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05/01/1474 Defesa contundente expõe método do Tribunal de Coimbra




Lisboa (KAP)

O Tribunal do Condado de Coimbra mantém, no momento da publicação desta reportagem, 102 processos em curso, todos instaurados sob a mesma ata acusatóri. As ações são conduzidas pelo Procurador Público ítalo-português Marco Damiano Meridio, conhecido como “Tettoschi”, e presididas pela juíza ítalo-portuguesa Creattiva, ambos integrantes da atual estrutura judicial do condado, sob o governo do Conde ítalo-português Adriano Niccolò Ares Meridio, “Susaku”.

As acusações recaem sobre cidadãos portugueses de diferentes origens e trajetórias públicas, entre eles Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, Cauceno Monforte, Hugo Fernando Gomes Próspero, Capeside Telles de Menezes Camões, Brighid de Coimbra, Luiisa Corleone, José Manuel Cruzes “Zemanuel”, Sarah Linden e Sarko de Coimbra. Em todos os casos analisados pela KAP, o teor da imputação é idêntico e lacônico: “o réu é acusado de perturbar a ordem pública”. Não constam, nos autos consultados, descrições individualizadas de conduta, datas específicas, nexo causal entre ações e dano concreto, tampouco indicação de dispositivos legais violados, para além da fórmula genérica utilizada.

O volume e a uniformidade das acusações têm provocado reações em diversos círculos do Reino, sobretudo por ocorrerem em meio a um conflito armado ainda em curso e por atingirem, de forma concentrada, indivíduos identificados como críticos ou opositores do atual governo ítalo-português. Observadores apontam que a adoção de uma ata única para dezenas de réus, sem distinção factual aparente, representa uma ruptura com práticas judiciais anteriormente adotadas no condado.

Nesse contexto, ganhou ampla repercussão a defesa apresentada por Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, Marquesa de Távora e médica atuante na linha de frente do conflito. Em peça protocolada em um dos processos, a acusada contesta frontalmente a imputação de “alta-traição” e questiona a inexistência de provas materiais, sustentando que sua atuação no teatro de guerra se deu exclusivamente no exercício da medicina, em consonância com juramento profissional e com práticas historicamente reconhecidas em cenários bélicos.

A defesa apresentada por Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo, Marquesa de Távora, cujo teor integral pode ser consultado ao fim desta reportagem, rompe deliberadamente com a linguagem técnica tradicional e adota um tom sarcástico e acusatório para questionar a própria legitimidade do processo. Logo no início, a ré ironiza a capacidade do tribunal de compreender argumentos básicos “vou usar palavras simples” antes de atacar o cerne da acusação, resumida na expressão genérica “perturbar a ordem pública”, que ela confronta com perguntas diretas: “Alta-traição, onde? Com que provas?”. Ao fazê-lo, aponta a ausência de materialidade e de individualização da conduta, insinuando que a acusação se sustenta mais na repressão política do que em fatos juridicamente demonstráveis. Em seguida, Gwenhwyfar invoca o Juramento de Hipócrates para justificar sua presença na linha de frente do conflito, explicando que sua atuação como médica — “fui chamada para a linha da frente da batalha para ajudar a curar os feridos”, não constitui crime, mas dever ético, contrapondo a lógica de assistência à lógica punitiva que, segundo ela, domina o Tribunal de Coimbra, onde se “enforca em vez de ajudar”. O texto avança para uma crítica institucional mais ampla ao estabelecer um contraste explícito entre Coimbra e Lisboa: enquanto acusa o tribunal coimbrão de “invadir o meu condado” e condenar pessoas “apenas porque sim”, afirma que em Lisboa encontrou “amizade, comida, mantas quentes e infusões curativas”, sem prisões arbitrárias, sem julgamentos motivados por conveniência política e sem bloqueios deliberados de abastecimento como forma de coerção. Nesse ponto, a defesa introduz uma acusação central: a de que Coimbra teria rasgado sua própria Lei Orgânica, governando por meio de uma “lei não escrita”, ao passo que Lisboa, mesmo em contexto de guerra, manteria procedimentos legais minimamente reconhecíveis “ainda têm leis nas quais se basear”. O tom ácido culmina na caracterização dos magistrados como agentes movidos por ego e vaidade “ego inflamado de um César” e na reafirmação de que a presença de médicos em batalhas é uma necessidade elementar, não um ato subversivo. Ao encerrar, Gwenhwyfar reforça sua disposição em responder a questionamentos, localizando-se simbolicamente “ao serviço das tendas dos feridos”, o que funciona tanto como afirmação de identidade profissional quanto como denúncia moral: enquanto o tribunal julga em massa sob uma acusação abstrata, ela se coloca, segundo suas próprias palavras, a reparar as consequências humanas diretas do conflito.

Embora o conteúdo e o tom da manifestação tenham dividido opiniões, sendo vistos por alguns como legítima denúncia e por outros como afronta direta à autoridade judicial, o episódio reforçou o debate sobre os limites da jurisdição em tempos de guerra e sobre o papel dos tribunais em contextos de exceção. Conflitos armados tendem a tensionar a separação entre justiça, segurança e política, elevando o risco de decisões sumárias e de acusações amplas sem lastro probatório individualizado.

