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26/06/1474 Portugal Uno. Soberano. Português.




Lisboa (KAP)

Portugal está, de novo, inteiro. Na noite passada, os exércitos reais leais à Coroa assumiram os Castelos Condais das capitais de Coimbra e do Porto, as duas últimas praças que resistiam sob bandeira independentista. Com elas, encerra-se o ciclo de secessão que durante quase um ano partiu o Reino em três, e Portugal volta a reconhecer-se uno, da foz do Minho ao Algarve, sob um só cetro, o de Pacheco.

A queda dos castelos não foi um episódio isolado, mas o desfecho de uma reconquista que se acelerou nas últimas semanas. Retomada Santarém, recuperadas as cidades do Condado de Coimbra, de Guarda a Alcobaça, e tomada a capital portuense, restavam apenas as duas fortalezas onde os Conselhos separatistas se haviam mantido. Caídas estas, a autoridade real estende-se outra vez por todo o território nacional.

O fim que agora se anuncia espelha, ponto por ponto, o seu começo. A ruptura nascera de um único gesto: a 22 de julho de 1473, num comunicado conjunto, o Porto e Coimbra declararam, com efeito imediato, a sua retirada do Reino. O documento, firmado por Vivian Lara Viana, dita Imperatriz do Porto, por Luna Brightwater Elensar de Miranda, então Condessa do Porto, e por Rubya Athena Miranda da Maia Álvares Pereira, então Condessa de Coimbra, proclamava os dois condados como duas nações livres, soberanas e aliadas, que reconheceriam apenas os nossos Condes como autoridade suprema. Acusava elementos encobertos, a serviço de Lisboa de haverem corrompido as eleições locais, declarava fechadas as fronteiras e dava aos cidadãos sem residência nas duas terras o prazo de quarenta e oito horas para regressarem a Lisboa, sob pena de condenação à morte após julgamento. Encerrava com uma divisa que o tempo tornaria irônica: Porto e Coimbra levantam-se, não por ambição, mas por Justiça. Onze meses depois, são os exércitos do Reino que se levantam, e a Justiça que aquelas invocaram volta-se agora sobre a causa que ajudaram a fundar.

Sobre os escombros da guerra, ergue-se também o silêncio do inimigo que a alimentou. A organização ONE, que durante meses sustentou os movimentos do Porto e de Coimbra e chegou a ser tida por muitos como invencível, encontra-se hoje em retirada completa. Os seus exércitos foram dissolvidos e os seus elementos, segundo os relatos das forças aliadas, embarcaram e fugiram, uns pelo mar, outros rumo a Castela. A maré que parecia, no início do ano, prestes a submergir Lisboa, recuou por inteiro.

A tomada dos castelos abriu, de imediato, a nova fase do conflito, a do governo. No Porto, assumiu como Conde o general Dunlop Kalfani Torre, que comandara o exército que entrou na capital. Em Coimbra, tomou posse como Conde Darkfangs Álvares Pereira. A ambos cabe agora a tarefa que as armas não resolvem: reerguer dois condados saqueados, reabrir minas, restaurar os cofres e reconciliar populações que atravessaram a guerra divididas.

Foi nesse tom que se pronunciou Sua Majestade o Rei D. José Pacheco, em proclamação dirigida a todos os portugueses. O soberano assinalou o resgate dos castelos de Coimbra e do Porto como um momento que ficará gravado na história do nosso Reino, e leu na vitória o sinal de que a justiça prevaleceu sobre a força, de que a perseverança venceu a arrogância. Atribuiu o feito, antes de tudo, ao próprio povo, aos homens e mulheres que recusaram ceder ao medo, e dirigiu-se de modo especial às populações de Coimbra e do Porto, reconhecendo que fostes vós quem mais sofreu as consequências directas desta guerra.

O ponto central da mensagem régia, contudo, foi outro: o da reconstrução sem vingança. O Rei prometeu que os Conselhos legítimos voltarão a servir as suas populações, que as minas reabrirão e que o erário será restaurado, mas advertiu que o futuro de Portugal não poderá ser construído sobre o ressentimento, e sim sobre a reconciliação, sobre a confiança renovada entre portugueses. A justiça, disse, cumprirá o seu dever com serenidade e firmeza. Da guerra, extraiu uma lição: quando Portugal permaneceu unido, nenhum inimigo conseguiu quebrar a vontade do nosso povo.

A dimensão internacional da vitória ficou registrada num segundo documento. Dias antes, selada em Chaves, a Liga Ibérica, que reúne as Coroas de Aragão, Castela e Leão, o Principado da Catalunha e o Reino de Valência, dera por encerrada a campanha ao lado das Coroas de França e de Portugal e do Condado de Lisboa. No comunicado, a Liga afirmou que os exércitos da ONE foram completamente disueltos e que as forças da Coalizão se estendem desde Chaves hasta Lisboa, desde Coimbra hasta Guarda y desde Oporto hasta Aveiro. Acusou os comandantes inimigos de só se terem sustentado mediante la trampa y el engaño, e reivindicou que a aliança ibérica permanece unida por voluntad propia y no por necesidad, sob o lema que a sela: Quinque in iuncta uno, cinco unidos em um só.

Os dois pronunciamentos, o português e o ibérico, convergem num mesmo ponto: a guerra está militarmente decidida. Mas convergem também numa mesma reticência, a de que a vitória das armas não é, ainda, a paz. Por toda a parte ergue-se a bandeira da Nação, mas sob ela há cofres a auditar, vilas a repovoar, minas a reabrir e vencidos cuja sorte está por definir. O Rei fala em reconciliação; outros, entre os derrotados, já advertiram que reconciliação não se decreta, conquista-se. Entre o discurso e a prática medeia o tempo, e será ele a dizer se a unidade reconquistada nesta noite é apenas a do mapa ou também a dos corações.

Por ora, fica o registro de um marco. Depois de quase um ano de guerra, de Santarém sitiada à dissolução da ONE, Portugal volta a ser um só. As fortalezas de Coimbra e do Porto, que ontem simbolizavam a ruptura, hasteiam de novo a bandeira nacional. E se a história, como quer o Rei, há de recordar estes dias, que os recorde por inteiro: não apenas pela vitória que reuniu o Reino, mas pelo que o Reino souber fazer, a partir de agora, da unidade que reconquistou.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
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Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
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Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
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Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
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Waistcoat 139.91 0
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Mantle 269.98 0
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Man's hose 43 0
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Pair of shoes 21.19 0
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Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A