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08/01/1474 Lyssah explica o projeto independentista do Porto




Lisboa (KAP)

Em meio à fragmentação política que marcou os últimos meses do Reino de Portugal, poucas figuras atuaram de forma tão constante, e, ao mesmo tempo, tão distante da linha de frente militar, quanto Lyssah Ferreira de Queirós Silva e Sagres Crawlyn, Baronesa de San Giorgio di Pesaro. Residente em Lamego, defensora declarada da independência do Porto, Lyssah construiu sua influência menos pela administração direta ou pelo comando de tropas e mais pelo campo jurídico, simbólico e discursivo do movimento separatista.

Figura controversa, teve o título de Marquesa de Vieira de Leiria formalmente retirado pela Rainha Sofia em outubro de 1473, decisão que ela própria classifica como politicamente irrelevante. Juíza do Porto, redatora de estatutos institucionais e uma das vozes intelectuais mais presentes no projeto independentista, Lyssah aceita falar à KAP num momento em que o conflito armado dá sinais de estagnação, mas o embate narrativo e político permanece em plena atividade.

Nesta entrevista, a Baronesa detalha suas motivações, relativiza a importância dos títulos concedidos pela Coroa portuguesa, defende a independência já consumada, a seu ver, do Porto, rejeita críticas sobre sua atuação discursiva e projeta seu papel num eventual processo de reconciliação, ou de consolidação definitiva da ruptura. A seguir, a íntegra da entrevista concedida à Kingdoms Associated Press.

KAP - Como Vossa Senhoria define o seu papel no atual conflito político que envolve o Porto, Coimbra e Lisboa? Considera-se uma ideóloga, uma estrategista cultural ou apenas uma observadora engajada?

Lyssah - Agradeço à KAP pelas perguntas com a convicção de que os demais candidatos ao trono receberão entrevistas semelhantes e com o mesmo tom, afinal, trata-se de uma instituição séria.
No entanto, preciso fazer uma correção, meu caro redator-chefe. O pronome de tratamento correto é Vossa Graça, já que sou Marquesa pelas terras que possuo na Nação de Coimbra (onde a falecida Sofia não tem soberania) e Baronesa pelas terras que possuo em Roma. Notei que usou o pronome incorreto nas demais perguntas, mas vou fazer vista grossa.
Agora sim: creio que essas três opções apresentadas em sua pergunta sejam rasas demais. O meu papel, assim como o dos meus colegas, não se resume a um só status. Todos estamos trabalhando em conjunto para uma sociedade mais justa e sem ditadura de um só Condado. Sou soldado do exército, juíza do Império do Porto, conselheira, membro da Corte Nobiliárquica e onde mais o meu trabalho for necessário.


KAP - Quais foram as motivações centrais que a levaram a apoiar a independência do que denomina “Império do Porto”? Trata-se de uma convicção antiga ou de uma resposta aos acontecimentos recentes?

Lyssah - A motivação é uma só: Não nos curvarmos aos desmandos de um grupo específico formado, em sua maioria, por pessoas de Lisboa e que se autodenominam "sapos".
A independência não foi algo planejado por muito tempo, mas sim uma resposta ao desrespeito reiterado que o Porto sofreu ao longo de mais de uma década. O povo se cansou e decidiu reagir.


KAP - Ao adotar a expressão “Império do Porto”, que modelo político, simbólico ou civilizacional Vossa Senhoria tem em mente? Trata-se de um projeto concreto ou de uma construção retórica?

Lyssah - O título de "Império do Porto" começou com uma grande brincadeira. Enquanto nossos adversários tentavam nos ofender, nós nos chamávamos de "Império do Porto" em um deboche espirituoso. Acabou por se tornar algo simbólico e que será sempre valorizado na história do Porto.
Títulos espirituosos à parte, o que existe de fato é a formação concreta do Arquiducado do Porto. Os estatutos, incluindo estrutura Heráldica, Nobiliárquica, Política, Econômica, Jurídica e Cultural, já foram elaborados e agora precisam passar por aprovação e publicação.
Porém, com a guerra essa aprovação não foi priorizada.
E, agora, com as eleições do Soberano, optamos por fazer uma última tentativa de retomar relações com o Reino de Portugal, o que é basicamente o motivo da minha candidatura.


