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20/07/1474 Manual Prático: Como derrotar a ONE em 360 dias
![]() Lisboa (KAP) Há histórias que só se contam por inteiro quando já têm fim. Sua Majestade o Rei Dom José Pacheco fez chegar a este jornal, e a todo o Reino, o relatório militar preparado pelo Alto Comando internacional que dirigiu, primeiro, a resistência portuguesa e, depois, a ofensiva da aliança luso-franco-ibérica. É o mais completo relato até hoje publicado dos doze meses que separam o desembarque dos primeiros agressores, em junho de 1473, da fuga final da ONE, em junho deste ano. A KAP traz-lho tecido com o que já apurou nos últimos meses, mas com uma riqueza de manobra e de números que só o olhar de quem comandou podia oferecer. O documento abre em tom de advertência. Antes de narrar um só combate, os seus autores dedicam a introdução a prevenir contra o que chamam de reescrita interessada da história, contra os que, nas suas palavras, transformam o mais insignificante combate numa vitória extraordinária, sem uma só baixa nas próprias fileiras. A quem se dirige a advertência, o relatório não diz, e a KAP não vai adivinhá-lo em seu lugar. Fica o registro de que o próprio Alto Comando sentiu necessidade de a fazer, logo no umbral do seu relato. Ao contexto, o relatório é claro: a guerra de Portugal não nasceu em Portugal. Insere-se numa campanha mais longa da organização ONE contra as nações livres, e o Reino interessava-lhe por razões concretas. Composto de três provÃncias, Porto ao norte, Coimbra ao centro, Lisboa ao sul, Portugal oferecia à ONE aquilo que a Irlanda, sua base, não lhe dava: um território continental a partir do qual lançar ofensivas, e sobretudo os arsenais e as florestas portuguesas, capazes de sustentar a construção naval de que a Ordem tanto dependia para manter o domÃnio dos mares. Foi em junho de 1473, segundo o relatório, que dezenas de agressores desembarcaram pela via marÃtima e começaram a afundar embarcações ao longo de toda a costa. Em julho, veio a segunda fase, a eleição de membros da ONE e dos seus simpatizantes para o governo de Coimbra, movimento que esta casa já registrara pela proclamação de independência de 22 daquele mês. Nos meses seguintes, formou-se a frente que dividiria o Reino por quase um ano inteiro: Coimbra já perdida, o Porto sob controle inimigo ou de aliados seus, e uma linha que corria de Alcobaça, em mãos da ONE, até Santarém, defendida pela Aliança, reforçada por tropas chegadas de fora entre setembro e outubro. Ali se manteve a frente, quase estática, enquanto a ONE continuava a receber reforços, até fevereiro de 1474. Foi então, com a chegada de cerca de duzentos voluntários reunidos em Toulouse e marchados até Valladolid, que a guerra mudou de ritmo. No inÃcio de março, a Aliança lançou o seu primeiro ensaio sério sobre Chaves: cento e cinquenta veteranos contra duzentos e vinte e cinco combatentes da ONE, distribuÃdos por cinco exércitos, quando, dias antes, a Ordem dispusera de apenas três e cento e cinquenta defensores, mas preferira reforçar-se a aceitar combate em igualdade. O resultado foi instrutivo: dois exércitos aliados foram repelidos, mas o de um general chamado Miramaz rompeu as linhas inimigas e perseguiu o adversário até Viseu, onde a ONE reuniu três exércitos contra o seu um só. A retirada terminou em Guarda, onde as forças de Miramaz se dissolveram para se reorganizar em Crato, enquanto, mais a sul, os combates entre Santarém e Alcobaça se repetiam em empates. A resposta da ONE a esse