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![]() Lisboa (KAP) O Tribunal do Condado de Coimbra condenou o ex-reitor da Universidade, Brigal, pelo crime de abuso de autoridade, encerrando um dos processos mais comentados da Coimbra reconquistada. A pena, fixada em sentença da juíza Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, é de dez dias de prisão e multa de 200 cruzados. Assim se põe fim, ao menos em primeira instância, ao caso que opôs a Procuradoria do Condado ao antigo reitor, e que a KAP acompanhou desde a denúncia, passando pela defesa e pelo direito de resposta das partes envolvidas. A acusação, movida pela Procuradoria Pública, sustentava que Brigal permanecera mais de nove meses à frente da reitoria sem promover a abertura regular de candidaturas, em violação dos deveres da função. A defesa, por sua vez, alegava um vazio legal e uma situação de guerra: a Universidade fechada por ordem do Conde, as leis do Condado suspensas, e a impossibilidade, segundo o réu, de convocar eleições em plena anormalidade institucional. Na sentença, a juíza rejeitou essa linha de defesa por falta de amparo documental. Afirma haver consultado os registros da Universidade e do gabinete do Conde sem encontrar qualquer ato que ordenasse o fechamento da instituição, cessasse o exercício da reitoria ou definisse substituto. Da longa argumentação do réu, escreve, só dá razão a um ponto, o de que havia guerra. Quanto ao resto, considerou não estar baseado em fatos. O núcleo da condenação está num elemento que a acusação trouxe e que, segundo a magistrada, a defesa não enfrentou. Os registros indicariam que houve, sim, abertura de candidaturas, mas que a sala onde deveriam decorrer fora trancada, e que a única chave estava com o próprio reitor. Para a juíza, isso significa que, ainda que alguém quisesse candidatar-se, não poderia, e é sobre esse ponto que assenta o juízo de que a Universidade se tornara, nas palavras da sentença, instrumento nas mãos do réu, com aulas que só ele ou os seus indicados lecionavam. A magistrada afastou também dois argumentos acessórios da defesa. Quanto à alegada ordem do Conde para fechar a Universidade e ao suposto ataque de Lisboa a Coimbra, perguntou onde estariam publicadas tais ordens e provas, que diz não haver encontrado. E quanto à menção da defesa a um "Procurador de Lisboa" na peça acusatória, atribuiu-a a mero lapso da Procuradora, que teria assinado por engano "de Lisboa" em vez de "de Coimbra", classificando a exploração desse detalhe como tentativa de desviar as atenções do mérito. A sentença apoia-se, por fim, num fundamento legal preciso. Ao assumir o governo, o Conde interino Darkfangs Álvares Pereira restaurou a Lei Orgânica que vigorava até 21 de julho de 1473, véspera da declaração de independência, tornando nulas as decisões posteriores. É à luz dessa lei restaurada que a juíza julgou e condenou o réu a dez dias de prisão e 200 cruzados de multa. Cabe a esta casa, no entanto, um registro de transparência que o leitor merece. A juíza que proferiu a sentença, Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, é a mesma que sucedeu a Brigal na reitoria da Universidade, nomeada pelo novo Conselho de transição. A própria magistrada, em entrevista anterior a este jornal, havia declarado que a sua nomeação decorrera de um recomeço total decidido pelo Conselho, e afirmara então que a política ficava à porta da Universidade, e que a toga de juíza, quando a vestisse, seria fora dos claustros. O acúmulo das duas funções, a de quem o substituiu e a de quem o julga, é elemento que a KAP não emite juízo sobre, mas que entende dever informar. Encerra-se, assim, um processo que foi, desde o início, mais do que uma questão administrativa. Nele se cruzaram a guerra e a paz, a lei suspensa e a lei restaurada, os vencidos e os vencedores. Brigal, que defendeu a independência de Coimbra e depois narrou a sua queda, foi julgado sob a lei do Portugal reunificado, e por ela condenado. Resta saber se recorrerá, e a KAP, fiel ao que tem feito desde a primeira linha deste caso, dará conta do que se seguir, ouvindo, como sempre, todas as partes. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? Leia a nossa Carta na Sede da KAP Portugal. ![]() Lisboa (KAP) A Casa do Povo da cidade do Porto não tem nada, e ainda deve. É essa, em duas linhas, a conclusão da auditoria que o Conde Dunlop Kalfani Torre, na qualidade de Prefeito Interino da cidade, fez publicar no Gabinete do Prefeito. A tesouraria municipal acusa saldo negativo de 7.689,92 cruzados. Nos armazéns, restam dois itens. E, segundo a nota que acompanha o documento, o esvaziamento não é obra do acaso nem da fome da guerra, mas de uma transferência de bens ocorrida em outubro de 1473. O inventário de mercadorias, colhido a 28 de junho, dispensa comentário. Nos armazéns da Casa do Povo havia, ao todo, uma baga de sabugueiro preto e uma pedra interessante. Nada mais. Nem grão para semear, nem minério para as forjas, nem madeira, nem ferramenta. Uma cidade despida até os pregos. O painel da tesouraria mostra como se chega a tal estado. No dia da apuração, como na véspera, o rendimento dos impostos foi de zero cruzados. O das vendas, igualmente zero. O que ainda sustenta a instituição é, quase por inteiro, o rendimento da nobreza, cento e vinte e cinco cruzados diários, setecentos e dezoito na semana, contra os quais corriam os salários dos milicianos e as despesas de recrutamento. Os livros contabilísticos confirmam a exiguidade. No cômputo dos últimos sete dias, a receita global somou oitocentos e trinta e dois cruzados, dos quais setecentos e oitenta e cinco vieram do rendimento da nobreza, trinta e quatro de doações de particulares, doze da taverna e um único cruzado da venda de bilhetes para a arena. As despesas do mesmo período alcançaram quatrocentos e sessenta e oito cruzados, sendo cento e vinte em salários dos milicianos. Uma cidade que vive de esmola de nobres e de bilhetes de arena não fornece machados nem reergue oficinas. A origem do buraco está fixada na nota do Prefeito. A Casa do Povo, escreve Dunlop, encontrava-se ao abandono desde Outubro de 1473, quando os bens e o dinheiro da mesma foram retirados e passados para os cidadãos Ana_clara e Malvino. Desde então, prossegue, contraiu-se a dívida de quase oito mil cruzados que a nova administração diz agora tentar reverter. Os registros da auditoria situam as transações naquele mesmo período, em que Malvino ocupava a prefeitura da cidade. O peso disso não se mede apenas em algarismos. Uma Casa do Povo é o celeiro e o cofre comum de uma cidade, aquilo a que recorrem os que precisam de trabalho, de sementes, de pão. Que a do Porto tenha atravessado a guerra sem reservas, e saia dela devendo oito mil cruzados, explica muito do que se vê hoje nas suas ruas: oficinas paradas, minas por reabrir, gente sem sustento. Os cidadãos que sustentaram a cidade com o seu trabalho descobrem agora que o produto dele não estava lá quando dele precisaram. O caso repete um padrão que a KAP tem registrado de praça em praça. Em Chaves, cidade do mesmo Condado, os livros revelaram, após a reconquista, que a prefeita separatista em fuga levara consigo mais de mil cruzados do erário. Em Coimbra, a auditoria dos cofres condais, conduzida pelo Comissário do Comércio, apurou pouco mais de três mil cruzados, e o general Vilacovense declarou a este jornal que haviam roubado todo o espólio do Condado. Não se trata, ao que tudo indica, de episódios isolados, mas de método. Restava ouvir os nomeados, e a KAP procurou Malvino por três vezes, colocando-lhe as suas páginas à inteira disposição e formulando-lhe perguntas que admitiam defesa integral. Bastava dizer se recebeu os bens, sob que autoridade, e que destino lhes deu. Se os recebera por ordem legítima do governo então em funções, e aos fins públicos os destinara, este jornal o publicaria com o mesmo destaque que deu à acusação. Não veio negativa alguma. Numa primeira resposta, Malvino escusou-se com um dito popular, alegando não haver sido prefeito nos últimos