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13/01/1474 Os Candidatos ao Trono: José Pacheco fala à KAP




Lisboa (KAP)

Em um momento decisivo para a história do Reino de Portugal, marcado por conflitos, rupturas institucionais e profundas reflexões sobre o futuro do Reino, a Kingdoms Associated Press (KAP) dá início à série especial “Os Candidatos ao Trono”.

Esta iniciativa editorial tem por objetivo oferecer ao povo português um registro claro, equilibrado e duradouro das ideias, trajetórias e visões daqueles que se apresentam para exercer a mais alta dignidade do Reino. Mais do que uma cobertura eleitoral, trata-se de um esforço jornalístico voltado à preservação da memória política, institucional e simbólica deste período de transição.

As entrevistas seguem um roteiro comum, elaborado com rigor e isenção, de modo a assegurar igualdade de tratamento entre todos os candidatos. As respostas aqui publicadas refletem exclusivamente as posições de seus autores e são apresentadas na íntegra, sem edições de conteúdo, respeitando o compromisso da KAP com a fidelidade documental e o pluralismo de ideias.

A seguir, o leitor encontrará a entrevista concedida por José Pacheco, no âmbito da série “Os Candidatos ao Trono”.

KAP - A Kingdoms Associated Press agradece a disponibilidade de Vossa Senhoria para esta entrevista. Para iniciarmos, pedimos que se apresente aos nossos leitores não apenas pelo nome ou títulos, mas pela sua trajetória: quem é José Pacheco, por José Pacheco?

José Pacheco - Uma pessoa falar sobre si mesma não é fácil... Existe sempre o risco de gabarolice e evitarei isso.
Eu sou um cidadão comum, morador na simpática vila de Elvas que, inserido na minha comunidade, quis retribuir aos meus vizinhos algum bem-estar e qualidade de vida que a sorte nos pode proporcionar. Tive a sorte de poder constituir família com a minha amada esposa Julieta e ver crescer o nosso filho Albuma em paz e quietude. A vida proporcionou que ocupasse o cargo de Prefeito de Elvas e que, no condado de Lisboa, acabasse por ser convidado a contribuir com todo o condado ao participar no Conselho de Lisboa. Mais tarde, acabei por ter a oportunidade de servir o Reino, uma população bastante mais ampla, ao trabalhar em alguns Conselhos Reais.
Considero o percurso da minha vida não fruto do acaso mas sim fruto do empenho em comunidade, resultado do comprometimento do serviço público para o todo onde os graus de dificuldade e (in)sucesso são constantemente variáveis.
Para além da comunidade eu também privilegio muito a simplicidade: coisas complexas tendem a ser coisas esgotantes e coisas esgotantes tendem a ser infrutíferas.


KAP - A decisão de disputar o Trono de Portugal ocorre num momento particularmente sensível da nossa história. Quais foram as motivações centrais que levaram Vossa Senhoria a apresentar-se como candidato à Coroa, e de que forma acredita que a sua experiência pessoal e política o credencia para exercer a função de Monarca?

José Pacheco - Como referi antes esta é uma proposta que a vida me coloca. Mas não só a mim pois esta disputa depende totalmente do eleitorado. Os eleitores para além de convidados são desafiados a eleger alguém que lute pelas suas aspirações e anseios diários e mundanos.
A principal motivação que tenho é o Reino: não os limites territoriais e coordenadas geográficas dos mapas mas sim a comunidade portuguesa, o homem e a mulher dos dias de hoje. É com a população portuguesa com quem eu pretendo trabalhar e a quem eu pretendo continuar a servir.
Acredito que o trajecto que percorri até hoje me tenha permitido ter alicerces fortes para que me conheçam de norte a sul de Portugal. Sempre fui alguém que privilegiou a todo o momento o diálogo aberto e sincero como primeira e maior forma de resolução de problemas. Se um problema, uma questão ou situação não for debatida abertamente dificilmente será sanada e ultrapassada.
As mais diversas personalidades do Reino conhecem a minha abertura de espírito e também as minhas convicções pessoais e é isso que apresento e proponho a todos.


KAP - O Reino de Portugal viveu, ao longo dos últimos anos, períodos marcados por Monarcas ausentes, regências prolongadas e descontinuidade na liderança. Caso seja eleito, de que maneira Vossa Senhoria pretende exercer um reinado efetivamente ativo, presente e contínuo, evitando que a Coroa volte a se tornar uma figura meramente simbólica?

José Pacheco - De facto muitos dos monarcas do nosso Reino tornaram-se individualidades passivas e/ou quase invisíveis devido a essa ausência que Vossa Excelência referencia.
Não criarei expectativas de uma presença diária e rotineira de destaque caso seja eleito pois o meu perfil tende a ser mais comedido e prático mas evitarei que os momentos de diálogo e introspecção sejam confundidos com ausência e abandono.