primeiro revés foi, escreve o relatório, aquilo em que a Ordem mais se especializa: a ameaça. Enviou ultimato à Coroa de Castela e Leão, exigindo a expulsão das tropas francesas sob pena de se tornar o alvo seguinte. O efeito foi o inverso do pretendido: toda a Liga Ibérica se ergueu, mais cento e setenta e cinco soldados vieram reforçar os já trezentos presentes, e três frentes se consolidaram, Chaves ao norte, Guarda ao centro, Alcobaça ao sul, todas fortemente seguradas pela ONE. A dificuldade geográfica era enorme, apenas duas rotas levavam a Portugal, uma de cinco dias entre Valladolid e Guarda, outra de sete entre Osma e Guarda, mas foi nesse esforço coletivo que nasceu o nome que passaria à história: a Grande Aliança Franco-Luso-Ibérica. Em maio, juntou-se-lhe o grupo suÃço BIL, elevando as suas fileiras a quinhentos e cinquenta combatentes contra os quatrocentos e cinquenta da ONE. A meados de maio, o Alto Comando decidiu dividir as forças e atacar Guarda e Chaves em simultâneo. A 24 de maio, seis exércitos aliados, duzentos e cinquenta e dois combatentes bem equipados, lançaram-se sobre os cento e sessenta defensores de Chaves. O relatório não esconde o preço: duzentos e dez feridos do lado aliado, contra apenas noventa nas fileiras da ONE. Foi um combate extremamente violento, e o documento admite que o resultado ficou aquém do otimismo inicial dos estrategas. Foi da recuperação desse golpe que nasceu o lance final da guerra, o mais elaborado de todo o relatório. Passadas duas semanas a tratar feridos, os espiões da Aliança notaram movimentos incomuns: dois exércitos abandonaram Chaves, um deixou Guarda, todos sob a proteção da floresta, deixando as duas praças quase desguarnecidas. A Aliança compreendeu o objetivo, romper as defesas de Santarém, então com apenas cerca de cento e quarenta homens, e abrir o caminho até Lisboa. Respondeu com mobilização geral em Valladolid e o envio de reforços a Chaves e a Guarda, na esperança de forçar a ONE a recuar para as defender. Não recuou. Ultrapassou Alcobaça de noite e aproximou-se de Santarém a apenas dez nós de distância. Foi então que o Alto Comando percebeu a dupla intenção do inimigo: romper Santarém para abrir Lisboa, e, ao mesmo tempo, permitir que os seus feridos regressassem a Chaves e a Guarda, onde exércitos já reorganizados esperavam para deter o avanço aliado. Perante isso, tomou-se a decisão mais difÃcil de toda a campanha: abandonar Santarém, coração da resistência desde setembro de 1473, e recuar para Lisboa, perdendo ali a própria frota, encalhada em doca seca. No dia seguinte, a ONE entrou em Santarém sem combater. Mas o cálculo inimigo tinha uma falha. Os exércitos que deixaram Chaves e Guarda para forçar aquele avanço perderam-se nas florestas, desorientados, incapazes de regressar a tempo. As forças aliadas aproximaram-se das duas praças, agora indefesas, e a ONE viu-se obrigada a recuar para Coimbra, para ali tentar reorganizar uma defesa que já não teria tempo de montar. Seguiu-se, nas palavras do relatório, a mais vergonhosa das retiradas: embarques apressados, levando consigo reservas, provisões e as riquezas saqueadas dos cofres das cidades e castelos portugueses. É exatamente aqui que o relato do Alto Comando encontra o que a KAP já registrara ao vivo. O saque dos cofres de Chaves, de Coimbra, do Porto, que esta casa noticiou cidade por cidade em junho, ganha agora explicação de conjunto: não foi pilhagem dispersa, foi parte de uma fuga planejada. E a queda dos castelos de Coimbra e do Porto, a 24 de junho, e