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28/06/1474 Quem reergue Coimbra: a mão por trás do novo governo




Lisboa (KAP)

Há cargos que se ostentam e há poder que se exerce, e em Coimbra, nestes primeiros dias de governo restaurado, as duas coisas não moram no mesmo homem. O título de Conde coube a Darkfangs Álvares Pereira; mas os atos concretos que devolveram o Condado à ordem, a tomada do castelo, a auditoria dos cofres, levam todos a assinatura do Duque de Alva, Vilacovense d'i Corleone, comandante do III Exército Real e hoje Comissário do Comércio do Condado. É ele, na prática, quem segura as rédeas de Coimbra.

A KAP procurou, primeiro, o Conde. Darkfangs respondeu à nossa carta, mas declinou conceder entrevista por ora, considerando prematuro o questionário a menos de um dia da sua nomeação e preferindo falar quando conhecer melhor a casa que herdou. Ainda assim, deixou a esta casa uma garantia que merece registro: a de que a independência do Condado será revogada e que Coimbra voltará a ser, como sempre foi, parte integrante do Reino de Portugal.

Foi, então, ao homem dos atos que a KAP se dirigiu. O general Vilacovense, que em agosto do ano passado já denunciara o esvaziamento dos cofres de Coimbra e guardava os seus planos a sete chaves, garantindo apenas que algo iria acontecer, aceitou responder. A seguir, a íntegra das suas respostas à Kingdoms Associated Press.

KAP - Coimbra tem hoje, como Conde, Darkfangs Álvares Pereira, mas é a Vossa Senhoria, como Comissário do Comércio e comandante do exército que tomou o Condado, que se devem os atos concretos de governo realizados até agora. Quem dirige, de fato, o Condado neste momento, e como se reparte a autoridade entre o título e a prática?

Vilacovense - Quero desde já agradecer o convite para esta entrevista, dando oportunidade para explicar toda a situação.
Sim, tomei o Castelo de Coimbra, mas o Darkfangs, sendo mais velho e com mais carisma, foi designado Conde. Neste momento estamos todos a trabalhar em conjunto no conselho, e ele é a nossa voz. Até às eleições Condais irá ser assim. Ele tem muita capacidade, conhecemo-nos muito bem, confio no seu julgamento e no seu trabalho.

KAP - Em agosto, Vossa Senhoria acusou a administração independentista de esvaziar os cofres e os armazéns de Coimbra. Agora, como Comissário, conduziu a auditoria das contas do Condado. O que ela revelou sobre o real estado do erário, e confirma-se o desvio que então denunciava? Haverá responsabilização dos que lesaram o Condado?

Vilacovense - Sim, infelizmente os nossos maiores receios vieram a concretizar-se. Roubaram todo o espólio do Condado de Coimbra, assim como minérios. Apenas restaram alguns minérios e pouco dinheiro, que servirá para devolver trabalho nas minas à população.
Quanto às responsabilidades, serão todos, a seu tempo, levados a tribunal e julgados pelos seus atos, os que fizeram e os que ajudaram a fazer. São públicos os apoios à ONE de alguns habitantes que acabaram por fugir com eles; os que ficaram irão ser responsabilizados por isso.

KAP - As minas de Coimbra foram reabertas, como prometera o Rei. Que significa isso, na prática, para o sustento e o trabalho dos coimbrenses, e que outras medidas tomará Vossa Senhoria para reerguer uma economia descrita como saqueada e paralisada?

Vilacovense - Primeiro de tudo, estamos a tentar perceber o estado real das minas. Em conjunto com os outros conselheiros, estamos a delinear a melhor estratégia para as rentabilizar, perceber se as podemos manter abertas e quais os recursos que consomem.
Apelo a todos os que eram contra a ONE, e que durante meses guardaram os seus cereais, que os vendam ao Condado a baixo custo ou façam doação de alguma parte, para com isso começarmos a produzir animais, que são uma fonte de rendimento.
Temos as oficinas paradas, o que não é bom para o Condado nem para os produtores. Precisávamos de uma grande doação monetária para reerguer mais depressa o nosso Condado. Também recebemos uma oferta de ajuda do Condado de Lisboa, que foi incansável em todo o processo, mesmo mudando os seus conselheiros.

KAP - Em agosto, Vossa Senhoria manteve os seus planos bem guardados, assegurando apenas que se cumpririam. Cumpridos agora, com Porto e Coimbra retomadas e sob a sua administração, considera encerrada a missão do III Exército Real, ou ela apenas mudou de natureza, da espada para a gestão?

Vilacovense - A missão do III Exército Real foi conseguida com êxito. Em conjunto com o Rei, decidiremos o futuro do Exército, pois neste momento temos os três Condados unidos como há muito não se via, com muito espírito de entreajuda, união, respeito e, acima de tudo, admiração uns pelos outros.
Se esta guerra veio trazer algo de novo, é isto: acho que agora, felizmente, o Reino de Portugal falará a uma só voz.

KAP - A Independência de Coimbra acabou?

