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jose_pacheco recolhe a maioria absoluta dos votos! ![]() Lisboa (KAP) A Kingdoms Associated Press informa que foi oficialmente apurado o resultado da eleição para o Trono de Portugal, na qual José Pacheco, natural da cidade de Elvas, obteve 80,63% dos votos válidos, consagrando-se vencedor do pleito e novo Monarca eleito do Reino de Portugal. Na mesma eleição, Lyssah de Sagres Crawlyn alcançou 17,8% dos votos, enquanto o Príncipe Regente Zeramando Crawlyn Hökk obteve 1,55%, encerrando o processo eleitoral com ampla maioria em favor de José Pacheco. Até o momento do fechamento desta reportagem, nenhum dos candidatos havia realizado pronunciamento oficial acerca do resultado. A expressiva votação obtida por José Pacheco ocorre após uma campanha marcada por discurso de conciliação, unidade e centralidade do diálogo como instrumento político. Em sua apresentação pública como candidato, Pacheco afirmou apresentar-se “não para dominar terras nem reclamar condados, mas para fortalecer a união do povo português, onde quer que ele se encontre”, destacando a comunhão de valores, identidade e propósito como fundamento da força coletiva do Reino. Em entrevista concedida à KAP durante o período eleitoral, o agora eleito Monarca descreveu-se como um homem forjado no serviço comunitário, com trajetória construída a partir da atuação local em Elvas, passando pelo Conselho do Condado de Lisboa e por Conselhos Reais, sempre pautado pela simplicidade, pelo compromisso com o serviço público e pela busca de soluções por meio da palavra justa e da escuta paciente. Na ocasião, ressaltou que sua principal motivação para disputar a Coroa não eram os limites territoriais do Reino, mas sim a população portuguesa enquanto comunidade viva, diversa e historicamente marcada por divisões, mas também por possibilidades de entendimento. José Pacheco defendeu reiteradamente, ao longo de sua campanha, que a função do Monarca deve ser compreendida como a de “maior servo do Reino”, enfatizando que a Coroa só preserva seu prestígio quando exerce liderança ativa, responsável e comprometida com o bem comum. Questionado sobre o momento delicado vivido por Portugal, marcado por conflitos internos e fragmentação política, afirmou que a paz deveria ser pensada com o mesmo empenho com que se planeja a guerra, reconhecendo que, embora não possa garanti-la sozinho, sempre a terá como objetivo central. Com a confirmação do resultado eleitoral, o Reino de Portugal entra agora em uma nova etapa de transição política, aguardando os pronunciamentos oficiais dos candidatos e os atos formais de investidura. A KAP seguirá acompanhando os desdobramentos institucionais e as primeiras sinalizações do reinado que se inicia, mantendo seu compromisso com o rigor jornalístico e o registro histórico deste momento decisivo para o futuro português. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? Leia a nossa Carta na Sede da KAP Portugal. ![]() Lisboa (KAP) Em um momento decisivo para a história do Reino de Portugal, marcado por conflitos, rupturas institucionais e profundas reflexões sobre o futuro do Reino, a Kingdoms Associated Press (KAP) dá início à série especial “Os Candidatos ao Trono”. Esta iniciativa editorial tem por objetivo oferecer ao povo português um registro claro, equilibrado e duradouro das ideias, trajetórias e visões daqueles que se apresentam para exercer a mais alta dignidade do Reino. Mais do que uma cobertura eleitoral, trata-se de um esforço jornalístico voltado à preservação da memória política, institucional e simbólica deste período de transição. As entrevistas seguem um roteiro comum, elaborado com rigor e isenção, de modo a assegurar igualdade de tratamento entre todos os candidatos. As respostas aqui publicadas refletem exclusivamente as posições de seus autores e são apresentadas na íntegra, sem edições de conteúdo, respeitando o compromisso da KAP com a fidelidade