a reunificação proclamada dois dias depois, são o desfecho exato para onde este relatório conduz, o momento em que a manobra descrita pelos generais se cumpriu no terreno que os nossos leitores já conhecem. O documento fecha com homenagem, e fá-lo por camadas. Aos soberanos, que nunca duvidaram da vitória; aos grupos de apoio, que sustentaram os exércitos no anonimato; aos comandantes, que mantiveram os homens unidos; e, sobre todos, aos soldados e voluntários, cavaleiros solitários e combatentes independentes que, escreve o relatório, esperaram meses a fio, alguns escondidos em florestas, outros vigiando o inimigo durante um ano inteiro, sem nunca desistir. Assinam o documento White de Tiallaz, General do Exército dos Sete e estratega da campanha; Edward Loryx Lancaster, Sábio de Valência, Regente e Chanceler Real daquele Reino e PrÃncipe da Coroa de Aragão; Lysianne, Condessa de Montroi, coordenadora dos voluntários; Kokkas de Monforte, Marquês de São Martinho e Condestável Real de Portugal, já conhecido dos leitores desta casa; Guillén d'Astarac y la Rochère, PrÃncipe de Fortuna; Elatar Quijada, Senescal do Exército da Catalunha; e Kayn de Urrea, Marquês de Loarre e Riglos, que assina agora como Marechal do Reino de Aragão, o mesmo tÃtulo militar que manteve depois de deixar a coroa que ostentava durante a campanha, como a atual Rainha Carmen I explicou a este jornal. O relatório encerra com um apelo que ultrapassa o relato militar: o de que nenhuma neutralidade perante a ONE é, de fato, neutra, e de que só o isolamento completo da Ordem, cortado todo o contato e toda a negociação, evitará novas guerras como esta. É posição do Alto Comando, tomada com a veemência de quem venceu a um custo alto, e a KAP regista-a como tal, sem a fazer sua nem a contestar, ciente de que o mesmo documento fala também, sem pejo, em hordas de mortos-vivos ao serviço do inimigo, e que ao leitor cabe julgar, com o discernimento de sempre, onde termina o relato e onde começa a retórica de guerra. Fica, ao cabo desta leitura, o quadro mais completo que já tivemos de doze meses que começaram com naus a arder ao largo da costa e terminaram com um Rei coroado numa Catedral em festa. Entre um e outro extremo, marcharam exércitos entre Valladolid e Guarda, morreram-se homens em Chaves por duas vezes, abandonou-se Santarém para se salvar Lisboa, e uma aliança de cinco povos e mais aprendeu, combatendo, a chamar-se por um só nome. Que a paz que agora se ergue sobre Portugal saiba, revendo este relatório, o preço exato que por ela se pagou. _____________________________________________________________________________________ Artigo JornalÃstico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. O que está achando dos nossos artigos e materiais publicados? Quer ser um Redator e fazer parte da Nossa Equipe? Pegue aqui o modelo de Formulário. Apresente o formulário na Sede da KAP Portugal ou envie o formulário, através de Mensagem Privada no Fórum 1, para o Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis. Quer fazer valer a tua voz? Precisa de Direito de Resposta? Apresenta o pedido na Sede da KAP Portugal ou na KAP Internacional. Tens alguma violação à Carta da KAP para denunciar? Compareça na KAP Internacional e deixa tua denúncia. Ohh, não conheces a Carta da KAP? Leia a nossa Carta na Sede da KAP Portugal. |
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| Product | Price | Variation |
| Loaf of bread | 4.48 | -0.67 |
| Fruit | 9.19 | 0.56 |
| Bag of corn | 2.89 | -0.01 |
| Bottle of milk | 7.96 | 0 |
