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18/06/1474 Virada no teatro de guerra português: Avanço franco-ibérico pressiona ONE




Lisboa (KAP)

Os últimos dias trouxeram uma mudança relevante no curso da guerra em território português. Depois de meses de ofensivas, recuos, cercos prolongados e intensa disputa de narrativas, informações recebidas pela KAP indicam que a chamada Coalizão Franco-Ibérica obteve avanços importantes em diferentes frentes, enquanto forças associadas à ONE sofreram dissoluções sucessivas e perdas de posição.

Na manhã de 15 de junho de 1474, exércitos da França e da Liga Ibérica entraram em Chaves, no Condado do Porto, e em Guarda, no Condado de Coimbra. Relatos colhidos pela KAP também apontam movimentações sobre Lamego, reforçando a leitura de que a frente anti-ONE deixou de ser apenas franco-lisboeta para assumir composição mais ampla. Ao lado dos franceses, atuam valencianos, catalães, castelhanos e aragoneses, em cooperação com portugueses fiéis à Coroa portuguesa.

A sucessão dos acontecimentos parece ter surpreendido observadores que, até pouco tempo atrás, viam a ONE em posição de força. Desde fevereiro, o grupo e seus aliados haviam consolidado avanços significativos. Forças ligadas à ONE partiram de Coimbra, pressionaram a região de Guarda, avançaram sobre posições lisboetas a partir de Crato e tomaram Setúbal e Alcácer do Sal, destruindo embarcações nos portos. A ofensiva marítima e terrestre produziu, naquele momento, a impressão de que Lisboa se encontrava comprimida entre a ameaça naval e a pressão continental.

Em março, a guerra concentrou-se em frentes de grande desgaste. Em Chaves, quatro exércitos franceses tentaram romper a fronteira, mas foram repelidos por forças da ONE e de seus aliados. Pouco depois, em 15 de março, Lisboa lançou uma ofensiva sobre Alcobaça com cinco exércitos, sem êxito. O combate resultou em numerosas baixas e relatos de que cerca de quarenta e dois sobreviventes conseguiram retirar-se em direção a Santarém. O episódio reforçou, à época, a percepção de que a ONE ainda preservava capacidade de impor derrotas severas aos seus adversários.

Abril também foi marcado por reveses para as forças legalistas e aliadas. A ONE conseguiu repelir duas vezes os exércitos franceses na região de Crato, enquanto Coimbra e seus aliados recuperavam Guarda. No mesmo período, Viseu passou a apresentar-se como território livre, ampliando a instabilidade política e militar do centro-norte português. Até então, a leitura dominante era de que a malha defensiva da ONE continuava difícil de romper e que seus adversários ainda buscavam uma forma consistente de retomar iniciativa.

A situação começou a se tornar mais ambígua no final de maio. Entre os dias 22 e 25, a região de Guarda voltou ao centro das operações. O ponto de passagem ali existente foi apresentado, por ambos os lados, como posição vital. Houve reivindicações de controle, relatos contraditórios e interpretações divergentes sobre o que realmente ocorrera. A avaliação mais recente sugere que ataques liderados por forças associadas à ONE foram repelidos e que parte das posições ocupadas posteriormente só caiu após retirada estratégica de forças aliadas, destinadas a recuperar, reagrupar e reposicionar tropas. Essa leitura altera substancialmente a ideia de uma ruptura frontal das linhas adversárias, indicando antes uma sequência de manobras, desgaste e ocupação posterior de terreno deixado vazio por cálculo militar.

Também em maio, a posição de Chaves foi palco de combates de grande violência. Um ataque noturno envolvendo forças leais à ONE e contingentes franco-ibéricos deixou incontáveis mortos e feridos no campo. O episódio demonstrou que a guerra no norte não se limitava a movimentações de cerco ou controle de povoações, mas envolvia confrontos diretos de alto custo humano, nos quais nenhuma das partes saía ilesa.

