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22/07/1474 Laurinha à KAP: Coimbra é "plenamente parte" de Portugal




Lisboa (KAP)

Eleita a 16 de julho à frente de lista única, e confirmada Condessa dois dias depois, Laurinha Eleanor Nóbrega de Andrade, Duquesa de Vera Cruz, respondeu ao convite desta casa para falar sobre o futuro de Coimbra dentro do Portugal reunificado. A trajetória da nova Condessa não é pequena: foi ela quem, segundo recorda nas próprias respostas, mais tempo serviu Coimbra à frente do seu governo, e integrou também o Conselho de transição que sucedeu à guerra, do qual foi tesoureira.

À KAP, respondeu sobre a legitimidade do seu mandato, a relação de Coimbra com a Coroa e com os Condados irmãos, a participação do Condado nas instituições do Reino, e o estado em que encontrou, e projeta, uma terra que a guerra deixou fragilizada. A seguir, a íntegra das suas respostas à Kingdoms Associated Press.

KAP - Vossa Excelência assume Coimbra como a primeira Condessa eleita depois da reunificação, à frente de uma lista que se apresentou única ao escrutínio. Com que legitimidade e com que espírito inicia o seu mandato, e o que dirá aos coimbrenses que, saídos de uma guerra que os dividiu, ainda observam com desconfiança o novo governo?

Laurinha - Inicio este mandato com um profundo sentido de responsabilidade, mas também com total confiança na equipa que me acompanha. Conheço a maioria dos conselheiros há muito tempo, já tive o privilégio de trabalhar com eles e sei da sua competência, dedicação e espírito de serviço. Estou convicta de que Coimbra está entregue às melhores mãos.

Tal como a maioria dos membros do Conselho, passei o último ano afastada da minha casa, ao serviço do Condado e do Reino durante a guerra. Felizmente, os coimbrenses conhecem-nos e conhecem também o nosso percurso. Tive a honra de ser a Condessa que durante mais tempo serviu Coimbra e acredito que esse historial transmite confiança à população.

Sempre defendemos um governo próximo dos cidadãos, atento às suas necessidades e empenhado em promover o desenvolvimento do Condado. Após um conflito tão longo e desgastante, essa proximidade será ainda mais importante para devolver estabilidade, confiança e esperança ao nosso povo.

KAP - Coimbra volta a ser, plenamente, parte do Reino de Portugal, depois de haver proclamado, um ano atrás, a sua independência. Como pretende Vossa Excelência inscrever o Condado na vida do Reino, e que relação buscará com a Coroa de Sua Majestade, o Rei Dom José Pacheco, com o Condado de Lisboa e com o Condado do Porto, irmãos de uma mesma Nação reencontrada?

Laurinha - Coimbra é, hoje e plenamente, parte integrante do Reino de Portugal. A declaração de independência foi revogada, porquanto nunca refletiu verdadeiramente a vontade do povo. A vontade popular será sempre o princípio orientador da minha governação.

Com Sua Majestade Real Dom José Pacheco mantemos uma relação de respeito, diálogo e cooperação. Desde o início do conflito existiu um interesse comum em garantir a recuperação de Coimbra, tendo o Reino prestado um apoio fundamental durante e após a guerra.

Relativamente aos Condados de Lisboa e do Porto, desejo fortalecer uma relação assente na paz, na colaboração e na confiança mútua. Estou convencida de que a reunificação nos tornou mais fortes e mais conscientes de que apenas unidos poderemos enfrentar os desafios do futuro.

Não poderia deixar de expressar, em nome de todos os coimbrenses, a nossa profunda gratidão a Lisboa pelo acolhimento prestado quando mais dele necessitámos. Dirijo um agradecimento especial a Sua Majestade Real Dom José Pacheco e a Dom Kokkas, cuja dedicação incansável foi determinante para a vitória alcançada.

KAP - Um Condado não vive isolado das instituições do Reino. De que modo tenciona Vossa Excelência fazer ouvir a voz de Coimbra nas Cortes e espaços públicos de Portugal, e que temas levará a eles como prioridades do seu Condado, seja na reconstrução, na justiça, no comércio ou na defesa comum?

Laurinha - Enquanto parte integrante do Reino, Coimbra participa naturalmente em todas as suas instituições, incluindo as Cortes Gerais. A nossa presença será ativa, responsável e construtiva.

Todas as áreas que refere constituem prioridades para este mandato. A reconstrução económica, o fortalecimento da justiça, o desenvolvimento do comércio e, naturalmente, a defesa comum são pilares essenciais para assegurar um futuro próspero e estável.

Num primeiro momento, Coimbra apresentará os seus representantes às Cortes Gerais, conforme determina a lei, reforçando assim a sua integração plena na vida política do Reino.

