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07/07/1474 Galathea fala à KAP sobre Valência e a ONE




Lisboa (KAP)

Entre as coroas que responderam ao chamado da guerra portuguesa, Valência ocupa lugar próprio. Reino marítimo, ferido ainda no outono passado por ataques da ONE aos seus portos, foi também uma das vozes da Liga Ibérica que desde cedo compreendeu que a guerra em Portugal não era apenas uma questão portuguesa. Era, como tantas vezes se viu, uma frente da liberdade peninsular contra a ambição de uma organização estrangeira que tentou fechar mares, sitiar cidades e submeter povos.

A KAP dirigiu-se inicialmente a Sua Majestade Socrate de las Rojas, Rei de Valência, que, com deferência, indicou Suas Altezas Galathea Lancaster e Loryx Lancaster como responsáveis pelos assuntos militares e diplomáticos da Coroa valenciana, e como vozes aptas a relatar o que se passou na primeira linha da campanha. Honrada pela indicação, esta casa enviou a Galathea cinco questões sobre a participação de Valência na guerra de Portugal, a luta contra a ONE, o peso da campanha e os perigos que ainda restam.

Sua Alteza respondeu em espanhol, agradecendo ao Rei de Valência, a Loryx Lancaster e à KAP pela confiança. Das suas palavras emergem quatro notas principais: a lembrança do ataque da ONE aos portos valencianos, o apoio discreto e logístico prestado desde cedo à resistência portuguesa, a defesa da unidade como verdadeira força da Coalizão Franco-Ibérico-Portuguesa, e a advertência de que a ameaça não terminou enquanto a ONE seguir ameaçando cidadãos livres.

Traduzidas do espanhol pela KAP, seguem as respostas de Sua Alteza Galathea Lancaster à Kingdoms Associated Press Portugal.

KAP - A Vossa Alteza coube acompanhar de perto os assuntos militares de Valência nesta guerra. Que papel desempenharam as forças valencianas na campanha de Portugal, e em que frentes, de Santarém a Lisboa, do mar às praças do Norte, fez-se sentir o seu esforço?

Galathea Lancaster - É para mim um prazer responder a estas perguntas.
Permita-me, antes de tudo, expressar meu agradecimento a Sua Majestade Socrate de las Rojas, Rei de Valência, por lhe ter sugerido que se dirigisse a mim ou a Sua Alteza Loryx Lancaster para obter as respostas que procura. Agradeço a ambos a confiança e a honra que me concedem ao deixar-me falar com a voz do nosso povo valenciano.
A situação portuguesa foi seguida e estudada em profundidade.
Gostaria de começar esta entrevista com uma notícia: o compromisso de Valência não começou no dia do chamado às armas nem com a chegada dos nossos soldados à frente.
Como sabe, a organização criminosa ONE atacou os portos valencianos em outubro do ano passado, afundando principalmente embarcações civis e indefesas. Foi um ataque vil, que os retrata exatamente pelo que são.
Aquele ataque marcou para nós um ponto sem retorno, e assim o declaramos publicamente: "Um ataque contra nossos portos é um ataque contra nossa soberania e, portanto, deve ser considerado uma declaração de guerra".
No dia seguinte àquele ataque, o Reino de Valência entrou em contato com a Coroa de Portugal e com o Condado de Lisboa. Desde então, apoiamos discretamente a resistência portuguesa de duas maneiras: de um lado, mediante respaldo estratégico e assessoramento militar; de outro, mediante apoio logístico.
Posso dizer, com certo orgulho, que fui eu mesma quem idealizou o que denominamos "delivery express", um novo método de apoio logístico que permitiu romper o isolamento comercial que a ONE havia tentado impor a Portugal pela via marítima.
Não posso oferecer mais detalhes a esse respeito, mas podem compreender a importância de poder intercambiar mercadorias, armamento e outros recursos durante uma guerra. Com o passar do tempo, o apoio de Valência consolidou-se até se converter em respaldo pleno e total.