A virada mais significativa, porém, ocorreu em junho. Enquanto os exércitos franco-ibéricos avançavam sobre Chaves, Lamego e Guarda, a cidade de Santarém tornou-se peça central de uma manobra que, segundo relatos aliados, teria sido cuidadosamente planejada. A ONE e seus aliados pareciam convencidos de que Santarém era o eixo da movimentação adversária. A cidade era estratégica, funcionava como porta de pressão sobre Lisboa e oferecia vantagem a quem a controlasse.

Foi nesse contexto que forças ligadas à ONE avançaram sobre Santarém. Segundo a descrição de Tuzun Astur & Cottoné, Barón de Baztán y de Salobreña, cidadão de Zaragoza, os comandantes aliados teriam permitido que esse movimento ocorresse. A retirada em direção a Lisboa, à primeira vista desconcertante para muitos soldados, teria feito parte de uma decisão deliberada. “Não era fácil abandonar uma posição sem combater”, escreveu Tuzun, observando que “a nenhum soldado agrada a sensação de ceder terreno” e que “o orgulho sempre protesta antes da razão”.

Ao amanhecer, segundo o relato, os conquistadores encontraram uma cidade vazia, sem resistência organizada dentro das muralhas. “Conquistaram Santarém, sim”, escreveu Tuzun, “difícil teria sido fracassar em semelhante empresa quando o único inimigo presente era o eco das suas próprias botas sobre os paralelepípedos”. A ironia do testemunho resume a interpretação aliada: a tomada de Santarém teria sido menos uma vitória decisiva da ONE e mais a isca de uma manobra maior.

Enquanto isso, as forças franco-ibéricas e portuguesas avançavam em outras direções. Chaves, Lamego e Guarda passavam para controle aliado ou eram alcançadas por seus exércitos. O tabuleiro se movia longe da cidade que a ONE acreditava ser o centro da operação. A armadilha teria se fechado quando o exército de Letyzia, após entrar em Santarém e afundar navios ancorados nas docas, ficou preso dentro da cidade, sem condições de manter posição ou executar a retirada inicialmente prevista.

Diante desse quadro, Letyzia teria dissolvido o exército e escapado por mar, embarcando numa carraca. Na mesma noite, voluntários e forças leais a Lisboa e à Coroa portuguesa retomaram o controle de Santarém. A cidade, cuja queda havia provocado preocupação e silêncio oficial, voltou assim ao domínio direto lisboeta.

A retomada possui peso militar e simbólico. Militarmente, Santarém deixa de funcionar como ponto avançado de pressão contra Lisboa e volta a integrar o sistema defensivo do Condado. Politicamente, sua recuperação demonstra que a ofensiva da ONE não conseguiu converter a tomada momentânea da cidade em ocupação duradoura. Em termos de moral, o retorno de Santarém a Lisboa ocorre justamente quando os aliados anunciam avanços simultâneos em Chaves, Lamego e Guarda.

O dado mais expressivo da atual fase, se confirmado em toda a sua extensão, é a dissolução de sete dos nove exércitos que a ONE teria à disposição. As informações recebidas indicam que, em 14 de junho, teriam sido dissolvidos os exércitos de Létizia, Kocapa, Oser e Riario; em 15 de junho, o de Kyia; e, em 16 de junho, os de Susaku e Lierre. A dissolução quase simultânea de tantas forças não parece indicar simples reorganização ordinária. Aponta, antes, para perda aguda de presença operacional em campo, ao menos neste ciclo imediato de combates.

Relatos adicionais indicam que numerosos soldados da ONE e do grupo de Meridio estariam embarcando por mar. Esse movimento é interpretado por fontes favoráveis à Coalizão Franco-Ibérica como sinal de retirada, esgotamento ou tentativa de reposicionamento. Para essas fontes, a ONE, após meses de propaganda de força, inevitabilidade e domínio estratégico, teria perdido em poucas noites boa parte das posições que sustentavam sua imagem de superioridade militar em território português.

A narrativa da ONE, no entanto, permanece distinta. Justinian, uma das vozes mais conhecidas do grupo, rejeitou a ideia de derrota definitiva e respondeu em tom provocativo: “Se pudessem, manteriam. Não podem, então correm. O entroncamento era vosso ontem; é nosso hoje.” Segundo ele, a mudança de controle de pontos estratégicos demonstraria que a ONE ainda é capaz de empurrar seus adversários e que estes não conseguem sustentar posições avançadas. Justinian encerrou a declaração desafiando os oponentes a permanecerem e lutarem, caso discordem dessa leitura.