anos, ao que esta casa esclareceu que não lhe imputava o mando da retirada, e sim o proveito dela. Na segunda, escrita a 9 de julho, recorreu a uma alegoria de animais de quinta, na qual acomodou chalaças a pessoas deste Reino, e concluiu, ao explicar o que fizera do que recebera, que não podia deixar os animais da minha quinta a passar fome. Não cabe a este jornal converter uma zombaria em confissão. Cabe-lhe registrar que, interrogado três vezes sobre se lhe foram entregues bens do povo do Porto, Malvino nunca o negou. Que dispunha de uma palavra para se livrar da acusação, e não a disse. E que, questionado sobre o destino daqueles bens, respondeu falando do gado da sua propriedade. O que o leitor há de concluir de tal silêncio, a KAP deixa ao seu critério, como sempre deixou. Enquanto isso, no Porto, uma baga de sabugueiro e uma pedra é tudo o que resta nos armazéns de uma cidade inteira. Não foi a guerra que os esvaziou. Foram mãos independentes, que sabiam onde estava a chave. Da independência proclamada não por ambição, mas por Justiça, ficaram ao povo do Porto uma baga, uma pedra e uma dívida. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? Leia a nossa Carta na Sede da KAP Portugal. ![]() Lisboa (KAP) Há coroas que se cingem em festa e há coroas que se cingem em prova. A de Dom José Pacheco pertence à segunda espécie. Eleito Rei a 16 de janeiro deste ano de 1474, o soberano assumiu o trono no coração da tormenta, com o Reino partido pela guerra e os exércitos estrangeiros da ONE a pressionar as portas da própria Lisboa. Não houve, então, tempo para a pompa. Havia um Reino a salvar. Agora, salvo e reunificado o Reino, chega enfim a hora que a guerra adiara: a da consagração diante do Altíssimo e do povo. A cerimônia religiosa de coroação de Sua Majestade realiza-se nesta terça-feira, 8 de julho, na Catedral do Reino, em Lisboa, capital de Portugal. Será o coroamento não apenas de um homem, mas de um tempo: o selo sagrado sobre a vitória que devolveu a unidade a Portugal, de Chaves ao Algarve, e sobre o pacto entre a Coroa e o povo que a sustentou nas horas mais escuras. O simbolismo do momento não escapará a ninguém. Aquele que foi eleito em plena guerra, quando muitos julgavam que o Reino cairia, é o mesmo que agora se ajoelha diante do altar com Portugal inteiro às suas costas. A Catedral, ornada para recebê-lo, preparou-se como quem se prepara para um marco: rosas brancas pelos pilares góticos, os estandartes do Reino pendentes sob os arcos, a luz dos vitrais tingindo de rubi e âmbar a nave por onde passará o cortejo. Sobre o altar, aguardam a Coroa Real e o trono, esse trono que não se ergue mais alto que os demais por vaidade, mas por sacrifício, para que quem nele se sente carregue o peso da responsabilidade, e não o do orgulho. A KAP convida todo o povo de Portugal a comparecer. As portas da Catedral do Reino abrem-se à Coroa e aos súditos, e a cada português que a guerra provou fica estendido o convite a testemunhar o que tantos, no inverno passado, temeram jamais ver: um Rei coroado sobre um Reino livre e uno. Vindos de Coimbra e do Porto reconquistados, de Lisboa que resistiu, da Guarda que suportou o cerco, de todas as vilas que atravessaram a provação, todos têm lugar sob as abóbadas da Sé. Que compareçam, pois, filhos do Reino, nas suas melhores vestes e com a esperança que os trouxe até aqui. Porque uma coroação não coroa apenas quem a recebe. Coroa também o povo que a tornou possível. E se a história há de recordar este dia, que o recorde assim: não como o fim de uma guerra, mas como o começo de uma paz, selada diante do altar, na presença de um Reino que se reencontrou. Que o Altíssimo guarde Sua Majestade o Rei Dom José Pacheco. Que guarde Portugal. E que faça deste reinado, nascido na guerra e sagrado na paz, um tempo de concórdia e de reconstrução para todos os portugueses. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? Leia a nossa Carta na Sede da KAP Portugal. ![]() Lisboa (KAP) Entre as coroas que responderam ao chamado da guerra portuguesa, Valência ocupa lugar próprio. Reino marítimo, ferido ainda no outono passado por ataques da ONE aos seus portos, foi também uma das vozes da Liga Ibérica que desde cedo compreendeu que a guerra em Portugal não era apenas uma questão portuguesa. Era, como tantas vezes se viu, uma frente da liberdade peninsular contra a ambição de uma organização estrangeira que tentou fechar mares, sitiar cidades e submeter povos. A KAP dirigiu-se inicialmente a Sua Majestade Socrate de las Rojas, Rei de Valência, que, com deferência, indicou Suas Altezas Galathea Lancaster e Loryx Lancaster como responsáveis pelos assuntos militares e diplomáticos da Coroa valenciana, e como vozes aptas a relatar o que se passou na primeira linha da campanha. Honrada pela indicação, esta casa enviou a Galathea cinco questões sobre a participação de Valência na guerra de Portugal, a luta contra a ONE, o peso da campanha e os perigos que ainda restam. Sua Alteza respondeu em espanhol, agradecendo ao Rei de Valência, a Loryx Lancaster e à KAP pela confiança. Das suas palavras emergem quatro notas principais: a lembrança do ataque da ONE aos portos valencianos, o apoio discreto e logístico prestado desde cedo à resistência portuguesa, a defesa da unidade como verdadeira força da Coalizão Franco-Ibérico-Portuguesa, e a advertência de que a ameaça não terminou enquanto a ONE seguir ameaçando cidadãos livres. Traduzidas do espanhol pela KAP, seguem as respostas de Sua Alteza Galathea Lancaster à Kingdoms Associated Press Portugal. KAP - A Vossa Alteza coube acompanhar de perto os assuntos militares de Valência nesta guerra. Que papel desempenharam as forças valencianas na campanha de Portugal, e em que frentes, de Santarém a Lisboa, do mar às praças do Norte, fez-se sentir o seu esforço? Galathea Lancaster - É para mim um prazer responder a estas perguntas. Permita-me, antes de tudo, expressar meu agradecimento a Sua Majestade Socrate de las Rojas, Rei de Valência, por lhe ter sugerido que se dirigisse a mim ou a Sua Alteza Loryx Lancaster para obter as respostas que procura. Agradeço a ambos a confiança e a honra que me concedem ao deixar-me falar com a voz do nosso povo valenciano. A situação portuguesa foi seguida e estudada em profundidade. Gostaria de começar esta entrevista com uma notícia: o compromisso de Valência não começou no dia do chamado às armas nem com a chegada dos nossos soldados à frente. Como sabe, a organização criminosa ONE atacou os portos valencianos em outubro do ano passado, afundando principalmente embarcações civis e indefesas. Foi um ataque vil, que os retrata exatamente pelo que são. Aquele ataque marcou para nós um ponto sem retorno, e assim o declaramos publicamente: "Um ataque contra nossos portos é um ataque contra nossa soberania e, portanto, deve ser considerado uma declaração de guerra". No dia seguinte àquele ataque, o Reino de Valência entrou em contato com a Coroa de Portugal e com o Condado de Lisboa. Desde então, apoiamos discretamente a resistência portuguesa de duas maneiras: de um lado, mediante respaldo estratégico e assessoramento militar; de outro, mediante apoio logístico. Posso dizer, com certo orgulho, que fui eu mesma quem idealizou o que denominamos "delivery express", um novo método de apoio logístico que permitiu romper o isolamento comercial que a ONE havia tentado impor a Portugal pela via marítima. Não posso oferecer mais detalhes a esse respeito, mas podem compreender a importância de poder intercambiar mercadorias, armamento e outros recursos durante uma guerra. Com o passar do tempo, o apoio de Valência consolidou-se até se converter em respaldo pleno e total. KAP - A ONE foi descrita como senhora dos mares antes de fugir por eles. Como reino marítimo, que parte teve Valência em quebrar esse domínio naval, e considera Vossa Alteza que a guerra se decidiu mais em terra ou no mar? Galathea Lancaster - Sem dúvida, a ONE possui uma impressionante força naval. Todos sabemos que, no último período, a ONE se manchou com crimes