terreno, Lyssah não se apresenta como mediadora neutra, mas como agente ativo de um projeto que, segundo suas próprias palavras, não admite retorno à ordem anterior.

A Kingdoms Associated Press agradece à entrevistada pela franqueza das respostas e reafirma seu compromisso com o registro plural, rigoroso e histórico dos acontecimentos que moldam este período decisivo do Reino.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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05/01/1474 Defesa contundente expõe método do Tribunal de Coimbra



Lisboa (KAP)

O Tribunal do Condado de Coimbra mantém, no momento da publicação desta reportagem, 102 processos em curso, todos instaurados sob a mesma ata acusatóri. As ações são conduzidas pelo Procurador Público ítalo-português Marco Damiano Meridio, conhecido como “Tettoschi”, e presididas pela juíza ítalo-portuguesa Creattiva, ambos integrantes da atual estrutura judicial do condado, sob o governo do Conde ítalo-português Adriano Niccolò Ares Meridio, “Susaku”.

As acusações recaem sobre cidadãos portugueses de diferentes origens e trajetórias públicas, entre eles Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, Cauceno Monforte, Hugo Fernando Gomes Próspero, Capeside Telles de Menezes Camões, Brighid de Coimbra, Luiisa Corleone, José Manuel Cruzes “Zemanuel”, Sarah Linden e Sarko de Coimbra. Em todos os casos analisados pela KAP, o teor da imputação é idêntico e lacônico: “o réu é acusado de perturbar a ordem pública”. Não constam, nos autos consultados, descrições individualizadas de conduta, datas específicas, nexo causal entre ações e dano concreto, tampouco indicação de dispositivos legais violados, para além da fórmula genérica utilizada.

O volume e a uniformidade das acusações têm provocado reações em diversos círculos do Reino, sobretudo por ocorrerem em meio a um conflito armado ainda em curso e por atingirem, de forma concentrada, indivíduos identificados como críticos ou opositores do atual governo ítalo-português. Observadores apontam que a adoção de uma ata única para dezenas de réus, sem distinção factual aparente, representa uma ruptura com práticas judiciais anteriormente adotadas no condado.

Nesse contexto, ganhou ampla repercussão a defesa apresentada por Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, Marquesa de Távora e médica atuante na linha de frente do conflito. Em peça protocolada em um dos processos, a acusada contesta frontalmente a imputação de “alta-traição” e questiona a inexistência de provas materiais, sustentando que sua atuação no teatro de guerra se deu exclusivamente no exercício da medicina, em consonância com juramento profissional e com práticas historicamente reconhecidas em cenários bélicos.

A defesa apresentada por Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, Marquesa de Távora, cujo teor integral pode ser consultado ao fim desta reportagem, rompe deliberadamente com a linguagem técnica tradicional e adota um tom sarcástico e acusatório para questionar a própria legitimidade do processo. Logo no início, a ré ironiza a capacidade do tribunal de compreender argumentos básicos “vou usar palavras simples” antes de atacar o cerne da acusação, resumida na expressão genérica “perturbar a ordem pública”, que ela confronta com perguntas diretas: “Alta-traição, onde? Com que provas?”. Ao fazê-lo, aponta a ausência de materialidade e de individualização da conduta, insinuando que a acusação se sustenta mais na repressão política do que em fatos juridicamente demonstráveis. Em seguida, Gwenhwyfar invoca o Juramento de Hipócrates para justificar sua presença na linha de frente do conflito, explicando que sua atuação como médica — “fui chamada para a linha da frente da batalha para ajudar a curar os feridos”, não constitui crime, mas dever ético, contrapondo a lógica de assistência à lógica punitiva que, segundo ela, domina o Tribunal de Coimbra, onde se “enforca em vez de ajudar”. O texto avança para uma crítica institucional mais ampla ao estabelecer um contraste explícito entre Coimbra e Lisboa: enquanto acusa o tribunal coimbrão de “invadir o meu condado” e condenar pessoas “apenas porque sim”, afirma que em Lisboa encontrou “amizade, comida, mantas quentes e infusões curativas”, sem prisões arbitrárias, sem julgamentos motivados por conveniência política e sem bloqueios deliberados de abastecimento como forma de coerção. Nesse ponto, a defesa introduz uma acusação central: a de que Coimbra teria rasgado sua própria Lei Orgânica, governando por meio de uma “lei não escrita”, ao passo que Lisboa, mesmo em contexto de guerra, manteria procedimentos legais minimamente reconhecíveis “ainda têm leis nas quais se basear”. O tom ácido culmina na caracterização dos magistrados como agentes movidos por ego e vaidade “ego inflamado de um César” e na reafirmação de que a presença de médicos em batalhas é uma necessidade elementar, não um ato subversivo. Ao encerrar, Gwenhwyfar reforça sua disposição em responder a questionamentos, localizando-se simbolicamente “ao serviço das tendas dos feridos”, o que funciona tanto como afirmação de identidade profissional quanto como denúncia moral: enquanto o tribunal julga em massa sob uma acusação abstrata, ela se coloca, segundo suas próprias palavras, a reparar as consequências humanas diretas do conflito.