documental e o pluralismo de ideias. A seguir, o leitor encontrará a entrevista concedida por José Pacheco, no âmbito da série “Os Candidatos ao Trono”. KAP - A Kingdoms Associated Press agradece a disponibilidade de Vossa Senhoria para esta entrevista. Para iniciarmos, pedimos que se apresente aos nossos leitores não apenas pelo nome ou títulos, mas pela sua trajetória: quem é José Pacheco, por José Pacheco? José Pacheco - Uma pessoa falar sobre si mesma não é fácil... Existe sempre o risco de gabarolice e evitarei isso. Eu sou um cidadão comum, morador na simpática vila de Elvas que, inserido na minha comunidade, quis retribuir aos meus vizinhos algum bem-estar e qualidade de vida que a sorte nos pode proporcionar. Tive a sorte de poder constituir família com a minha amada esposa Julieta e ver crescer o nosso filho Albuma em paz e quietude. A vida proporcionou que ocupasse o cargo de Prefeito de Elvas e que, no condado de Lisboa, acabasse por ser convidado a contribuir com todo o condado ao participar no Conselho de Lisboa. Mais tarde, acabei por ter a oportunidade de servir o Reino, uma população bastante mais ampla, ao trabalhar em alguns Conselhos Reais. Considero o percurso da minha vida não fruto do acaso mas sim fruto do empenho em comunidade, resultado do comprometimento do serviço público para o todo onde os graus de dificuldade e (in)sucesso são constantemente variáveis. Para além da comunidade eu também privilegio muito a simplicidade: coisas complexas tendem a ser coisas esgotantes e coisas esgotantes tendem a ser infrutíferas. KAP - A decisão de disputar o Trono de Portugal ocorre num momento particularmente sensível da nossa história. Quais foram as motivações centrais que levaram Vossa Senhoria a apresentar-se como candidato à Coroa, e de que forma acredita que a sua experiência pessoal e política o credencia para exercer a função de Monarca? José Pacheco - Como referi antes esta é uma proposta que a vida me coloca. Mas não só a mim pois esta disputa depende totalmente do eleitorado. Os eleitores para além de convidados são desafiados a eleger alguém que lute pelas suas aspirações e anseios diários e mundanos. A principal motivação que tenho é o Reino: não os limites territoriais e coordenadas geográficas dos mapas mas sim a comunidade portuguesa, o homem e a mulher dos dias de hoje. É com a população portuguesa com quem eu pretendo trabalhar e a quem eu pretendo continuar a servir. Acredito que o trajecto que percorri até hoje me tenha permitido ter alicerces fortes para que me conheçam de norte a sul de Portugal. Sempre fui alguém que privilegiou a todo o momento o diálogo aberto e sincero como primeira e maior forma de resolução de problemas. Se um problema, uma questão ou situação não for debatida abertamente dificilmente será sanada e ultrapassada. As mais diversas personalidades do Reino conhecem a minha abertura de espírito e também as minhas convicções pessoais e é isso que apresento e proponho a todos. KAP - O Reino de Portugal viveu, ao longo dos últimos anos, períodos marcados por Monarcas ausentes, regências prolongadas e descontinuidade na liderança. Caso seja eleito, de que maneira Vossa Senhoria pretende exercer um reinado efetivamente ativo, presente e contínuo, evitando que a Coroa volte a se tornar uma figura meramente simbólica? José Pacheco - De facto muitos dos monarcas do nosso Reino tornaram-se individualidades passivas e/ou quase invisíveis devido a essa ausência que Vossa Excelência referencia. Não criarei expectativas de uma presença diária e rotineira de destaque caso seja eleito pois o meu perfil tende a ser mais comedido e prático mas evitarei que os momentos de diálogo e introspecção sejam confundidos com ausência e abandono. KAP - Instituições como a Real Chancelaria, a Corte dos Nobres, o Tribunal do Rei e o Conselho régio são pilares da vida institucional portuguesa. Considerando o atual cenário de baixa atividade populacional e dificuldades de