atrozes, atacando e afundando vários reinos, diversas províncias e até barcaças indefesas. Como eu dizia, Valência também foi atacada pela ONE no outono passado, e não nos esquecemos disso. Valência não esquece. Cumprimos a nossa palavra. Obviamente, a guerra terrestre foi decisiva e valente, mas creio que a principal fortaleza residiu na unidade. Unir povos diversos, alguns dos quais até poucos anos atrás estavam em guerra entre si, criando um sentimento de unidade e orgulho que se transformou em força. Aí se decidiu a guerra. Na visão política que todos os membros da Coalizão Franco-Ibérico-Portuguesa compartilharam, no sacrifício de numerosos voluntários que renunciaram a muito por um bem superior, na unidade de povos distintos. Estas são dimensões que a ONE jamais conseguirá compreender. Os valencianos têm uma forma de pensar muito particular. Saímos juntos, voltamos juntos, ninguém fica para trás. A dor, assim como a alegria, é compartilhada e, portanto, torna-se menos pesada. KAP - Vossa Alteza compartilha com Sua Alteza Loryx Lancaster a condução dos assuntos militares e diplomáticos. Que momentos considera que foram decisivos para quebrar o avanço da ONE, e em que ponto advertiu que a maré da guerra havia se invertido a favor da Coalizão? Galathea Lancaster - Sua Alteza Loryx Lancaster nos ensinou que nada jamais se perde. Requer-se uma gestão diplomática cuidadosa, uma ampla rede de informação; todos têm um papel, e cada papel é decisivo. As tropas estavam constantemente a par dos acontecimentos. Todos lutamos ombro a ombro, defendendo nossos camaradas. Não havia um único protagonista; todos éramos protagonistas. Este era o sinal de que, cedo ou tarde, a ONE cairia; era questão de tempo, não de probabilidade. A ONE dizia que o tempo nos arrastaria; nossos soldados permaneceram onde deviam permanecer, com disciplina. E não falo apenas dos soldados valencianos, mas de todos os soldados da Coalizão. Mas, sobretudo, dos portugueses e dos voluntários que há aproximadamente um ano chegaram a Lisboa, defendendo Santarém e a própria capital. Eles nunca vacilaram; sua fome de liberdade foi um exemplo para nós. E quando as pessoas, o povo, os cidadãos têm fome de liberdade, nenhum grupo criminoso pode detê-los. KAP - Com a ONE dissolvida e seus elementos em fuga, alguns, segundo se diz, rumo a Castela, considera Vossa Alteza que a ameaça está de fato encerrada, ou permanecem perigos, no mar ou em terra, que a Liga e seus aliados ainda terão de enfrentar? Galathea Lancaster - O perigo persiste; mas encontrará uma barreira insuperável. A unidade surgida do conflito português cresce constantemente; a confiança que gerou não desaparecerá tão facilmente como alguns mal-intencionados desejariam. Os que entraram nos domínios da Liga Ibérica não creio que estejam vivendo seus melhores dias. E, no entanto, Valência reafirma um princípio já claro: uma ofensa a um membro da Liga Ibérica é uma ofensa a todos. Já o demonstramos. Enquanto a ONE ameaçar os cidadãos livres, não teremos terminado nosso trabalho. Ao fim das respostas, Sua Alteza acrescentou uma manifestação pública de agradecimento, que a KAP registra traduzida ao português. Galathea Lancaster - Aproveito sua generosidade para agradecer publicamente a todos os protagonistas desta campanha de resistência militar. A todos os soldados e voluntários de toda nacionalidade. Mas também a todos aqueles que assumiram e assumem o peso da administração pública, que em tempo de guerra é ainda mais complexa. E, por último, agradeço, como valenciana, também aos que ficaram em Valência, prontos para defender o Reino enquanto as tropas estão em Portugal. O compromisso de cada um deles foi fundamental para o seu êxito. Muito obrigada a todos! Das respostas de Galathea Lancaster, a KAP retém, antes de tudo, uma cronologia que convém ao leitor português. Para Valência, a guerra contra a ONE não começou quando os seus soldados chegaram a Portugal, mas quando, em outubro passado, os portos valencianos foram atacados e embarcações civis