Embora o conteúdo e o tom da manifestação tenham dividido opiniões, sendo vistos por alguns como legítima denúncia e por outros como afronta direta à autoridade judicial, o episódio reforçou o debate sobre os limites da jurisdição em tempos de guerra e sobre o papel dos tribunais em contextos de exceção. Conflitos armados tendem a tensionar a separação entre justiça, segurança e política, elevando o risco de decisões sumárias e de acusações amplas sem lastro probatório individualizado.

A KAP procurou formalmente o Procurador Público Marco Damiano Meridio “Tettoschi” para solicitar esclarecimentos acerca da instauração simultânea de mais de uma centena de processos baseados em idêntica formulação acusatória. Não houve, contudo, qualquer resposta até o fechamento da reportagem. Tampouco o governo do Condado de Coimbra ou o Tribunal se manifestaram publicamente sobre os critérios jurídicos adotados, sobre a individualização das condutas imputadas ou acerca do teor e das críticas levantadas nas peças de defesa já apresentadas. A ausência de posicionamento oficial mantém em aberto questionamentos relevantes quanto ao alcance, à fundamentação e às garantias processuais envolvidas nesses procedimentos.

A KAP seguirá acompanhando o desenrolar dos processos e as repercussões institucionais dessas ações, ouvindo as partes envolvidas e especialistas, com o objetivo de informar o público de forma equilibrada sobre um dos capítulos mais sensíveis da atual crise política e judicial em Portugal.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.

ANEXO I - Defesa de Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo

Caríssimos,

Eu percebo que vá ser difícil de entender, pelo que vou usar palavras simples (não que acredite que vá dar nalguma coisa, dado que os dados parecem estar viciados à partida, mas eu sou uma alma caridosa que acredita na redenção dos caídos e no advento miraculoso da inteligência sobre a mesquinhez).

Então, sem mais rodeios: Alta-traição, onde? Com que provas? Ficaram em casa? Invadem o meu condado, condenam o meu povo à forca apenas porque sim, e esperavam que ficasse de braços cruzados?

Ora bem, não que percebam à brava disto, mas fiz um juramento que se sobrepõe a todos os outros: o Juramento de Hipócrates. O que quer dizer que, como médica, fui chamada para a linha da frente da batalha para ajudar a curar os feridos. Eu percebo que o conceito de ajudar em vez de enforcar seja difícil de entender, mas façam um esforço. Não é física termonuclear, o que quer dizer que as mentes mais simples conseguem entender. Portanto, com algum (cof cof) esforço, lá chegarão.

Agora, também percebo que estejam desertinhos por mostrar a mesquinhez e aliviar algum do fel que acumularam durantes estes meses todos. Convido-vos a abrir uma veia - método comprovadamente eficaz neste moderno século XV - para aliviar os maus sangues que envenenam a alma e o espírito. Se no fim disto tudo se esqueceram de fechar a veia, não há problema, faz-se o funeral.

Ainda assim, peço a vossa paciência para sublinhar mais um pormenor. Tomem notas que ainda aprendem qualquer coisa. Querem um caderno?

O ridículo disto tudo é que, ao contrário de Vossas Excelências, o povo de Lisboa, que sempre olhou para Coimbra com imensa desconfiança, e de quem já tivemos no passado imensas razões de queixa, nos recebeu com amizade, comida, mantas quentes e infusões curativas. Não nos enforcaram por passear no condado deles - tomem notas - não nos puseram em tribunal porque lhes apeteceu - sublinhem esta parte - e não nos cortaram o fornecimento de comida por acharem que assim subjugavam o povo mais depressa - anotaram este pormenor pequenino?

E sabem o mais engraçado disto tudo? Ainda têm leis nas quais se basear, não se limitaram a rasgar a Lei Orgânica (querem um caderno novo? Eu sei que é muito para escrever mas não desenvolvam tendinites, que estou sem ligaduras).