engajamento, como Vossa Senhoria pretende fortalecer essas instituições e torná-las novamente centrais na vida do Reino? José Pacheco - Vou ser claro e directo sobre o assunto: não será minha prioridade a reforma e/ou reactivação de Instituições Reais que estejam disfuncionais. Procurarei evitar que fiquem ao abandono mas muitas dependem, nos seus próprios Estatutos e Normas internas, de um funcionamento normal de todo o Reino de Portugal. Existem pessoas com conhecimento e habilidade reconhecidos mas que neste momento não cooperam com a Coroa portuguesa. Há que sarar feridas e procurar a paz. Quando o Reino no seu todo encontrar uma fórmula de acordo poderemos restaurar esses pilares da vida institucional portuguesa. KAP - Um dos desafios mais evidentes do presente é a fragmentação política, com Condados que atuam, na prática, como entidades autônomas ou independentes. Que estratégias políticas, simbólicas e institucionais Vossa Senhoria propõe para restaurar o sentimento de unidade nacional e incentivar o trabalho conjunto entre os Condados? José Pacheco - Sejamos sinceros, o Reino de Portugal sempre teve divisões desde a sua fundação. Não é só Portugal que assim é pois a diversidade faz parte da nossa natureza. Talvez por sermos um reino periférico da Europa não tenhamos essa percepção e nos concentremos, por vezes em demasia, nas nossas diferenças e não realcemos os pontos em comum. Talvez o ponto chave seja a questão de determinação do nível de autonomia regional e o sentimento, refira-se que é enganador, de prisão entre condados. Nenhum condado deve ser obrigado a colaborar com o outro apenas porque sim mas claro que é expectável que em situações de emergência haja entreajuda e colaboração. KAP - A tensão entre Lisboa e Porto tornou-se um dos eixos centrais da atual crise portuguesa, com reflexos profundos na política, na sociedade e na guerra. Como Vossa Senhoria analisa essa rixa histórica recente, e que leitura faz dos acontecimentos que levaram a esse nível de ruptura? José Pacheco - Tudo isto tem origem lá atrás, numa altura chamada passado. Muitas pesssoas não o conseguiram ultrapassar, de todos os lados: Lisboa, Porto e Coimbra. Outras tantas usam esse passado não como arma mas como escudo para se evitarem a cooperar. Eu não vivi esse passado tal como muitos dos agentes políticos dos dias de hoje mas todos crescemos com essas histórias contadas que em certos casos se tornaram verdades absolutas, imutáveis e irreparáveis. Eu posso dar-me ao luxo de discordar dessa inevitável imutabilidade pois como Conde de Lisboa cheguei a trabalhar com os condados do Porto e Coimbra com regular sucesso e cordialidade. Enfatiso que, por via da relação razoávelmente próxima que estabeleci com Sua Graça Damien Mondrágon aquando ele ainda era Conde do Porto, Lisboa criou uma relação mais próxima do condado do Porto do que do condado de Coimbra. Por isso sim a unidade e entendimento são possíveis, basta querermos. KAP - A Coroa portuguesa carrega não apenas poder político, mas também um profundo valor simbólico, histórico e espiritual. Como Vossa Senhoria compreende o papel simbólico do Rei e de que forma pretende reconstruir o prestígio da Coroa perante o povo português? José Pacheco - O monarca é o maior servo de todo o Reino. Ele é eleito para servir e não para ser servido. Aquele que se serve de um cargo público não só é egoísta como mancha o cargo que ocupa e as instituições que representa. É-me inevitável pensar que a Coroa portuguesa teve uma presença mais próxima aquando acompanhada pelos pastores da Igreja Aristotélica Portuguesa e procurarei o contributo da mesma para que o reino reanime a sua alma. KAP - Em termos programáticos, o que distingue a sua candidatura das demais? Que propostas, reformas ou visões Vossa Senhoria apresenta que ainda não foram plenamente discutidas ou implementadas no Reino de Portugal? José Pacheco - A paz e a liberdade. Não a "minha paz" e a "minha liberdade" mas