foram afundadas. A partir dali, segundo Sua Alteza, Valência tratou o ataque como ofensa à própria soberania e estabeleceu contato com a Coroa portuguesa e com o Condado de Lisboa, dando início a um apoio discreto que combinou assessoramento militar, respaldo estratégico e logística. É nesse ponto que surge uma das informações mais relevantes da entrevista: o chamado "delivery express", método de apoio logístico que, nas palavras de Galathea, permitiu romper o isolamento comercial que a ONE tentou impor a Portugal por mar. Sua Alteza não ofereceu detalhes, e a KAP não os exige. Em tempos de guerra recém-encerrada, há segredos cuja revelação serviria mais ao inimigo do que ao leitor. Ainda assim, o registro basta para iluminar uma dimensão muitas vezes menos visível da resistência: antes da vitória nos castelos, houve a persistência das rotas, dos recursos, do armamento e das mercadorias que impediram Portugal de ser estrangulado. Também chama atenção a leitura que Valência faz da vitória. Galathea não escolhe entre terra e mar como se a guerra coubesse inteira em um só elemento. Reconhece a valentia da campanha terrestre e a força naval da ONE, mas situa o verdadeiro ponto de viragem na unidade política e moral da Coalizão Franco-Ibérico-Portuguesa. Povos que poucos anos antes haviam combatido entre si descobriram, diante de ameaça comum, uma disciplina mais alta. A frase resume uma doutrina: "Saímos juntos, voltamos juntos, ninguém fica para trás". Por fim, há a advertência que se repete entre as coroas vencedoras. Como já dissera a Catalunha, Valência também não trata a fuga da ONE como fim absoluto da ameaça. O perigo persiste, diz Galathea, mas encontrará uma barreira insuperável. A guerra portuguesa terminou com os castelos de Coimbra e do Porto retomados, mas a lição que dela fica é mais larga do que as fronteiras do Reino: a agressão a um membro da Liga Ibérica será lida como agressão a todos, e enquanto a ONE ameaçar cidadãos livres, os povos que a enfrentaram não considerarão concluído o seu trabalho. A Kingdoms Associated Press agradece a Sua Alteza Galathea Lancaster pela gentileza das suas respostas, e reafirma o seu compromisso com o registro plural, rigoroso e histórico dos acontecimentos que moldam este período decisivo para Portugal, para a Península e para a Europa. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. 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A matéria registrou os principais argumentos da acusação e da defesa, mencionou a repercussão internacional do caso e assinalou que, diante do contexto político de Coimbra, o processo passou a ser observado também como questão sensível para a liberdade de imprensa e para o tratamento dispensado a cronistas, jornalistas e opositores políticos. Por entender que o Conselho que pertence foi diretamente atingido pelas interpretações e premissas apresentadas na matéria, José Manuel Cruzes solicitou a publicação de resposta. A KAP Portugal reconhece a possibilidade de exercício do direito de resposta quando pessoa, autoridade ou parte interessada se considere atingida por matéria jornalística publicada por esta casa, sem que a publicação da resposta implique retratação automática, juízo de procedência sobre o seu conteúdo ou renúncia à independência editorial da redação. Nos termos desse compromisso com o contraditório público, segue, na íntegra, o texto encaminhado por José Manuel Cruzes. Ao ler a entrevista publicada hoje, dia 06 de Julho de 1474, na KAP sobre o processo movido contra Dom Brigal, sou surpreendido pela ideia que ele tem ou transmitiu, que o dito processo seria uma perseguição politica, "sobretudo pelo contexto de forte polarização política em que ocorre" (sic). Digam-me uma coisa, onde andou essa preocupação jornalística pela perseguição política quando os povos dos condados de Coimbra e Porto eram perseguidos pela ONE? Condenados à morte ou à prisão durante dez dias sem acusação formada, sem provas concretas, apenas porque faltavam quinze dias para a eleição do novo