Portanto, seus reais pascaços de além mar, temos o seguinte: uma médica na linha da frente a curar os feridos que VOCÊS fazem, e uma lição de governo.

Não é que eu ache que vá dar nalguma coisa, porque se há coisa em que vocês são pródigos é em ter a inteligência de um pampo e o ego inflamado de um César. Apenas acho que haver médicos numa batalha não é extraordinário, apenas uma necessidade.

Quando o vosso ego desinflamar, podemos falar. Até lá, sugiro que estudem as anotações que fizeram e caso continuem com dúvidas, informo que uma lobotomia frontal faz maravilhas pela personalidade. Já pelo intelecto...

Por outro lado, não se pode sentir falta do que nunca se teve.

Mantenho-me na disponibilidade de responder a qualquer dúvida que persista. Poderão encontrar-me ao serviço das tendas dos feridos, onde espero muito em breve encontrar Vossas Excelêntíssimas Balistes Capriscus.

Podem vir de lá as vossas falácias, que honestidade e lealdade de vós não espero.

Cordialmente,
Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo
Médica na Linha da Frente
Especialista em Lobotomia Frontal


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04/01/1474 ‘Portugal vencerá’: Dunlop fala após fim do cerco à Guarda



Lisboa (KAP)

Em meio aos recentes acontecimentos, a KAP ouviu o General Dunlop Kalfani Torre, comandante do II Exército Real e uma das figuras centrais na condução das operações militares em defesa da unidade nacional. Com a consolidação da presença legalista na Guarda e o fim do cerco que se prolongou por semanas, o nome de Dunlop passou a ocupar lugar central tanto nos relatórios militares quanto no debate público, sendo visto, por apoiadores e críticos, como símbolo da resposta armada da Coroa aos movimentos separatistas.

Nesta entrevista, o General revisita as origens políticas do conflito no Norte, detalha as circunstâncias que o levaram da oposição civil ao comando militar, responde às acusações de rigidez excessiva e expõe sua visão sobre legitimidade, soberania e o papel das forças estrangeiras na escalada da guerra. Ao longo de suas respostas, Dunlop constrói uma narrativa que apresenta o conflito não como fruto de ambição pessoal, mas como consequência inevitável de rupturas institucionais, perseguições políticas e daquilo que classifica como uma afronta direta à autoridade da Coroa. A seguir, a íntegra da entrevista concedida à Kingdoms Associated Press.

KAP - Vossa Senhoria assumiu a liderança militar num dos momentos mais delicados da história recente de Portugal. Como descreve o cenário que encontrou ao assumir o comando e quais foram suas primeiras preocupações estratégicas?

Dunlop - Antes de mais, é fundamental compreender o que nos trouxe até este ponto e porque atravessamos um dos momentos mais delicados do Reino nos últimos tempos.
Tudo começou quando percebi que havia no Condado do Porto lacunas graves de governação que exigiam uma mudança estrutural. Na altura a forma que encontrei para promover uma mudança positiva foi a formação de uma lista para concorrer ao Conselho do Condado do Porto, com o objetivo de dar ao Condado vozes novas e outras formas de pensar. À época, não existia verdadeira oposição, nem debate, votações ou relatórios; o Condado era gerido por e para uma única pessoa. Infelizmente, nada mudou. Pelo contrário, a situação agravou-se: sempre que os erros eram assinalados, o regime respondia com maior fechamento e afastamento sistemático dos seus opositores.
Paradoxalmente, aqueles que em público acusam outros de intolerância face a opiniões divergentes são precisamente os que, no Porto, silenciaram toda a dissidência — talvez falem de si próprios. Seguiu-se então uma perseguição aberta a todos os que ousaram pensar de forma diferente, recorrendo inclusive a processos judiciais para os intimidar, prender e silenciar. Por fim, esse percurso culminou na guerra.
Foi este contexto que me levou a assumir a liderança militar. Não por ambição pessoal, mas porque o regime do Condado do Porto não deixou qualquer outra alternativa. Não fomos nós que escalamos o conflito até este ponto; porém, face às ações do outro lado, essa tornou-se a única resposta possível.
Assumir o comando militar é apenas mais uma etapa na defesa dos princípios em que eu e os meus companheiros acreditamos. É uma honra e uma grande responsabilidade representar a Coroa de Portugal à frente de um exército composto por gentes do Norte do Reino. As nossas preocupações estratégicas centram-se exclusivamente no cumprimento dos desígnios da Coroa e na obtenção dos recursos necessários para garantir que Portugal permaneça uno e indivisível.