sim a paz para todos e igual liberdade para todos. KAP - Caso eleito, qual considera que será o maior desafio do seu reinado nas primeiras semanas, e que decisões iniciais julga essenciais para sinalizar um novo ciclo político para Portugal? José Pacheco - Reitero: a paz. Todos nos preparámos para a guerra mas será que em algum momento arquitetamos a Paz? KAP - Por fim, em um cenário marcado por desconfiança, fadiga política e ceticismo, que mensagem direta Vossa Senhoria gostaria de dirigir ao eleitor português que lê esta entrevista e pondera o seu voto para o Trono? José Pacheco - Exorto a todos a pensarem na paz da sua comunidade. A guerra apenas traz destruição de tudo e para todos. Chamamos vencedores a quem perdeu menos mas será que esse "lado vencedor" perdeu pouco? Não posso prometer a paz pois não dependerá apenas de mim, eleito ou não, mas garanto que a paz tem sido sempre a minha vontade e meu objectivo. A KAP reitera que todas as candidaturas regularmente apresentadas receberão convite formal para participar desta série, sendo as entrevistas publicadas conforme o recebimento das respostas, sem hierarquização política ou editorial. As opiniões expressas são de responsabilidade exclusiva dos entrevistados e não refletem, necessariamente, a posição da redação. A história julgará este tempo. À imprensa cabe registrá-lo. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? Leia a nossa Carta na Sede da KAP Portugal. ![]() Lisboa (KAP) Em meio à fragmentação política que marcou os últimos meses do Reino de Portugal, poucas figuras atuaram de forma tão constante, e, ao mesmo tempo, tão distante da linha de frente militar, quanto Lyssah Ferreira de Queirós Silva e Sagres Crawlyn, Baronesa de San Giorgio di Pesaro. Residente em Lamego, defensora declarada da independência do Porto, Lyssah construiu sua influência menos pela administração direta ou pelo comando de tropas e mais pelo campo jurídico, simbólico e discursivo do movimento separatista. Figura controversa, teve o título de Marquesa de Vieira de Leiria formalmente retirado pela Rainha Sofia em outubro de 1473, decisão que ela própria classifica como politicamente irrelevante. Juíza do Porto, redatora de estatutos institucionais e uma das vozes intelectuais mais presentes no projeto independentista, Lyssah aceita falar à KAP num momento em que o conflito armado dá sinais de estagnação, mas o embate narrativo e político permanece em plena atividade. Nesta entrevista, a Baronesa detalha suas motivações, relativiza a importância dos títulos concedidos pela Coroa portuguesa, defende a independência já consumada, a seu ver, do Porto, rejeita críticas sobre sua atuação discursiva e projeta seu papel num eventual processo de reconciliação, ou de consolidação definitiva da ruptura. A seguir, a íntegra da entrevista concedida à Kingdoms Associated Press. KAP - Como Vossa Senhoria define o seu papel no atual conflito político que envolve o Porto, Coimbra e Lisboa? Considera-se uma ideóloga, uma estrategista cultural ou apenas uma observadora engajada? Lyssah - Agradeço à KAP pelas perguntas com a convicção de que os demais candidatos ao trono receberão entrevistas semelhantes e com o mesmo tom, afinal, trata-se de uma instituição séria. No entanto, preciso fazer uma correção, meu caro redator-chefe. O pronome de tratamento correto é Vossa Graça, já que sou Marquesa pelas terras que possuo na Nação de Coimbra (onde a falecida Sofia não tem soberania) e Baronesa pelas terras que possuo em Roma. Notei que usou o pronome incorreto nas demais perguntas, mas vou fazer vista grossa. Agora sim: creio que essas três opções apresentadas em sua pergunta sejam rasas demais. O meu papel, assim como o dos meus colegas, não se resume a um só status. Todos estamos trabalhando em conjunto para uma sociedade mais justa e sem ditadura de um só Condado. Sou soldado do exército, juíza do Império do Porto, conselheira, membro da Corte Nobiliárquica e onde mais o