KAP - A ONE foi descrita como senhora dos mares antes de fugir por eles. Como reino marítimo, que parte teve Valência em quebrar esse domínio naval, e considera Vossa Alteza que a guerra se decidiu mais em terra ou no mar?

Galathea Lancaster - Sem dúvida, a ONE possui uma impressionante força naval.
Todos sabemos que, no último período, a ONE se manchou com crimes atrozes, atacando e afundando vários reinos, diversas províncias e até barcaças indefesas. Como eu dizia, Valência também foi atacada pela ONE no outono passado, e não nos esquecemos disso. Valência não esquece. Cumprimos a nossa palavra.
Obviamente, a guerra terrestre foi decisiva e valente, mas creio que a principal fortaleza residiu na unidade.
Unir povos diversos, alguns dos quais até poucos anos atrás estavam em guerra entre si, criando um sentimento de unidade e orgulho que se transformou em força. Aí se decidiu a guerra. Na visão política que todos os membros da Coalizão Franco-Ibérico-Portuguesa compartilharam, no sacrifício de numerosos voluntários que renunciaram a muito por um bem superior, na unidade de povos distintos. Estas são dimensões que a ONE jamais conseguirá compreender.
Os valencianos têm uma forma de pensar muito particular. Saímos juntos, voltamos juntos, ninguém fica para trás.
A dor, assim como a alegria, é compartilhada e, portanto, torna-se menos pesada.

KAP - Vossa Alteza compartilha com Sua Alteza Loryx Lancaster a condução dos assuntos militares e diplomáticos. Que momentos considera que foram decisivos para quebrar o avanço da ONE, e em que ponto advertiu que a maré da guerra havia se invertido a favor da Coalizão?

Galathea Lancaster - Sua Alteza Loryx Lancaster nos ensinou que nada jamais se perde.
Requer-se uma gestão diplomática cuidadosa, uma ampla rede de informação; todos têm um papel, e cada papel é decisivo. As tropas estavam constantemente a par dos acontecimentos. Todos lutamos ombro a ombro, defendendo nossos camaradas.
Não havia um único protagonista; todos éramos protagonistas.
Este era o sinal de que, cedo ou tarde, a ONE cairia; era questão de tempo, não de probabilidade.
A ONE dizia que o tempo nos arrastaria; nossos soldados permaneceram onde deviam permanecer, com disciplina.
E não falo apenas dos soldados valencianos, mas de todos os soldados da Coalizão.
Mas, sobretudo, dos portugueses e dos voluntários que há aproximadamente um ano chegaram a Lisboa, defendendo Santarém e a própria capital. Eles nunca vacilaram; sua fome de liberdade foi um exemplo para nós.
E quando as pessoas, o povo, os cidadãos têm fome de liberdade, nenhum grupo criminoso pode detê-los.

KAP - Com a ONE dissolvida e seus elementos em fuga, alguns, segundo se diz, rumo a Castela, considera Vossa Alteza que a ameaça está de fato encerrada, ou permanecem perigos, no mar ou em terra, que a Liga e seus aliados ainda terão de enfrentar?

Galathea Lancaster - O perigo persiste; mas encontrará uma barreira insuperável.
A unidade surgida do conflito português cresce constantemente; a confiança que gerou não desaparecerá tão facilmente como alguns mal-intencionados desejariam.
Os que entraram nos domínios da Liga Ibérica não creio que estejam vivendo seus melhores dias. E, no entanto, Valência reafirma um princípio já claro: uma ofensa a um membro da Liga Ibérica é uma ofensa a todos. Já o demonstramos.
Enquanto a ONE ameaçar os cidadãos livres, não teremos terminado nosso trabalho.

Ao fim das respostas, Sua Alteza acrescentou uma manifestação pública de agradecimento, que a KAP registra traduzida ao português.