KAP - A retomada e manutenção de Guarda sob controle da Coroa tornaram-se símbolo de resistência institucional. Quais fatores — militares, logísticos e humanos — foram determinantes para o êxito dessa operação?

Dunlop - Não, não vejo a questão dessa forma. A tomada e manutenção da Guarda não é um símbolo de resistência institucional, são apenas ações estratégicas de guerra. Com um objetivo específico e que não irei aqui decifrar. Estamos apenas a seguir a estratégia do Reino de Portugal. A real resistência institucional são os súditos da coroa que trabalham e lutam incansavelmente para manter o nosso reino, os nossos costumes, a nossa língua e o nosso povo unidos. E isso é o que foi mais determinante para obtermos êxito no nosso objetivo, que vai muito além de tomar e manter a povoação de Guarda.

KAP - Ao longo do conflito, surgiram narrativas que descrevem sua atuação ora como firme e necessária, ora como excessivamente dura. Como o senhor responde a essas leituras e como define os limites entre autoridade, disciplina e coerção em tempos de guerra?

Dunlop - Narrativas são postas à prova diante da realidade, diante dos factos. Tudo o que fiz foi seguir aquilo que acredito, mantendo-me na linha daquilo que eu entendi ser o certo, a moral, os bons costumes, a ponderação, a imparcialidade da justiça e principalmente a verdade. Eu não preciso de responder às leituras dos outros. O limite de tudo é a verdade. Eu sigo isso e é a verdade que me trouxe até aqui, até agora, neste lugar e neste momento. Eu escolhi seguir a essência do que é a verdade, do que é certo, da moral, da tradição e dos bons costumes. Outros seguiram a ganância, a sede de poder e a vaidade. O caminho que escolhi é penoso, mas é mais simples e traz paz de espírito, contentamento e equilíbrio.

KAP - Vossa Senhoria tem sido apontado como um dos pilares da estabilidade militar do Reino. Em sua avaliação, quais erros estratégicos cometeram os movimentos separatistas que os conduziram à atual fragilidade operacional na Guarda?

Dunlop - Eu não poderia ajudar a corrigir os erros daqueles que me puseram como inimigos. O que poderia dizer é que o erro está na ganância e na vaidade.

KAP - A presença de forças estrangeiras e de alianças externas no conflito foi amplamente debatida. Como o senhor avalia o impacto dessas intervenções na escalada do conflito e na legitimidade das lideranças rebeldes?

Dunlop - Não existe legitimidade nas lideranças rebeldes, justamente por serem rebeldes. A legitimidade está na coroa e na união do povo com a coroa, isso é o que faz Portugal ser um reino. Forças estrangeiras sempre atuaram em situações militares de grande ou pequeno porte. Em grande ou pequena escala. Às vezes até de forma imperceptível. A realidade é que se não fossem essas forças estrangeiras a atuarem no Porto e em Coimbra, não existiriam forças ou lideranças rebeldes. Não teriam força. O que lhes deu coragem foi o suporte estrangeiro. Todas as nações inimigas dos nossos inimigos estão convidadas para lutar pela liberdade e pela verdade.

KAP - Muitos apontam que a guerra não se trava apenas no campo de batalha, mas também no campo simbólico e moral. De que forma o II Exército Real trabalhou — ou ainda trabalha — para preservar a confiança da população civil em meio à instabilidade?

Dunlop - Trabalhamos a favor da verdade, da justiça e da honra. E não existem narrativas que possam vencer isso. No campo de batalha das narrativas, nós já vencemos. Podem gritar, espernear e fazer todo tipo de cena em Praça Pública. Estamos em concordância com a legitimidade do povo de Portugal. Isso é que gera confiança na população. E é mútua. Nós também confiamos no povo português e na sua força.

KAP - Houve momentos em que a via diplomática pareceu possível, mas acabou superada pelo confronto armado. Em retrospecto, acredita que ainda existia espaço real para negociação ou o conflito tornou-se inevitável?

Dunlop - Sempre estivemos abertos para dialogar, no entanto os nossos adversários políticos nos promoveram a inimigos e se auto promoveram a inimigos da Coroa de Portugal, escalaram a situação sempre que sentiram a derrota a chegar. A unidade do Reino de Portugal, o respeito à coroa de Portugal e o expurgo de criminosos e o arcar com as consequências de seus atos diante da real justiça não são negociáveis. Penso ser praticamente impossível que os nosso atuais inimigos voltem atrás. A guerra é a continuação da política por outros meios. Nós estávamos centrados nos debates e na fiscalização, enquanto oposição, mas uma vez derrotados, eles precisaram de encontrar outros meios como a mentira, a calúnia, a perseguição, a injustiça e por fim, a guerra.