governo e a ONE e seus aliados temia que o povo os destronasse pela via da eleição honesta? Aí já não havia perseguição? Porquê? Porque convinha ao poderio instalado, a quem o reitor estava confortavelmente instalado? Pois é, nem um pio. Nem da parte do jornalista Brigal, nem da parte do reitor Brigal que via docentes e discentes abandonarem a UC sem questionar o que se passava. Por muito distraído que uma pessoa seja, chega a um ponto em que deixa de se perguntar se está na altura de mudar de perfume ou se há mais alguma coisa a motivar a saída das pessoas de uma instituição que sempre esteve cheia até à boca. Ainda por cima diz que não foram apresentadas provas, quando na verdade as próprias pautas foram apresentadas no julgamento em curso, e que a Duquesa de Vera Cruz, sendo ela própria professora e uma das mais antigas alunas, o testemunhou. Desvaloriza o depoimento de uma pessoa porque nunca a viu frequentar a UC, como é o caso do Prefeito de Aveiro? Torna-se ridículo porque nos últimos meses, só o Reitor Brigal e pouco mais é que frequentava a UC. Ou seja, foram mais os que se recusaram a trabalhar com ele, do que com qualquer outro reitor na historia recente da Universidade. Mas para o caso de estarem preocupados com o testemunho do prefeito de Aveiro, sim, ele é aluno da UC. Ficou foi à espera de aulas que fossem de acordo com os seus interesses, e não com os do reitor Brigal. Todos nós sabemos que a lei foi abolida durante o reinado da One, e que qualquer pessoa com dois dedos de testa e que não tivesse os lábios colados aos independentistas para ver se tinham ouro tentaria chegar à comunidade académica. Mas então, e porque ninguém nega a forma como o reitor foi eleito ou empossado, como queiram chamar-lhe, porque motivo não parou com as eleições mal a lei foi abolida, e só se lembrou disso quando começou a perceber que conseguia a fantástica proeza de ser menos respeitado do que os invasores? Ou a arrogância o cegou, ou é iludido. Continua a invocar a Artigo 26 da Lei Condal n.º 016/1468, que foi abolido pelo Conde Dom Darkfangs. Achar que o processo de Brigal se trata de perseguição política é, na sua essência, falso, calunioso e completamente ridículo, fruto de uma imaginação hiperactiva e que se valoriza bastante mais do que valoriza os restantes membros do condado, leitores incluídos. Brigal, seja ele reitor ou jornalista, parece achar que está acima do comum dos mortais. Aqueles que durante meses foram perseguidos e mortos, para ele não interessa. Aqueles que tentaram fazer o seu ofício honestamente e vender mercadorias de cidade em cidade, para ele não existe. Para ele só existe a sua queda da cadeira. O curioso e que se esqueceu de mencionar é que ainda tentou reabrir a universidade já depois da chegada dos exércitos leais à coroa, e quando não conseguiu escondeu-se num retiro ignominioso, sendo visto todos os dias à janela logo após o cantar do galo, para ver se os mares estavam calmos. E só ressurgiu quando os soldados o encaminharam para as salas do tribunal. O que é vergonhoso nesta actuação, não é o processo político; é a atitude do jornalista/reitor que se esconde atrás de sombras e letras, que durante mais de um ano perseguiu o povo leal à coroa, e que agora se arma em virgem ofendida porque a sua própria integridade foi posta em falso. Realmente, algo cheira muito mal em Coimbra - mas esse algo é apenas o cantar de um cisne depenado, que se julgava substancialmente mais importante do que realmente é. Grato pela oportunidade José Manuel Cruzes A KAP Portugal registra a manifestação acima como Direito de Resposta do interessado, preservando-lhe o teor, a forma e a responsabilidade autoral. A publicação não altera o conteúdo da matéria original, nem constitui juízo definitivo desta redação sobre o processo em curso, cuja apreciação pertence ao Tribunal competente. Esta casa reafirma o seu compromisso com o contraditório, com o registro plural dos acontecimentos públicos e com a distinção necessária entre notícia, opinião, acusação, defesa e decisão judicial. Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL. ![]() _____________________________________________________________________________________ Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? 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| Product | Price | Variation |