Galathea Lancaster - Aproveito sua generosidade para agradecer publicamente a todos os protagonistas desta campanha de resistência militar. A todos os soldados e voluntários de toda nacionalidade. Mas também a todos aqueles que assumiram e assumem o peso da administração pública, que em tempo de guerra é ainda mais complexa.
E, por último, agradeço, como valenciana, também aos que ficaram em Valência, prontos para defender o Reino enquanto as tropas estão em Portugal.
O compromisso de cada um deles foi fundamental para o seu êxito.
Muito obrigada a todos!

Das respostas de Galathea Lancaster, a KAP retém, antes de tudo, uma cronologia que convém ao leitor português. Para Valência, a guerra contra a ONE não começou quando os seus soldados chegaram a Portugal, mas quando, em outubro passado, os portos valencianos foram atacados e embarcações civis foram afundadas. A partir dali, segundo Sua Alteza, Valência tratou o ataque como ofensa à própria soberania e estabeleceu contato com a Coroa portuguesa e com o Condado de Lisboa, dando início a um apoio discreto que combinou assessoramento militar, respaldo estratégico e logística.

É nesse ponto que surge uma das informações mais relevantes da entrevista: o chamado "delivery express", método de apoio logístico que, nas palavras de Galathea, permitiu romper o isolamento comercial que a ONE tentou impor a Portugal por mar. Sua Alteza não ofereceu detalhes, e a KAP não os exige. Em tempos de guerra recém-encerrada, há segredos cuja revelação serviria mais ao inimigo do que ao leitor. Ainda assim, o registro basta para iluminar uma dimensão muitas vezes menos visível da resistência: antes da vitória nos castelos, houve a persistência das rotas, dos recursos, do armamento e das mercadorias que impediram Portugal de ser estrangulado.

Também chama atenção a leitura que Valência faz da vitória. Galathea não escolhe entre terra e mar como se a guerra coubesse inteira em um só elemento. Reconhece a valentia da campanha terrestre e a força naval da ONE, mas situa o verdadeiro ponto de viragem na unidade política e moral da Coalizão Franco-Ibérico-Portuguesa. Povos que poucos anos antes haviam combatido entre si descobriram, diante de ameaça comum, uma disciplina mais alta. A frase resume uma doutrina: "Saímos juntos, voltamos juntos, ninguém fica para trás".

Por fim, há a advertência que se repete entre as coroas vencedoras. Como já dissera a Catalunha, Valência também não trata a fuga da ONE como fim absoluto da ameaça. O perigo persiste, diz Galathea, mas encontrará uma barreira insuperável. A guerra portuguesa terminou com os castelos de Coimbra e do Porto retomados, mas a lição que dela fica é mais larga do que as fronteiras do Reino: a agressão a um membro da Liga Ibérica será lida como agressão a todos, e enquanto a ONE ameaçar cidadãos livres, os povos que a enfrentaram não considerarão concluído o seu trabalho.

A Kingdoms Associated Press agradece a Sua Alteza Galathea Lancaster pela gentileza das suas respostas, e reafirma o seu compromisso com o registro plural, rigoroso e histórico dos acontecimentos que moldam este período decisivo para Portugal, para a Península e para a Europa.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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Cours

Product Price Variation
Loaf of bread 4.48 -0.67
Fruit 9.19 0.56
Bag of corn 2.89 -0.01
Bottle of milk 7.96 0
Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
Bag of wheat 10.34 0.04
Bag of flour 11.23 0.38
Hundredweight of cow 22.29 1.84
Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
Large ladder 63.75 4.88
Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
Unforged axe blade 70 0
Axe blade 123.13 0
Blunted axe 140.13 0
Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
Woman's shirt 83.44 0
Waistcoat 139.91 0
Pair of trousers 58.06 0
Mantle 269.98 0
Dress 202.5 0
Man's hose 43 0
Woman's hose 35.62 0
Pair of shoes 21.19 0
Pair of boots 63.75 0
Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A