KAP - A presença do Exército Real em territórios sensíveis despertou temores e expectativas. Como Vossa Senhoria equilibra a necessidade de segurança com o respeito às populações locais e às autonomias históricas dos condados?

Dunlop - Estamos a trabalhar justamente para manter as autonomias históricas dos condados e das povoações. O povo de Portugal está unido. Quem se queixa das movimentações e torna isso um problema, no meio de uma guerra de sobrevivência, não está preocupado com Portugal, está a trabalhar para os criminosos.

KAP - Do ponto de vista estratégico, que lições esta guerra impôs às forças regulares do Reino? Houve mudanças doutrinárias, estruturais ou operacionais a partir dessa experiência?

Dunlop - Todos sabem a situação do reino com relação à unidade política, trabalho em conjunto entre os condados e recursos humanos. O conflito contra esses grupos dissidentes e separatistas tem gerado um forte sentimento de união e defesa do reino de Portugal, reavivando a alma portuguesa.

KAP - Por fim, como comandante e como homem público, que mensagem deseja deixar aos portugueses — tanto aos que permaneceram leais à Coroa quanto àqueles que hoje se encontram em oposição — sobre o futuro do Reino e o papel do Exército que você comanda na reconstrução da paz?

Dunlop - Não existem opositores da Coroa, existem rebeldes separatistas, por isso inimigos do Reino de Portugal e do povo português.
Aos súditos da coroa digo: o Reino perdurará e vencerá.
Aos inimigos: enquanto existir um português com a chama da esperança acesa, Portugal manter-se-à de pé.
O Futuro a Jah pertence e a vontade d'Ele é que o Reino de Portugal perdure e carregue seu nome.
O nosso papel é restaurar o Reino de Portugal em nome da Coroa portuguesa e do povo português. A Coroa é e deve ser a vontade do povo português.


Ao final da conversa, o General Dunlop reafirma uma leitura do conflito marcada por linhas nítidas: de um lado, a Coroa e aqueles que considera súditos legítimos do Reino; de outro, grupos que define como rebeldes, separatistas e inimigos da unidade nacional. Em suas palavras, não há espaço para ambiguidades nem para concessões políticas que relativizem a soberania portuguesa. A guerra, segundo sustenta, tornou-se a continuação inevitável de um processo de ruptura iniciado muito antes dos primeiros confrontos armados.

Mais do que um balanço militar, suas respostas revelam uma visão moral e quase existencial do embate em curso, em que conceitos como verdade, honra, tradição e fé ocupam papel central na legitimação da ação armada. Para Dunlop, a reconstrução da paz passa, necessariamente, pela restauração plena da autoridade da Coroa e pelo que chama de expurgo das forças que ameaçam a coesão do Reino.

A entrevista encerra-se com uma mensagem direta aos portugueses: a convicção de que Portugal resistirá enquanto houver quem sustente a chama da unidade. Cabe agora ao tempo, e aos desdobramentos do conflito, revelar se essa visão prevalecerá como fundamento da paz futura ou como capítulo decisivo de uma guerra que redefiniu, de forma profunda, o destino do Reino.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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03/01/1474 “Nada está perdido”: novo Conde de Lisboa fala à KAP



Lisboa (KAP)

Em um dos momentos mais delicados da história recente do Reino de Portugal, marcado por guerras internas, disputas de legitimidade e profundas tensões sociais, a Kingdoms Associated Press ouviu o novo Conde de Lisboa, Afonso Cremonesi Highlander Silva, Visconde de Mafra e Arcebispo Metropolitano de Lisboa. Recém-eleito para governar o principal Condado do Reino, Cremonesi reúne em sua trajetória duas dimensões que raramente caminham juntas em tempos de crise: a liderança espiritual e a responsabilidade administrativa.

Filho de uma tradição política e religiosa profundamente enraizada em Lisboa, o novo Conde assume o cargo após a transição conduzida por sua mãe, Lady Bela, em meio a um cenário de incertezas e expectativas. Nesta entrevista, Cremonesi reflete sobre sua vocação eclesiástica, o desafio de governar em tempos de guerra, os limites entre fé e poder temporal, a possibilidade (ou não) de reconciliação nacional e o futuro que vislumbra para Portugal após o conflito.