| Loaf of bread | 4.56 | -0.28 |
| Fruit | 9.92 | 0 |
| Bag of corn | 3.7 | 0.87 |
| Bottle of milk | 9.48 | 0.11 |
| Fish | 20.26 | 0.06 |
| Piece of meat | 12.25 | 0.13 |
| Bag of wheat | 10.89 | -0 |
| Bag of flour | 12.88 | 1.64 |
| Hundredweight of cow | 20.53 | 0.33 |
| Ton of stone | 10.44 | -0 |
| Half-hundredweight of pig | 15.41 | 0.05 |
| Ball of wool | 10.86 | -0.14 |
| Hide | 16.32 | -0.06 |
| Coat | 49.5 | 0 |
| Vegetable | 9.38 | -0.18 |
| Wood bushel | 4.19 | 0.08 |
| Small ladder | 20.18 | 0 |
| Large ladder | 68.02 | 0 |
| Oar | 20 | -0 |
| Hull | 36.49 | 0 |
| Shaft | 8.16 | -0.14 |
| Boat | 99.33 | 0.63 |
| Stone | 18.32 | -0.11 |
| Axe | 150.74 | 0 |
| Ploughshare | 38.44 | 0 |
| Hoe | 30 | 0 |
| Ounce of iron ore | 11.52 | 0.2 |
| Unhooped bucket | 21.88 | 0 |
| Bucket | 37.73 | 0 |
| Knife | 17.89 | 0 |
| Ounce of steel | 49.04 | -0.06 |
| Unforged axe blade | 53.91 | 0 |
| Axe blade | 116.44 | 0 |
| Blunted axe | 127.79 | -2.51 |
| Hat | 53.38 | 0.08 |
| Man's shirt | 119.57 | 0.12 |
| Woman's shirt | 121.14 | 0 |
| Waistcoat | 141.4 | 0 |
| Pair of trousers | 74.61 | -0.09 |
| Mantle | 257.82 | 0 |
| Dress | 265.04 | -0.2 |
| Man's hose | 45.63 | -0 |
| Woman's hose | 44.32 | 0 |
| Pair of shoes | 27.53 | -0.01 |
| Pair of boots | 86.57 | 0 |
| Belt | 45.2 | -0 |
| Barrel | 12.02 | 0 |
| Pint of beer | 0.82 | 0 |
| Barrel of beer | 66.51 | 2.5 |
| Bottle of wine | 1.66 | 0 |
| Barrel of wine | N/A | N/A |
| Bag of hops | 19.34 | 0 |
| Bag of malt | 10 | 0 |
| Sword blade | 101.19 | 0 |
| Unsharpened sword | 169.69 | 0 |
| Sword | 146.48 | -0.07 |
| Shield | 36.91 | 0 |
| Playing cards | 73.55 | -0 |
| Cloak | 180.72 | 0 |
| Collar | 68.35 | -0.06 |
| Skirt | 135.35 | 0 |
| Tunic | 222.36 | 0 |
| Overalls | 115.73 | 0 |
| Corset | 117.2 | 0 |
| Rope belt | 53.86 | 0 |
| Headscarf | 60.73 | 0 |
| Helmet | 164.91 | 0 |
| Toque | 48.61 | 0 |
| Headdress | 79.65 | 0 |
| Poulaine | 64.02 | 0 |
| Cod | 11.36 | 0 |
| Conger eel | 12.81 | 0 |
| Sea bream | 18.31 | 0 |
| Herring | 17.43 | 0 |
| Whiting | 17.42 | 0 |
| Skate | 12.16 | 0 |
| Sole | 18.11 | 0 |
| Tuna | 12.51 | 0 |
| Turbot | 18.02 | 0 |
| Red mullet | 16.53 | 0 |
| Mullet | 12.47 | -0 |
| Scorpionfish | 20.5 | 0 |
| Salmon | 16.51 | 0 |
| Arctic char | 12 | 0 |
| Grayling | 14.77 | 0 |
| Pike | 17.6 | 0 |
| Catfish | N/A | N/A |
| Eel | 15.09 | 0 |
| Carp | 17.98 | 0.03 |
| Gudgeon | 17.68 | -0.04 |
| Trout | 17.51 | 0 |
| Pound of olives | 13.38 | 0 |
| Pound of grapes | 9.18 | 0 |
| Sack of barley | 10.67 | 0 |
| Half-hundred weight of goat carcasses | 18.99 | 0 |
| Bottle of goat's milk | 12.81 | 0 |
| Tapestry | 143.6 | 0 |
| Bottle of olive oil | 121.94 | -0 |
| Jar of agave nectar | N/A | N/A |
| Bushel of salt | 19.89 | 0 |
| Bar of clay | 3.43 | -0 |
| Cask of Scotch whisky | 93.32 | -0 |
| Cask of Irish whiskey | 131.27 | 0 |
| Bottle of ewe's milk | 10.57 | 0 |
| Majolica vase | 10 | 0 |
| Porcelain plate | N/A | N/A |
| Ceramic tile | N/A | N/A |
| Parma ham | 84.97 | 0 |
| Bayonne ham | 34.65 | -0 |
| Iberian ham | 70.28 | 0 |
| Black Forest ham | 54.72 | 0 |
| Barrel of cider | 51.16 | 0 |
| Bourgogne wine | 76.22 | 0 |
| Bordeaux wine | 60.89 | 0.31 |
| Champagne wine | 141.21 | -5.25 |
| Toscana wine | 33.69 | 0 |
| Barrel of porto wine | 87.44 | 0 |
| Barrel of Tokaji | 163.71 | 0 |
| Rioja wine | 159.19 | 0 |
| Barrel of Retsina | 36.79 | -0 |
| Pot of yoghurt | 85.17 | -0 |
| Cow's milk cheese | 77.07 | 0 |
| Goat's milk cheese | 85.06 | 2.5 |
| Ewe's milk cheese | 52.26 | 0 |
| Anjou wine | 50.88 | -0 |
| Ewe carcass | 15.03 | 0 |
| Mast | 456.7 | 0 |
| Small sail | 215.71 | 0 |
| Large sail | 838.79 | 0 |
| Tumbler of pulque | N/A | N/A |
| Jar of pulque | N/A | N/A |