meu trabalho for necessário. KAP - Quais foram as motivações centrais que a levaram a apoiar a independência do que denomina “Império do Porto”? Trata-se de uma convicção antiga ou de uma resposta aos acontecimentos recentes? Lyssah - A motivação é uma só: Não nos curvarmos aos desmandos de um grupo específico formado, em sua maioria, por pessoas de Lisboa e que se autodenominam "sapos". A independência não foi algo planejado por muito tempo, mas sim uma resposta ao desrespeito reiterado que o Porto sofreu ao longo de mais de uma década. O povo se cansou e decidiu reagir. KAP - Ao adotar a expressão “Império do Porto”, que modelo político, simbólico ou civilizacional Vossa Senhoria tem em mente? Trata-se de um projeto concreto ou de uma construção retórica? Lyssah - O título de "Império do Porto" começou com uma grande brincadeira. Enquanto nossos adversários tentavam nos ofender, nós nos chamávamos de "Império do Porto" em um deboche espirituoso. Acabou por se tornar algo simbólico e que será sempre valorizado na história do Porto. Títulos espirituosos à parte, o que existe de fato é a formação concreta do Arquiducado do Porto. Os estatutos, incluindo estrutura Heráldica, Nobiliárquica, Política, Econômica, Jurídica e Cultural, já foram elaborados e agora precisam passar por aprovação e publicação. Porém, com a guerra essa aprovação não foi priorizada. E, agora, com as eleições do Soberano, optamos por fazer uma última tentativa de retomar relações com o Reino de Portugal, o que é basicamente o motivo da minha candidatura. KAP - A retirada do título de Marquesa de Vieira de Leiria pela Rainha Sofia marcou um ponto de ruptura definitivo. Como recebeu essa decisão e que impacto ela teve na sua atuação política e pessoal? Lyssah - Para mim, esse comunicado e o pedaço de pergaminho que uso como rascunho para calcular a compra de esterco para adubar as hortas das minhas terras têm o mesmo valor. Apenas decisões tomadas por pessoas que eu considero relevantes têm o poder de impactar a minha vida. E desde o instante em que Sofia demonstrou ser apenas uma marionete nas mãos de um criminoso de guerra ela deixou de ter qualquer relevância política, cultural, social. Não considero que tenha sido esse o ponto de ruptura. Foi algo desimportante demais para ser considerado assim. Além do mais, o Marquesado de Vieira de Leiria fica em Coimbra e a Nação de Coimbra não removeu as minhas terras, tampouco o meu título. Continuo sendo Marquesa em Coimbra, no Porto e em todo o resto do mundo, exceto Lisboa. KAP - Vossa Senhoria não é conhecida por comandar exércitos ou administrar territórios durante a guerra, mas por intervir no campo simbólico e discursivo. Como avalia a importância da palavra, da reputação e da narrativa em contextos de conflito? Lyssah - Na verdade, eu intervenho principalmente nos campos jurídico e legislativo. Ocupo a cadeira de Juíza do Porto há quase seis meses e também venho sendo responsável, juntamente com outros intelectuais, por redigir os Estatutos do Porto. Sou da Via do Estado, não da Guerra, então realmente não comando exércitos. Mas no Porto todos contribuímos com a estratégia de Guerra e sua execução. KAP - É recorrente a crítica de que Vossa Senhoria atua difundindo alcunhas, boatos e juízos pessoais sobre adversários, muitas vezes reproduzidos por terceiros em praça pública. Como responde a essa caracterização? Lyssah - É? Não fiquei sabendo. Não tenho o costume de frequentar locais onde a plebe se reúne para fofocar. Mas, se estão alegando, que tragam as provas de que eu difundi alcunhas, boatos ou juízos pessoais. KAP - Na sua avaliação, essas intervenções verbais contribuíram para fortalecer a causa independentista ou acabaram por aprofundar divisões internas dentro do próprio campo separatista? Lyssah - Não sei a quais intervenções se refere. Vou assumir que sejam as inúmeras vezes em que reforcei o coro de que Portugal não deveria ser o quintal de Lisboa e que não nos