A seguir, a íntegra da entrevista concedida à KAP, na qual o novo Conde de Lisboa expõe sua visão com franqueza, sobriedade e forte apelo à responsabilidade individual e coletiva.

KAP - Vossa Excelência possui uma trajetória singular, marcada tanto pela vida eclesiástica quanto pelo exercício da administração civil. Poderia compartilhar conosco os marcos fundamentais dessa caminhada e como ela o conduziu, naturalmente, ao cargo de Conde de Lisboa?

Afonso Cremonesi - Para os que me conhecem, sabe que a vida eclesiástica sempre foi a minha vocação, desde os tempos que era morador de Crato. Foi de facto por lá que tudo se iniciou, como pároco da povoação e posteriormente, prefeito também. Ajudar as pessoas para além do caminho de Jah era algo que eu também almejava. A vinda para Lisboa fez florescer tudo, principalmente porque minha mãe e minha irmã já faziam parte do conselho e foi quando recebi o convite, desde então, tudo tem fluído de forma natural.

KAP - Como Arcebispo Metropolitano, Vossa Excelência exerce liderança espiritual sobre fiéis em tempos de profunda instabilidade. De que forma a fé e a doutrina orientam suas decisões enquanto governante temporal?

Afonso Cremonesi - As vezes é desafiante ter de separar o governo da fé que carrego comigo. Porém há preceitos que a vida religiosa ensinou-me e que na vida política acabam por ser instrumentos valiosos, acima de qualquer coisa, a verdade, a honestidade e o respeito pelo próximo. Não estou a falar que é fácil, mas a vida sob os ensinamentos do Altíssimo me fazem pensar antes de tomar decisões. Talvez seja um pouco disso que esteja a faltar nas pessoas: pensamentos mais positivos e a fé.

KAP - A eleição de Vossa Excelência ocorre em um momento delicado para o Reino, marcado por conflitos internos e tensões externas. Como recebeu essa responsabilidade e quais foram suas primeiras reflexões ao aceitar governar Lisboa?

Afonso Cremonesi - A decisão partiu a minha amada mãe, Lady Bela. Ela é a minha maior fonte de inspiração. Depois de muitas conversas ela achou que estava na hora de passar o bastão e de assumir outras responsabilidades. Sei que não estarei sozinho e por isso aceitei a responsabilidade. Lidar com pessoas é desafiante, lidar com pessoas num cenário de guerra é ainda mais. Não sei como será o meu governo, mas eu espero conseguir administrar com sabedoria e com o apoio de todos os conselheiros e do povo.

KAP - Quais são, neste momento, as principais prioridades administrativas do Condado de Lisboa sob sua liderança? Que medidas julga essenciais para garantir estabilidade, segurança e bem-estar à população?

Afonso Cremonesi - As prioridade são as mesmas de sempre, elas não mudam, mas dentre todas a segurança do povo lisboeta está sempre à frente. Assegurar que todos consigam trabalhar, comer e ter a segurança de viver num governo justo e igualitário.

KAP - A guerra recente impactou profundamente o tecido social e político do Reino. Como Vossa Excelência avalia os efeitos do conflito sobre Lisboa e quais lições acredita que devam ser extraídas desse período conturbado?

Afonso Cremonesi - Eu vejo que o cenário de hoje é apenas reflexo de algo que já vem acontecendo a muito tempo. A diferença é que agora o copo transbordou e o que caiu não tem como retornar. Essa guerra é algo bem triste e lamentável, ao meu ver. As diferenças sempre existiram e sempre irão existir, cada um é protagonista da própria historia, na minha eu sou o herói e tu és o vilão, na sua é o contrário. O grande problema na verdade está como as pessoas sabem lidar com as diferenças quando essa não lhe é favorável. Mentiras, manipulação, ofensas, não deveriam ser algo natural mas nos últimos tempos é apenas isso que vemos. Que lições podemos tirar de tudo isso? Não sei bem dizer, acho que essa lição vai ser escrita ao longo do tempo e cada um vai absorver de forma muito particular.

KAP - A relação entre a autoridade civil e a autoridade espiritual costuma ser delicada em tempos de crise. Como Vossa Excelência equilibra esses dois papéis — o de pastor e o de governante — sem que um se sobreponha indevidamente ao outro?