| Fish | 10.3 | -1.55 |
| Piece of meat | 18.19 | 2.42 |
| Bag of wheat | 10.34 | 0.04 |
| Bag of flour | 11.23 | 0.38 |
| Hundredweight of cow | 22.29 | 1.84 |
| Ton of stone | 13.82 | 0 |
| Half-hundredweight of pig | 14.4 | 0 |
| Ball of wool | 7.31 | -0.38 |
| Hide | 14.3 | 0 |
| Coat | N/A | N/A |
| Vegetable | 6.93 | 0.99 |
| Wood bushel | 3.94 | -0.57 |
| Small ladder | 22.5 | 0 |
| Large ladder | 63.75 | 4.88 |
| Oar | 30 | 0 |
| Hull | 28.04 | 0 |
| Shaft | 8 | 1.25 |
| Boat | 82.5 | 0 |
| Stone | 14.39 | 1.08 |
| Axe | 143 | -2.5 |
| Ploughshare | N/A | N/A |
| Hoe | N/A | N/A |
| Ounce of iron ore | 17.81 | -0.08 |
| Unhooped bucket | 22.75 | 0 |
| Bucket | 32.25 | -0.25 |
| Knife | 12.71 | 0 |
| Ounce of steel | 58 | 0 |
| Unforged axe blade | 70 | 0 |
| Axe blade | 123.13 | 0 |
| Blunted axe | 140.13 | 0 |
| Hat | 47.56 | 0 |
| Man's shirt | 107.2 | 5.08 |
| Woman's shirt | 83.44 | 0 |
| Waistcoat | 139.91 | 0 |
| Pair of trousers | 58.06 | 0 |
| Mantle | 269.98 | 0 |
| Dress | 202.5 | 0 |
| Man's hose | 43 | 0 |
| Woman's hose | 35.62 | 0 |
| Pair of shoes | 21.19 | 0 |
| Pair of boots | 63.75 | 0 |
| Belt | 37.06 | 0 |
| Barrel | 10.15 | 0 |
| Pint of beer | 0.64 | 0 |
| Barrel of beer | 66.29 | 0 |
| Bottle of wine | N/A | N/A |
| Barrel of wine | N/A | N/A |
| Bag of hops | 13.99 | 0 |
| Bag of malt | N/A | N/A |
| Sword blade | 131.56 | 0 |
| Unsharpened sword | 103.13 | 0 |
| Sword | 156.33 | 0 |
| Shield | 35.63 | 0 |
| Playing cards | 63.13 | 0 |
| Cloak | 147.69 | 0 |
| Collar | 57.25 | 0 |
| Skirt | 103.5 | 0 |
| Tunic | 195 | 0 |
| Overalls | 102.44 | 0 |
| Corset | 102.44 | 0 |
| Rope belt | 46 | 0 |
| Headscarf | 53.63 | 0 |
| Helmet | 138.75 | 0 |
| Toque | 47.99 | 0 |
| Headdress | 70.69 | 0 |
| Poulaine | 59.25 | 0 |
| Cod | 17.5 | 0 |
| Conger eel | 11.88 | 0 |
| Sea bream | 15.06 | 0 |
| Herring | 21.34 | 0 |
| Whiting | 18.44 | 0 |
| Skate | 16.38 | 0 |
| Sole | 17.38 | 0 |
| Tuna | 17.69 | 0 |
| Turbot | 18.28 | 0 |
| Red mullet | 18.5 | 0 |
| Mullet | 17.69 | 0 |
| Scorpionfish | N/A | N/A |
| Salmon | 18 | 0 |
| Arctic char | N/A | N/A |
| Grayling | 17.01 | 0 |
| Pike | 15.43 | 0 |
| Catfish | N/A | N/A |
| Eel | 16.81 | 0 |
| Carp | 13.75 | 0 |
| Gudgeon | 17.81 | 0 |
| Trout | 17.94 | 0 |
| Pound of olives | 11.88 | 0 |
| Pound of grapes | 6.61 | 0.05 |
| Sack of barley | 16.88 | 0 |
| Half-hundred weight of goat carcasses | N/A | N/A |
| Bottle of goat's milk | 12.81 | 0 |
| Tapestry | 107.19 | 0 |
| Bottle of olive oil | 126.25 | 0 |
| Jar of agave nectar | N/A | N/A |
| Bushel of salt | 24.81 | 0 |
| Bar of clay | 2.31 | -1 |
| Cask of Scotch whisky | 93.75 | 0 |
| Cask of Irish whiskey | 98.75 | 0 |
| Bottle of ewe's milk | 14.07 | 0 |
| Majolica vase | N/A | N/A |
| Porcelain plate | N/A | N/A |
| Ceramic tile | N/A | N/A |
| Parma ham | 92.5 | 0 |
| Bayonne ham | 80.31 | 0 |
| Iberian ham | 79.5 | 0 |
| Black Forest ham | 81.25 | 0 |
| Barrel of cider | 79.06 | 0 |
| Bourgogne wine | 84.38 | 0 |
| Bordeaux wine | 60.63 | 0 |
| Champagne wine | 179.38 | 0 |
| Toscana wine | 75 | 0 |
| Barrel of porto wine | 88.75 | 0 |
| Barrel of Tokaji | 130 | 0 |
| Rioja wine | 108.44 | 0 |
| Barrel of Retsina | 90.63 | 0 |
| Pot of yoghurt | 79.69 | 0 |
| Cow's milk cheese | 75 | 0 |
| Goat's milk cheese | 115 | 0 |
| Ewe's milk cheese | 85.38 | 0 |
| Anjou wine | 40.31 | 0 |
| Ewe carcass | 14.35 | 0 |
| Mast | 434.66 | 0 |
| Small sail | 183.63 | 0 |
| Large sail | 939.58 | 0 |
| Tumbler of pulque | N/A | N/A |
| Jar of pulque | N/A | N/A |