KAP - A retirada do título de Marquesa de Vieira de Leiria pela Rainha Sofia marcou um ponto de ruptura definitivo. Como recebeu essa decisão e que impacto ela teve na sua atuação política e pessoal?

Lyssah - Para mim, esse comunicado e o pedaço de pergaminho que uso como rascunho para calcular a compra de esterco para adubar as hortas das minhas terras têm o mesmo valor.
Apenas decisões tomadas por pessoas que eu considero relevantes têm o poder de impactar a minha vida. E desde o instante em que Sofia demonstrou ser apenas uma marionete nas mãos de um criminoso de guerra ela deixou de ter qualquer relevância política, cultural, social.
Não considero que tenha sido esse o ponto de ruptura. Foi algo desimportante demais para ser considerado assim.
Além do mais, o Marquesado de Vieira de Leiria fica em Coimbra e a Nação de Coimbra não removeu as minhas terras, tampouco o meu título. Continuo sendo Marquesa em Coimbra, no Porto e em todo o resto do mundo, exceto Lisboa.


KAP - Vossa Senhoria não é conhecida por comandar exércitos ou administrar territórios durante a guerra, mas por intervir no campo simbólico e discursivo. Como avalia a importância da palavra, da reputação e da narrativa em contextos de conflito?

Lyssah - Na verdade, eu intervenho principalmente nos campos jurídico e legislativo.
Ocupo a cadeira de Juíza do Porto há quase seis meses e também venho sendo responsável, juntamente com outros intelectuais, por redigir os Estatutos do Porto.
Sou da Via do Estado, não da Guerra, então realmente não comando exércitos. Mas no Porto todos contribuímos com a estratégia de Guerra e sua execução.


KAP - É recorrente a crítica de que Vossa Senhoria atua difundindo alcunhas, boatos e juízos pessoais sobre adversários, muitas vezes reproduzidos por terceiros em praça pública. Como responde a essa caracterização?

Lyssah - É? Não fiquei sabendo. Não tenho o costume de frequentar locais onde a plebe se reúne para fofocar. Mas, se estão alegando, que tragam as provas de que eu difundi alcunhas, boatos ou juízos pessoais.

KAP - Na sua avaliação, essas intervenções verbais contribuíram para fortalecer a causa independentista ou acabaram por aprofundar divisões internas dentro do próprio campo separatista?

Lyssah - Não sei a quais intervenções se refere. Vou assumir que sejam as inúmeras vezes em que reforcei o coro de que Portugal não deveria ser o quintal de Lisboa e que não nos curvaremos jamais ao coachar dos sapos.
Agora se a pergunta refere-se especificamente ao nosso grupo, posso afirmar que não há divisões. Estamos todos trabalhando em conjunto com um só objetivo, sem egos, sem desentendimentos. Somos unidos, nos divertimos muito e sempre celebramos cada conquista com boa conversa, boa comida e boa cerveja. Em especial nas trincheiras.


KAP - Olhando para os meses de conflito, o que Vossa Senhoria considera ter efetivamente alcançado até agora, seja em termos políticos, simbólicos ou de influência social?