Vilacovense - Com toda a certeza, assim que tomámos o Castelo de Coimbra. Nunca se colocou em cima da mesa outro cenário.

KAP - Vossa Senhoria denunciou cedo a presença da família Meridio e dos estrangeiros que, segundo afirmava, se abasteciam em Coimbra para a guerra. Confirma-se a fuga desses elementos? Que vestígios deixaram na cidade, e haverá investigação sobre quem com eles colaborou?

Vilacovense - Sim, quase todos fugiram pelo Reino de Castela, foram avistados a cruzar as suas terras, e alguns deixaram bens.
Quanto à sua segunda pergunta, respondo que sim: haverá investigações e confirmações, pois tivemos algumas suspeitas que se vieram a confirmar. Cidades como Alcobaça e Leiria foram devastadas, e as casas do povo, aproveitadas para camuflar todos os seus movimentos.

KAP - Que futuro projeta Vossa Senhoria para Coimbra sob a autoridade real restaurada, e em que prazo espera devolver o Condado à normalidade? Que mensagem deixa ao povo coimbrense e aos leitores da KAP, agora que é a Vossa Senhoria, na prática, que cabe reerguer o Condado que ajudou a reconquistar?

Vilacovense - O primeiro passo está feito, que foi reconquistar o território. Agora iremos manter o Condado até às eleições, nas quais somos candidatos. Gostava muito que, neste primeiro mandato, conseguíssemos voltar à normalidade, pois quanto mais depressa voltarmos à normalidade, mais depressa a economia recupera.
Quero passar uma mensagem de esperança, pois o futuro é promissor depois de meses na escuridão. A união, mais uma vez, faz a força; pelas cartas de apoio que temos recebido, acredito que num curto espaço de tempo seremos grandes novamente. Acredito nas pessoas do Condado e, em conjunto, venceremos.
Não gostava de terminar esta entrevista sem dar uma palavra de agradecimento muito especial a todos os que vieram de fora ajudar-nos a tomar o Condado novamente, e agradecer a todos os soldados que durante meses se mantiveram ao nosso lado, passando por fome, doenças e ferimentos, sem nunca duvidar de que conseguiríamos triunfar. Também ao Condado de Lisboa, por nunca desistir de nós, Coimbra e Porto; ao nosso Rei José Pacheco, por ter um espírito de união e mão firme para comandar isto tudo; e, finalmente, ao cidadão Kokkas de Monforte, por tudo o que fez e deu a esta guerra, mesmo sacrificando-se em prol dos outros. Juntos seremos sempre mais e mais fortes!

Das respostas de Vilacovense emerge a confirmação, agora com a autoridade de quem governa, da denúncia que ele próprio fazia havia quase um ano. E os números vieram a público: ontem, 27 de junho, o Comissário do Comércio divulgou um relatório do estado atual dos cofres do Condado, que contam hoje com apenas 3.369,15 cruzados, um Filtro da Panaceia, 586 quilos de ferro, 875 quintais de pedra e uma Pedra interessante. É o retrato, em algarismos, de um Condado saqueado: o pouco que restou, segundo o general, mal chega para repor o trabalho nas minas.

Do conjunto da entrevista, o governo de Coimbra fala em duas chaves. De um lado, a da reconstrução e da união: Vilacovense insiste no espírito de entreajuda entre os três Condados, apela a doações de cereais e de dinheiro para reerguer a economia e agradece a Lisboa, aos voluntários estrangeiros, ao Rei e a Kokkas de Monforte. De outro, a da responsabilização: promete que todos os que lesaram o Condado ou apoiaram a ONE serão, a seu tempo, levados a tribunal. Reconciliação e justiça caminham, no seu discurso, lado a lado, e será a prática a dizer se conseguem caminhar juntas sem que uma sufoque a outra.

Fica, de resto, a singularidade do momento: um Condado cujo Conde titular ainda toma conhecimento da casa, e cujo governo efetivo recai sobre o general que a reconquistou. Até as eleições de julho, é essa a arquitetura do poder em Coimbra. Depois delas, o voto dirá se a confirma ou a redesenha.

A Kingdoms Associated Press agradece ao entrevistado pela franqueza das respostas e reafirma seu compromisso com o registro plural, rigoroso e histórico dos acontecimentos que moldam este período decisivo do Reino.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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Cours

Product Price Variation
Loaf of bread 4.48 -0.67
Fruit 9.19 0.56
Bag of corn 2.89 -0.01
Bottle of milk 7.96 0
Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
Bag of wheat 10.34 0.04
Bag of flour 11.23 0.38
Hundredweight of cow 22.29 1.84
Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
Large ladder 63.75 4.88
Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
Unforged axe blade 70 0
Axe blade 123.13 0
Blunted axe 140.13 0
Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
Woman's shirt 83.44 0
Waistcoat 139.91 0
Pair of trousers 58.06 0
Mantle 269.98 0
Dress 202.5 0
Man's hose 43 0
Woman's hose 35.62 0
Pair of shoes 21.19 0
Pair of boots 63.75 0
Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A