A KAP procurou formalmente o Procurador Público Marco Damiano Meridio “Tettoschi” para solicitar esclarecimentos acerca da instauração simultânea de mais de uma centena de processos baseados em idêntica formulação acusatória. Não houve, contudo, qualquer resposta até o fechamento da reportagem. Tampouco o governo do Condado de Coimbra ou o Tribunal se manifestaram publicamente sobre os critérios jurídicos adotados, sobre a individualização das condutas imputadas ou acerca do teor e das críticas levantadas nas peças de defesa já apresentadas. A ausência de posicionamento oficial mantém em aberto questionamentos relevantes quanto ao alcance, à fundamentação e às garantias processuais envolvidas nesses procedimentos.

A KAP seguirá acompanhando o desenrolar dos processos e as repercussões institucionais dessas ações, ouvindo as partes envolvidas e especialistas, com o objetivo de informar o público de forma equilibrada sobre um dos capítulos mais sensíveis da atual crise política e judicial em Portugal.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.

ANEXO I - Defesa de Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo

Caríssimos,

Eu percebo que vá ser difícil de entender, pelo que vou usar palavras simples (não que acredite que vá dar nalguma coisa, dado que os dados parecem estar viciados à partida, mas eu sou uma alma caridosa que acredita na redenção dos caídos e no advento miraculoso da inteligência sobre a mesquinhez).

Então, sem mais rodeios: Alta-traição, onde? Com que provas? Ficaram em casa? Invadem o meu condado, condenam o meu povo à forca apenas porque sim, e esperavam que ficasse de braços cruzados?

Ora bem, não que percebam à brava disto, mas fiz um juramento que se sobrepõe a todos os outros: o Juramento de Hipócrates. O que quer dizer que, como médica, fui chamada para a linha da frente da batalha para ajudar a curar os feridos. Eu percebo que o conceito de ajudar em vez de enforcar seja difícil de entender, mas façam um esforço. Não é física termonuclear, o que quer dizer que as mentes mais simples conseguem entender. Portanto, com algum (cof cof) esforço, lá chegarão.

Agora, também percebo que estejam desertinhos por mostrar a mesquinhez e aliviar algum do fel que acumularam durantes estes meses todos. Convido-vos a abrir uma veia - método comprovadamente eficaz neste moderno século XV - para aliviar os maus sangues que envenenam a alma e o espírito. Se no fim disto tudo se esqueceram de fechar a veia, não há problema, faz-se o funeral.

Ainda assim, peço a vossa paciência para sublinhar mais um pormenor. Tomem notas que ainda aprendem qualquer coisa. Querem um caderno?

O ridículo disto tudo é que, ao contrário de Vossas Excelências, o povo de Lisboa, que sempre olhou para Coimbra com imensa desconfiança, e de quem já tivemos no passado imensas razões de queixa, nos recebeu com amizade, comida, mantas quentes e infusões curativas. Não nos enforcaram por passear no condado deles - tomem notas - não nos puseram em tribunal porque lhes apeteceu - sublinhem esta parte - e não nos cortaram o fornecimento de comida por acharem que assim subjugavam o povo mais depressa - anotaram este pormenor pequenino?

E sabem o mais engraçado disto tudo? Ainda têm leis nas quais se basear, não se limitaram a rasgar a Lei Orgânica (querem um caderno novo? Eu sei que é muito para escrever mas não desenvolvam tendinites, que estou sem ligaduras).

Portanto, seus reais pascaços de além mar, temos o seguinte: uma médica na linha da frente a curar os feridos que VOCÊS fazem, e uma lição de governo.

Não é que eu ache que vá dar nalguma coisa, porque se há coisa em que vocês são pródigos é em ter a inteligência de um pampo e o ego inflamado de um César. Apenas acho que haver médicos numa batalha não é extraordinário, apenas uma necessidade.

Quando o vosso ego desinflamar, podemos falar. Até lá, sugiro que estudem as anotações que fizeram e caso continuem com dúvidas, informo que uma lobotomia frontal faz maravilhas pela personalidade. Já pelo intelecto...

Por outro lado, não se pode sentir falta do que nunca se teve.

Mantenho-me na disponibilidade de responder a qualquer dúvida que persista. Poderão encontrar-me ao serviço das tendas dos feridos, onde espero muito em breve encontrar Vossas Excelêntíssimas Balistes Capriscus.

Podem vir de lá as vossas falácias, que honestidade e lealdade de vós não espero.

Cordialmente,
Gwenhwyfar de Albuquerque e Monte Cristo
Médica na Linha da Frente
Especialista em Lobotomia Frontal


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Cours

Product Price Variation
Loaf of bread 4.48 -0.67
Fruit 9.19 0.56
Bag of corn 2.89 -0.01
Bottle of milk 7.96 0
Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
Bag of wheat 10.34 0.04
Bag of flour 11.23 0.38
Hundredweight of cow 22.29 1.84
Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
Large ladder 63.75 4.88
Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
Unforged axe blade 70 0
Axe blade 123.13 0
Blunted axe 140.13 0
Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
Woman's shirt 83.44 0
Waistcoat 139.91 0
Pair of trousers 58.06 0
Mantle 269.98 0
Dress 202.5 0
Man's hose 43 0
Woman's hose 35.62 0
Pair of shoes 21.19 0
Pair of boots 63.75 0
Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A