Afonso Cremonesi - Por enquanto ainda não tenho observado grandes dificuldades e interesses conflitantes. Eu sempre fui uma pessoa que preza pelo bem do próximo e preocupo-me sinceramente se o que eu faço é usado de exemplo para o outro. Como disse anteriormente, eu sigo os preceitos de Jah, sou um homem honesto e respeitoso e minha vida política é toldada nisso, portanto não há muitos desvios. O que é certo nunca vai deixar de o ser. Entretanto, para todos aqueles que não conseguem ter essa força espiritual e emocional, pode ir ao confessionário e frequentar as missas. Há sempre uma palavra de conforto nos ensinamentos do Senhor.

KAP - Muitos cidadãos veem em Vossa Excelência uma figura de conciliação e estabilidade. Na sua visão, ainda é possível promover reconciliação entre os diferentes grupos que hoje se encontram em lados opostos do conflito?

Afonso Cremonesi - Não há como haver meios de conciliação quando todos os lados acham que estão com a razão. Quem está certo afinal? Muito se fala em conciliação, mas quem de facto está disposto à isso? Eu posso afirmar apenas por mim, e como homem da fé sempre estarei pelo caminho da conciliação. Mas não basta apenas palavras, tem de ser algo verdadeiro, sentido nas atitudes, infelizmente o que assistimos é um palco dos horrores com um espetáculo de baixíssima qualidade, todo mundo gritando, todos querendo mandar e tudo a pegar fogo.

KAP - A Coroa tem buscado reafirmar a unidade do Reino diante de movimentos separatistas. Qual deve ser, na sua opinião, o papel de Lisboa nesse processo de recomposição nacional?

Afonso Cremonesi - Lisboa segue firme em suas convicções. Somos lisboetas mas estamos e fazemos parte do reino de Portugal. Ao meu ver é uma blasfémia o povo português aceitar tamanho ultrage à unidade do reino. A postura da Rainha Sofia, paz à sua alma, foi correcta. A quem não consiga enxergar mas era o dever dela como representante do Reino de Portugal manter a unidade dos territórios, portanto, não vejo suas atitudes e acções como incorretas. Para a Igreja nada muda, o que na prática não consigo ver deste jeito, mas as coisas são como são.

KAP - Em termos de futuro, que tipo de Reino Vossa Excelência deseja ajudar a construir após o término dos conflitos: politicamente, espiritualmente e socialmente?

Afonso Cremonesi - A resposta mais clichê de sempre, mas no meu olhar eu vejo Portugal como uma chávena partida, por mais que se colem os pedaços, as marcas da rutura sempre ficarão evidentes. Politicamente Portugal se usasse toda essa energia que está a ser aplicada em conflitos internos para alavancar riqueza e prosperar, seria um reino imparável. Espiritualmente, que as pessoas tenham liberdade e vontade de se dedicarem à vida espiritual, trilhado nos ensinamentos do Altíssimo. Socialmente, que houvesse respeito e bom senso das pessoas, principalmente em rp. Parece que se perdeu com o tempo todo o civismo e a parte leve e divertida que se tinha ao vir para o jogo, que era socializar nas tascas, ir ao fórum e fazer bons rp's sem que tudo fosse deturpado e podre.

KAP - Por fim, que mensagem gostaria de dirigir aos lisboetas e aos portugueses em geral, especialmente àqueles que vivem a angústia da guerra e anseiam por paz, estabilidade e justiça?

Afonso Cremonesi - Nada está perdido. Lisboa sobreviveu à muitas adversidades, Coimbra em tempos passados também. Nada dura para sempre. As pessoas mudam, o tempo muda. Portanto, dê o seu melhor e mesmo que faça pouco, é melhor do que não fazer nada. Todo mundo é importante e como se diz, a união faz a força!

Ao longo da entrevista, Afonso Cremonesi Highlander Silva constrói uma imagem de governante que reconhece a gravidade do momento histórico sem recorrer a discursos triunfalistas ou simplificações fáceis. Suas palavras revelam consciência dos limites da autoridade, tanto civil quanto espiritual, diante de uma sociedade fragmentada, na qual a conciliação se apresenta como ideal desejável, mas difícil de alcançar quando cada parte se considera detentora absoluta da razão.

O novo Conde de Lisboa não promete soluções imediatas nem nega as cicatrizes deixadas pelo conflito. Ao contrário, compara o Reino a uma peça quebrada, cujas fissuras permanecerão visíveis mesmo após qualquer tentativa de recomposição. Ainda assim, defende a permanência de valores como honestidade, respeito, fé e responsabilidade cívica como fundamentos mínimos para que Portugal possa, com o tempo, reencontrar estabilidade.