KAP - Instituições como a Real Chancelaria, a Corte dos Nobres, o Tribunal do Rei e o Conselho régio são pilares da vida institucional portuguesa. Considerando o atual cenário de baixa atividade populacional e dificuldades de engajamento, como Vossa Senhoria pretende fortalecer essas instituições e torná-las novamente centrais na vida do Reino?

José Pacheco - Vou ser claro e directo sobre o assunto: não será minha prioridade a reforma e/ou reactivação de Instituições Reais que estejam disfuncionais. Procurarei evitar que fiquem ao abandono mas muitas dependem, nos seus próprios Estatutos e Normas internas, de um funcionamento normal de todo o Reino de Portugal. Existem pessoas com conhecimento e habilidade reconhecidos mas que neste momento não cooperam com a Coroa portuguesa.
Há que sarar feridas e procurar a paz. Quando o Reino no seu todo encontrar uma fórmula de acordo poderemos restaurar esses pilares da vida institucional portuguesa.


KAP - Um dos desafios mais evidentes do presente é a fragmentação política, com Condados que atuam, na prática, como entidades autônomas ou independentes. Que estratégias políticas, simbólicas e institucionais Vossa Senhoria propõe para restaurar o sentimento de unidade nacional e incentivar o trabalho conjunto entre os Condados?

José Pacheco - Sejamos sinceros, o Reino de Portugal sempre teve divisões desde a sua fundação. Não é só Portugal que assim é pois a diversidade faz parte da nossa natureza. Talvez por sermos um reino periférico da Europa não tenhamos essa percepção e nos concentremos, por vezes em demasia, nas nossas diferenças e não realcemos os pontos em comum.
Talvez o ponto chave seja a questão de determinação do nível de autonomia regional e o sentimento, refira-se que é enganador, de prisão entre condados. Nenhum condado deve ser obrigado a colaborar com o outro apenas porque sim mas claro que é expectável que em situações de emergência haja entreajuda e colaboração.


KAP - A tensão entre Lisboa e Porto tornou-se um dos eixos centrais da atual crise portuguesa, com reflexos profundos na política, na sociedade e na guerra. Como Vossa Senhoria analisa essa rixa histórica recente, e que leitura faz dos acontecimentos que levaram a esse nível de ruptura?

José Pacheco - Tudo isto tem origem lá atrás, numa altura chamada passado. Muitas pesssoas não o conseguiram ultrapassar, de todos os lados: Lisboa, Porto e Coimbra. Outras tantas usam esse passado não como arma mas como escudo para se evitarem a cooperar.
Eu não vivi esse passado tal como muitos dos agentes políticos dos dias de hoje mas todos crescemos com essas histórias contadas que em certos casos se tornaram verdades absolutas, imutáveis e irreparáveis.
Eu posso dar-me ao luxo de discordar dessa inevitável imutabilidade pois como Conde de Lisboa cheguei a trabalhar com os condados do Porto e Coimbra com regular sucesso e cordialidade. Enfatiso que, por via da relação razoávelmente próxima que estabeleci com Sua Graça Damien Mondrágon aquando ele ainda era Conde do Porto, Lisboa criou uma relação mais próxima do condado do Porto do que do condado de Coimbra.
Por isso sim a unidade e entendimento são possíveis, basta querermos.


KAP - A Coroa portuguesa carrega não apenas poder político, mas também um profundo valor simbólico, histórico e espiritual. Como Vossa Senhoria compreende o papel simbólico do Rei e de que forma pretende reconstruir o prestígio da Coroa perante o povo português?

José Pacheco - O monarca é o maior servo de todo o Reino. Ele é eleito para servir e não para ser servido.
Aquele que se serve de um cargo público não só é egoísta como mancha o cargo que ocupa e as instituições que representa.
É-me inevitável pensar que a Coroa portuguesa teve uma presença mais próxima aquando acompanhada pelos pastores da Igreja Aristotélica Portuguesa e procurarei o contributo da mesma para que o reino reanime a sua alma.


KAP - Em termos programáticos, o que distingue a sua candidatura das demais? Que propostas, reformas ou visões Vossa Senhoria apresenta que ainda não foram plenamente discutidas ou implementadas no Reino de Portugal?

José Pacheco - A paz e a liberdade. Não a "minha paz" e a "minha liberdade" mas sim a paz para todos e igual liberdade para todos.

KAP - Caso eleito, qual considera que será o maior desafio do seu reinado nas primeiras semanas, e que decisões iniciais julga essenciais para sinalizar um novo ciclo político para Portugal?