O contraste entre as versões é revelador. Para a Coalizão Franco-Ibérica, os últimos dias representam uma virada operacional: retomada de Santarém, entrada em Chaves e Guarda, avanço até Lamego e dissolução massiva de exércitos da ONE. Para Justinian e seus aliados, os recuos adversários e mudanças de posição seriam prova de que a guerra permanece móvel e de que seus inimigos não conseguem conservar o terreno que ocupam.

A reflexão de Tuzun Astur & Cottoné oferece uma terceira camada de leitura, menos propagandística e mais humana. Em seu relato, escrito de regresso a Santarém, ele descreve soldados junto às brasas moribundas do acampamento, homens envoltos em mantas úmidas, outros afiando armas sob a luz das tochas, todos presos à espera entre duas batalhas. Recorda a frustração do fim de maio, quando sangue, esforço e mortos pareceram perder-se entre erros e designíos incompreensíveis. Mas também reconhece o trabalho silencioso dos que não descansaram: exploradores em caminhos sem nome, oficiais debruçados sobre planos até altas horas da noite, mensageiros entrando e saindo das tendas do Estado-Maior.

Sua conclusão é clara: a guerra não pertence apenas aos que avançam com bravura, mas também aos que sabem esperar. “Retirar-se um passo pode ser a forma mais segura de avançar dois”, escreveu. A frase talvez resuma a lógica dos últimos acontecimentos. Santarém foi cedida, tomada, esvaziada, armadilhada e retomada. O orgulho de conservar cada palmo foi substituído pelo cálculo de sacrificar uma posição momentânea para produzir ganho maior.

Ainda é cedo para afirmar que a guerra mudou definitivamente de rumo. A ausência de comunicados oficiais completos por parte das autoridades portuguesas, lisboetas e de diversas lideranças militares impede conclusões absolutas. Mas o conjunto das informações disponíveis aponta para uma inflexão relevante: a ONE, antes ofensiva e confiante, enfrenta agora dissoluções de exércitos, perdas de presença em campo e contestação direta em áreas que considerava fundamentais.

Os homens da ONE continuam sendo adversários formidáveis. Ainda possuem capacidade de reorganização, discurso agressivo e experiência militar acumulada. Contudo, como escreveu Tuzun, “há tempo deixaram de parecer gigantes”. A frase, vinda de alguém que acompanhou os últimos acontecimentos da linha de frente, não encerra a guerra, mas marca uma mudança de percepção.

Pela primeira vez em muitos meses, a sensação entre os aliados parece menos defensiva e mais confiante. Santarém voltou a Lisboa. Chaves, Lamego e Guarda entraram no centro da ofensiva franco-ibérica. Exércitos da ONE foram dissolvidos. E, entre recuos, emboscadas, marchas e retirada por mar, a guerra portuguesa demonstrou novamente que nenhuma lenda resiste intacta quando o chão desaparece sob os pés de quem prometia jamais correr.

A KAP continuará acompanhando os acontecimentos, buscando confirmação junto às partes envolvidas e registrando a evolução de uma guerra que, mais uma vez, mostra que nenhuma vitória é definitiva enquanto os exércitos ainda marcham.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.



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Cours

Product Price Variation
Loaf of bread 4.48 -0.67
Fruit 9.19 0.56
Bag of corn 2.89 -0.01
Bottle of milk 7.96 0
Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
Bag of wheat 10.34 0.04
Bag of flour 11.23 0.38
Hundredweight of cow 22.29 1.84
Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
Large ladder 63.75 4.88
Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
Unforged axe blade 70 0
Axe blade 123.13 0
Blunted axe 140.13 0
Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
Woman's shirt 83.44 0
Waistcoat 139.91 0
Pair of trousers 58.06 0
Mantle 269.98 0
Dress 202.5 0
Man's hose 43 0
Woman's hose 35.62 0
Pair of shoes 21.19 0
Pair of boots 63.75 0
Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A