curvaremos jamais ao coachar dos sapos. Agora se a pergunta refere-se especificamente ao nosso grupo, posso afirmar que não há divisões. Estamos todos trabalhando em conjunto com um só objetivo, sem egos, sem desentendimentos. Somos unidos, nos divertimos muito e sempre celebramos cada conquista com boa conversa, boa comida e boa cerveja. Em especial nas trincheiras. KAP - Olhando para os meses de conflito, o que Vossa Senhoria considera ter efetivamente alcançado até agora, seja em termos políticos, simbólicos ou de influência social? Lyssah - Diferente dos nossos adversários, nós não buscamos alcançar absolutamente nada em nível pessoal, seja em termos políticos, simbólicos ou de influência social. A Independência do Porto, tal qual a de Coimbra, é um movimento uno. Não há figuras mais ou menos relevantes dentro dos nossos grupos. E nenhum de nós busca esse tipo de reconhecimento. Nós trabalhamos em conjunto para garantir a liberdade do povo contra a ditadura de Lisboa, que já dura mais de uma década. Agora, se o questionamento foi o que alcançamos como comunidade, então eu diria que cumprimos todas as nossas metas até agora. Tornamos os dois territórios independentes, mantivemos nossa frente militar forte, eliminamos os grupos de eleitores nômades que viajavam de cidade em cidade fraudando as eleições, fortalecemos a nossa relação como sociedade. A cereja do bolo: nos divertimos muito enquanto fazíamos tudo isso. KAP - Existe, em sua visão, um limite ético para a atuação discursiva em tempos de guerra? Há algo que não deveria ser dito ou feito, mesmo contra adversários? Lyssah - Acho que qualquer limite ético já foi ultrapassado por todos, em especial pelos nossos adversários, é claro, que gostam muito de usar termos de baixíssimo calão. Então não é uma questão que realmente valha a pena ser feita. Seria mais útil questionar os meus planos nos campos político, jurídico, econômico e social se eleita for. Mas a fofoca parece ser mais importante aos olhos de alguns. KAP - Por fim, como imagina o seu próprio papel no futuro, caso o projeto independentista do Porto fracasse, ou, alternativamente, caso venha a triunfar? Lyssah - A independência do Porto já é algo concreto. Foi executada e vem sendo mantida há mais de seis meses, com um fracasso recorrente das forças Lisboetas em tentar revertê-la. Aliás, fracasso é o que Lisboa mais teve desde a eleição de Sofia. Pagaram para eleger uma Monarca, mas não conseguiram vencer uma batalha sequer depois disso. Porém, creio que a entrevista tenha como objetivo a campanha para Soberano. Sendo assim, a resposta é: Se eleita Monarca, pretendo trabalhar para restabelecer a relação de Portugal com o Porto e Coimbra, respeitando a autonomia de cada um dos três territórios. Se não for, continuarei trabalhando pelo Porto, apoiando Coimbra e jamais me curvando à ditadura dos sapos. Ao longo de suas respostas, Lyssah Ferreira de Queirós Silva e Sagres Crawlyn constrói uma narrativa de convicção inabalável, na qual a independência do Porto não é tratada como projeto em disputa, mas como fato consumado. Rejeitando a legitimidade da Coroa para interferir nos destinos do Norte, minimizando a relevância de sanções nobiliárquicas e descartando a possibilidade de autocrítica ética no campo discursivo, a Baronesa apresenta-se menos como figura conciliadora e mais como representante de uma ruptura assumida que agora se mostra reticente. A entrevista deixa claro que, mais do que uma disputa militar, o conflito que atravessa Portugal permanece vivo no plano das ideias, das narrativas e das interpretações sobre legitimidade, poder e soberania. Nesse terreno, Lyssah não se apresenta como mediadora neutra, mas como agente ativo de um projeto que, segundo suas próprias palavras, não admite retorno à ordem anterior. A Kingdoms Associated Press agradece à entrevistada pela franqueza das respostas e reafirma seu compromisso com o registro plural, rigoroso e histórico dos acontecimentos que moldam este período decisivo do Reino. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? Leia a nossa Carta na Sede da KAP Portugal.