Sua mensagem final, dirigida tanto aos lisboetas quanto a todos portugueses, aposta menos na vitória de um lado e mais na persistência coletiva: a ideia de que nada está definitivamente perdido e de que cada gesto, por menor que pareça, contribui para a reconstrução do tecido social. Em meio à guerra, o Conde de Lisboa apresenta-se, sobretudo, como um administrador do possível, consciente de que o futuro do Reino dependerá menos de palavras e mais das atitudes que se seguirão a elas.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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02/01/1474 Guerra em Portugal entra em nova fase



Lisboa (KAP)

Os acontecimentos mais recentes no conflito que atravessa o Reino de Portugal indicam uma mudança sensível de fase, tanto no plano militar quanto no discursivo. Entre os dias 18 e 29 de dezembro de 1473, registraram-se alterações relevantes no controle territorial, o encerramento de um dos mais longos cercos da guerra e o endurecimento das narrativas públicas adotadas pelas lideranças em disputa.

Após a morte da Rainha Sofia, em 18 de dezembro, o conflito entrou numa fase de reorganização acelerada das correlações de força, marcada por iniciativas ofensivas quase imediatas. Em 29 de dezembro de 1473, a cidade de Alcobaça, que havia sido conquistada e administrada por forças legalistas, foi retomada por contingentes separatistas associados ao comando de Coimbra. A operação não apenas reverteu um ganho estratégico recente da Coroa, como também devolveu aos separatistas um eixo logístico relevante no centro do território, permitindo-lhes recuperar capacidade de projeção militar e simbólica. A retomada de Alcobaça passou a ser apresentada, nas comunicações separatistas, como sinal de vitalidade operacional e de contestação direta à narrativa de enfraquecimento do movimento após semanas de desgaste.

Em contrapartida, no extremo oposto do teatro de operações, o prolongado cerco à cidade da Guarda chegou oficialmente ao fim. Após dezenas de dias de pressão contínua, as forças leais ao Reino conseguiram consolidar o controle da cidade, não havendo, até o presente momento, indícios de novos contingentes hostis posicionados diante das muralhas da cidade. A estabilização da Guarda representa um marco defensivo relevante para o esforço legalista, tanto pela sua posição estratégica quanto pelo valor simbólico adquirido ao longo do cerco. Fontes militares, contudo, adotam cautela ao avaliar o cenário, classificando-o como “estável, mas fluido”, e não descartam a possibilidade de novas tentativas de pressão ou manobras indiretas no médio prazo.

Paralelamente aos fatos em campo, o debate público intensificou-se com a divulgação, por outro jornalista da KAP, de uma entrevista com Susaku, líder separatista por Coimbra, comandante da Legio Victrix e atualmente apresentado como Conde de Coimbra, após a retomada de Alcobaça. Na entrevista, Susaku adota uma narrativa frontalmente contestatória à existência do Reino, afirmando que “o Reino está morto”, negando a legitimidade das forças legalistas e declarando intenção de avançar sobre novos alvos, incluindo Lisboa. O líder separatista também rejeita as acusações recorrentes de ingerência estrangeira organizada, distinguindo a Legio Victrix de outras entidades citadas no debate público e afirmando atuar dentro de uma lógica própria, ainda que reconheça relações de amizade e cooperação. No mesmo tom, minimiza o impacto do tratado recentemente assinado entre Portugal e Castela e Leão, declarando não reconhecer a existência efetiva de um reino português unificado no momento atual.

Do lado legalista, autoridades e analistas reiteram que os fatos jurídicos e diplomáticos permanecem válidos, incluindo o reconhecimento internacional da unidade portuguesa, enquanto classificam as declarações separatistas como parte de uma estratégia de guerra psicológica e afirmação política. Destacam ainda que o controle efetivo de cidades como Guarda demonstra a continuidade da capacidade operacional do Reino, apesar das perdas recentes. Assim, o conflito entra em um estágio marcado por contrastes evidentes: de um lado, a reafirmação institucional e diplomática da unidade nacional; de outro, a consolidação de discursos separatistas que negam essa mesma ordem e anunciam uma reorganização territorial alternativa. No terreno, avanços e recuos seguem redefinindo posições, enquanto, no plano simbólico, a disputa por legitimidade assume contornos cada vez mais explícitos.

A KAP continuará acompanhando os desdobramentos militares, políticos e diplomáticos, comprometida em registrar os fatos, contextualizar as narrativas em circulação e oferecer ao público uma leitura equilibrada de um conflito que segue em transformação.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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