KAP - Coimbra guarda uma das joias do Reino, a sua Universidade, e uma população que a guerra empobreceu. Que futuro projeta Vossa Excelência para o Condado nos próximos tempos, e como pretende conciliar a reconstrução material, o reerguer das minas e das vilas, com a reconciliação de um povo que precisa voltar a reconhecer-se uno, dentro de Coimbra e dentro de Portugal?

Laurinha - Durante o governo de transição foi possível estabilizar as minas e dar os primeiros passos para reativar a economia do Condado. A Universidade retomou igualmente a sua atividade, permitindo que alunos e professores regressassem à normalidade académica.

Enquanto tesoureira desse governo, testemunhei de perto as dificuldades que herdámos. Encontrámos um Condado profundamente fragilizado: minas encerradas, escassez de trabalhadores e um tesouro praticamente inexistente para assegurar o funcionamento da administração.

Quero, por isso, deixar um sincero agradecimento a todos aqueles que integraram o governo de transição. Muitos deslocaram-se de Lisboa para ajudar Coimbra num dos momentos mais difíceis da sua história. A todos eles, o meu mais profundo reconhecimento.

A reconstrução de um Condado após uma guerra começa, antes de tudo, pelo diálogo e pela união entre Conselho, prefeitos e povo. Em Coimbra todos trabalhamos pelo mesmo objetivo, e esse espírito de solidariedade é motivo de enorme orgulho.

Todos os dias recebemos demonstrações de generosidade por parte dos nossos habitantes, seja através da doação de alimentos, de bens ou da disponibilidade para ajudar na reconstrução. Essas manifestações reforçam a minha confiança no futuro e demonstram a força da nossa comunidade.

Os conselheiros, os prefeitos e o povo têm demonstrado uma dedicação incansável para devolver Coimbra à prosperidade que sempre a caracterizou. Acredito profundamente que, com trabalho, união e perseverança, o nosso Condado voltará a ser um exemplo de desenvolvimento dentro do Reino.

É para mim uma enorme honra servir Coimbra como sua Condessa. Tenho um profundo orgulho neste povo e estou certa de que juntos escreveremos um novo capítulo da nossa história.

Gostaria ainda de anunciar que o Conselho organizará, em breve, um Festival de Verão, com diversas atividades destinadas a dinamizar a vida do Condado e a angariar fundos para a sua reconstrução e desenvolvimento. Espero contar com a participação de todos, pois acredito que será um momento de celebração, união e renovação da esperança.

Das respostas da nova Condessa, ficam três notas para o leitor. A primeira, de legitimidade: Laurinha funda o seu mandato não apenas no voto de 16 de julho, mas num histórico de serviço a Coimbra que atravessa a guerra e o governo de transição, onde foi tesoureira, e apela a esse percurso como fiança de confiança perante um povo ainda desconfiado. A segunda, de rumo institucional: o Condado promete presença ativa nas Cortes Gerais e prioridades declaradas em reconstrução, justiça, comércio e defesa comum, sem se furtar a nomear o que herdou, minas encerradas, falta de trabalhadores, tesouro praticamente vazio. A terceira, de gesto: o anúncio, em primeira mão nesta entrevista, de um Festival de Verão destinado a angariar fundos e reerguer o ânimo do Condado.

Merece registro, por fim, a gratidão explícita e nomeada que a Condessa dirige a Lisboa, a Sua Majestade e a Dom Kokkas de Monforte, Condestável Real, cuja atuação a KAP já documentara desde os primeiros meses da guerra. É o mesmo fio que outras vozes da reconstrução, do general Vilacovense ao Conde Dunlop, têm repetido: a de que a vitória portuguesa se deveu à união entre condados que a guerra separou, e que só a reconstrução, agora, poderá provar se essa união resiste ao tempo de paz.

A Kingdoms Associated Press agradece a Sua Excelência Laurinha Eleanor Nóbrega de Andrade, Duquesa de Vera Cruz e Condessa de Coimbra, a franqueza das suas respostas, e deseja ao Condado o pleno sucesso da reconstrução e do Festival de Verão anunciado.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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Cours

Product Price Variation
Loaf of bread 4.48 -0.67
Fruit 9.19 0.56
Bag of corn 2.89 -0.01
Bottle of milk 7.96 0
Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
Bag of wheat 10.34 0.04
Bag of flour 11.23 0.38
Hundredweight of cow 22.29 1.84
Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
Large ladder 63.75 4.88
Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
Unforged axe blade 70 0
Axe blade 123.13 0
Blunted axe 140.13 0
Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
Woman's shirt 83.44 0
Waistcoat 139.91 0
Pair of trousers 58.06 0
Mantle 269.98 0
Dress 202.5 0
Man's hose 43 0
Woman's hose 35.62 0
Pair of shoes 21.19 0
Pair of boots 63.75 0
Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A