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| Product | Price | Variation |
| Loaf of bread | 4.56 | -0.28 |
| Fruit | 9.92 | 0 |
| Bag of corn | 3.7 | 0.87 |
| Bottle of milk | 9.48 | 0.11 |
| Fish | 20.26 | 0.06 |
| Piece of meat | 12.25 | 0.13 |
| Bag of wheat | 10.89 | -0 |
| Bag of flour | 12.88 | 1.64 |
| Hundredweight of cow | 20.53 | 0.33 |
| Ton of stone | 10.44 | -0 |
| Half-hundredweight of pig | 15.41 | 0.05 |
| Ball of wool | 10.86 | -0.14 |
| Hide | 16.32 | -0.06 |
| Coat | 49.5 | 0 |
| Vegetable | 9.38 | -0.18 |
| Wood bushel | 4.19 | 0.08 |
| Small ladder | 20.18 | 0 |
| Large ladder | 68.02 | 0 |
| Oar | 20 | -0 |
| Hull | 36.49 | 0 |
| Shaft | 8.16 | -0.14 |
| Boat | 99.33 | 0.63 |
| Stone | 18.32 | -0.11 |
| Axe | 150.74 | 0 |
| Ploughshare | 38.44 | 0 |
| Hoe | 30 | 0 |
| Ounce of iron ore | 11.52 | 0.2 |
| Unhooped bucket | 21.88 | 0 |
| Bucket | 37.73 | 0 |
| Knife | 17.89 | 0 |
| Ounce of steel | 49.04 | -0.06 |
| Unforged axe blade | 53.91 | 0 |
| Axe blade | 116.44 | 0 |
| Blunted axe | 127.79 | -2.51 |
| Hat | 53.38 | 0.08 |
| Man's shirt | 119.57 | 0.12 |
| Woman's shirt | 121.14 | 0 |
| Waistcoat | 141.4 | 0 |
| Pair of trousers | 74.61 | -0.09 |
| Mantle | 257.82 | 0 |
| Dress | 265.04 | -0.2 |
| Man's hose | 45.63 | -0 |
| Woman's hose | 44.32 | 0 |
| Pair of shoes | 27.53 | -0.01 |
| Pair of boots | 86.57 | 0 |
| Belt | 45.2 | -0 |
| Barrel | 12.02 | 0 |
| Pint of beer | 0.82 | 0 |
| Barrel of beer | 66.51 | 2.5 |
| Bottle of wine | 1.66 | 0 |
| Barrel of wine | N/A | N/A |
| Bag of hops | 19.34 | 0 |
| Bag of malt | 10 | 0 |
| Sword blade | 101.19 | 0 |
| Unsharpened sword | 169.69 | 0 |
| Sword | 146.48 | -0.07 |
| Shield | 36.91 | 0 |
| Playing cards | 73.55 | -0 |
| Cloak | 180.72 | 0 |
| Collar | 68.35 | -0.06 |
| Skirt | 135.35 | 0 |
| Tunic | 222.36 | 0 |
| Overalls | 115.73 | 0 |
| Corset | 117.2 | 0 |
| Rope belt | 53.86 | 0 |
| Headscarf | 60.73 | 0 |
| Helmet | 164.91 | 0 |
| Toque | 48.61 | 0 |
| Headdress | 79.65 | 0 |
| Poulaine | 64.02 | 0 |
| Cod | 11.36 | 0 |
| Conger eel | 12.81 | 0 |
| Sea bream | 18.31 | 0 |
| Herring | 17.43 | 0 |
| Whiting | 17.42 | 0 |
| Skate | 12.16 | 0 |
| Sole | 18.11 | 0 |
| Tuna | 12.51 | 0 |
| Turbot | 18.02 | 0 |
| Red mullet | 16.53 | 0 |
| Mullet | 12.47 | -0 |
| Scorpionfish | 20.5 | 0 |
| Salmon | 16.51 | 0 |
| Arctic char | 12 | 0 |
| Grayling | 14.77 | 0 |
| Pike | 17.6 | 0 |
| Catfish | N/A | N/A |
| Eel | 15.09 | 0 |
| Carp | 17.98 | 0.03 |
| Gudgeon | 17.68 | -0.04 |
| Trout | 17.51 | 0 |
| Pound of olives | 13.38 | 0 |
| Pound of grapes | 9.18 | 0 |
| Sack of barley | 10.67 | 0 |
| Half-hundred weight of goat carcasses | 18.99 | 0 |
| Bottle of goat's milk | 12.81 | 0 |
| Tapestry | 143.6 | 0 |
| Bottle of olive oil | 121.94 | -0 |
| Jar of agave nectar | N/A | N/A |
| Bushel of salt | 19.89 | 0 |
| Bar of clay | 3.43 | -0 |
| Cask of Scotch whisky | 93.32 | -0 |
| Cask of Irish whiskey | 131.27 | 0 |
| Bottle of ewe's milk | 10.57 | 0 |
| Majolica vase | 10 | 0 |
| Porcelain plate | N/A | N/A |
| Ceramic tile | N/A | N/A |
| Parma ham | 84.97 | 0 |
| Bayonne ham | 34.65 | -0 |
| Iberian ham | 70.28 | 0 |
| Black Forest ham | 54.72 | 0 |
| Barrel of cider | 51.16 | 0 |
| Bourgogne wine | 76.22 | 0 |
| Bordeaux wine | 60.89 | 0.31 |
| Champagne wine | 141.21 | -5.25 |
| Toscana wine | 33.69 | 0 |
| Barrel of porto wine | 87.44 | 0 |
| Barrel of Tokaji | 163.71 | 0 |
| Rioja wine | 159.19 | 0 |
| Barrel of Retsina | 36.79 | -0 |
| Pot of yoghurt | 85.17 | -0 |
| Cow's milk cheese | 77.07 | 0 |
| Goat's milk cheese | 85.06 | 2.5 |
| Ewe's milk cheese | 52.26 | 0 |
| Anjou wine | 50.88 | -0 |
| Ewe carcass | 15.03 | 0 |
| Mast | 456.7 | 0 |
| Small sail | 215.71 | 0 |
| Large sail | 838.79 | 0 |
| Tumbler of pulque | N/A | N/A |
| Jar of pulque | N/A | N/A |