Lyssah - Diferente dos nossos adversários, nós não buscamos alcançar absolutamente nada em nível pessoal, seja em termos políticos, simbólicos ou de influência social.
A Independência do Porto, tal qual a de Coimbra, é um movimento uno. Não há figuras mais ou menos relevantes dentro dos nossos grupos. E nenhum de nós busca esse tipo de reconhecimento. Nós trabalhamos em conjunto para garantir a liberdade do povo contra a ditadura de Lisboa, que já dura mais de uma década.
Agora, se o questionamento foi o que alcançamos como comunidade, então eu diria que cumprimos todas as nossas metas até agora. Tornamos os dois territórios independentes, mantivemos nossa frente militar forte, eliminamos os grupos de eleitores nômades que viajavam de cidade em cidade fraudando as eleições, fortalecemos a nossa relação como sociedade. A cereja do bolo: nos divertimos muito enquanto fazíamos tudo isso.


KAP - Existe, em sua visão, um limite ético para a atuação discursiva em tempos de guerra? Há algo que não deveria ser dito ou feito, mesmo contra adversários?

Lyssah - Acho que qualquer limite ético já foi ultrapassado por todos, em especial pelos nossos adversários, é claro, que gostam muito de usar termos de baixíssimo calão.
Então não é uma questão que realmente valha a pena ser feita. Seria mais útil questionar os meus planos nos campos político, jurídico, econômico e social se eleita for. Mas a fofoca parece ser mais importante aos olhos de alguns.


KAP - Por fim, como imagina o seu próprio papel no futuro, caso o projeto independentista do Porto fracasse, ou, alternativamente, caso venha a triunfar?

Lyssah - A independência do Porto já é algo concreto. Foi executada e vem sendo mantida há mais de seis meses, com um fracasso recorrente das forças Lisboetas em tentar revertê-la. Aliás, fracasso é o que Lisboa mais teve desde a eleição de Sofia. Pagaram para eleger uma Monarca, mas não conseguiram vencer uma batalha sequer depois disso.
Porém, creio que a entrevista tenha como objetivo a campanha para Soberano. Sendo assim, a resposta é:
Se eleita Monarca, pretendo trabalhar para restabelecer a relação de Portugal com o Porto e Coimbra, respeitando a autonomia de cada um dos três territórios.
Se não for, continuarei trabalhando pelo Porto, apoiando Coimbra e jamais me curvando à ditadura dos sapos.


Ao longo de suas respostas, Lyssah Ferreira de Queirós Silva e Sagres Crawlyn constrói uma narrativa de convicção inabalável, na qual a independência do Porto não é tratada como projeto em disputa, mas como fato consumado. Rejeitando a legitimidade da Coroa para interferir nos destinos do Norte, minimizando a relevância de sanções nobiliárquicas e descartando a possibilidade de autocrítica ética no campo discursivo, a Baronesa apresenta-se menos como figura conciliadora e mais como representante de uma ruptura assumida que agora se mostra reticente.

A entrevista deixa claro que, mais do que uma disputa militar, o conflito que atravessa Portugal permanece vivo no plano das ideias, das narrativas e das interpretações sobre legitimidade, poder e soberania. Nesse terreno, Lyssah não se apresenta como mediadora neutra, mas como agente ativo de um projeto que, segundo suas próprias palavras, não admite retorno à ordem anterior.

A Kingdoms Associated Press agradece à entrevistada pela franqueza das respostas e reafirma seu compromisso com o registro plural, rigoroso e histórico dos acontecimentos que moldam este período decisivo do Reino.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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Cours

Product Price Variation
Loaf of bread 4.48 -0.67
Fruit 9.19 0.56
Bag of corn 2.89 -0.01
Bottle of milk 7.96 0
Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
Bag of wheat 10.34 0.04
Bag of flour 11.23 0.38
Hundredweight of cow 22.29 1.84
Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
Large ladder 63.75 4.88
Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
Unforged axe blade 70 0
Axe blade 123.13 0
Blunted axe 140.13 0
Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
Woman's shirt 83.44 0
Waistcoat 139.91 0
Pair of trousers 58.06 0
Mantle 269.98 0
Dress 202.5 0
Man's hose 43 0
Woman's hose 35.62 0
Pair of shoes 21.19 0
Pair of boots 63.75 0
Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A