José Pacheco - Reitero: a paz. Todos nos preparámos para a guerra mas será que em algum momento arquitetamos a Paz?

KAP - Por fim, em um cenário marcado por desconfiança, fadiga política e ceticismo, que mensagem direta Vossa Senhoria gostaria de dirigir ao eleitor português que lê esta entrevista e pondera o seu voto para o Trono?

José Pacheco - Exorto a todos a pensarem na paz da sua comunidade. A guerra apenas traz destruição de tudo e para todos. Chamamos vencedores a quem perdeu menos mas será que esse "lado vencedor" perdeu pouco?
Não posso prometer a paz pois não dependerá apenas de mim, eleito ou não, mas garanto que a paz tem sido sempre a minha vontade e meu objectivo.


A KAP reitera que todas as candidaturas regularmente apresentadas receberão convite formal para participar desta série, sendo as entrevistas publicadas conforme o recebimento das respostas, sem hierarquização política ou editorial. As opiniões expressas são de responsabilidade exclusiva dos entrevistados e não refletem, necessariamente, a posição da redação.

A história julgará este tempo. À imprensa cabe registrá-lo.

Augusto Bibiano d'Avis, para a KAP de PORTUGAL.


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Artigo Jornalístico aprovado pelo Redator-Chefe Augusto Bibiano d'Avis.

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Cours

Product Price Variation
Loaf of bread 4.48 -0.67
Fruit 9.19 0.56
Bag of corn 2.89 -0.01
Bottle of milk 7.96 0
Fish 10.3 -1.55
Piece of meat 18.19 2.42
Bag of wheat 10.34 0.04
Bag of flour 11.23 0.38
Hundredweight of cow 22.29 1.84
Ton of stone 13.82 0
Half-hundredweight of pig 14.4 0
Ball of wool 7.31 -0.38
Hide 14.3 0
Coat N/A N/A
Vegetable 6.93 0.99
Wood bushel 3.94 -0.57
Small ladder 22.5 0
Large ladder 63.75 4.88
Oar 30 0
Hull 28.04 0
Shaft 8 1.25
Boat 82.5 0
Stone 14.39 1.08
Axe 143 -2.5
Ploughshare N/A N/A
Hoe N/A N/A
Ounce of iron ore 17.81 -0.08
Unhooped bucket 22.75 0
Bucket 32.25 -0.25
Knife 12.71 0
Ounce of steel 58 0
Unforged axe blade 70 0
Axe blade 123.13 0
Blunted axe 140.13 0
Hat 47.56 0
Man's shirt 107.2 5.08
Woman's shirt 83.44 0
Waistcoat 139.91 0
Pair of trousers 58.06 0
Mantle 269.98 0
Dress 202.5 0
Man's hose 43 0
Woman's hose 35.62 0
Pair of shoes 21.19 0
Pair of boots 63.75 0
Belt 37.06 0
Barrel 10.15 0
Pint of beer 0.64 0
Barrel of beer 66.29 0
Bottle of wine N/A N/A
Barrel of wine N/A N/A
Bag of hops 13.99 0
Bag of malt N/A N/A
Sword blade 131.56 0
Unsharpened sword 103.13 0
Sword 156.33 0
Shield 35.63 0
Playing cards 63.13 0
Cloak 147.69 0
Collar 57.25 0
Skirt 103.5 0
Tunic 195 0
Overalls 102.44 0
Corset 102.44 0
Rope belt 46 0
Headscarf 53.63 0
Helmet 138.75 0
Toque 47.99 0
Headdress 70.69 0
Poulaine 59.25 0
Cod 17.5 0
Conger eel 11.88 0
Sea bream 15.06 0
Herring 21.34 0
Whiting 18.44 0
Skate 16.38 0
Sole 17.38 0
Tuna 17.69 0
Turbot 18.28 0
Red mullet 18.5 0
Mullet 17.69 0
Scorpionfish N/A N/A
Salmon 18 0
Arctic char N/A N/A
Grayling 17.01 0
Pike 15.43 0
Catfish N/A N/A
Eel 16.81 0
Carp 13.75 0
Gudgeon 17.81 0
Trout 17.94 0
Pound of olives 11.88 0
Pound of grapes 6.61 0.05
Sack of barley 16.88 0
Half-hundred weight of goat carcasses N/A N/A
Bottle of goat's milk 12.81 0
Tapestry 107.19 0
Bottle of olive oil 126.25 0
Jar of agave nectar N/A N/A
Bushel of salt 24.81 0
Bar of clay 2.31 -1
Cask of Scotch whisky 93.75 0
Cask of Irish whiskey 98.75 0
Bottle of ewe's milk 14.07 0
Majolica vase N/A N/A
Porcelain plate N/A N/A
Ceramic tile N/A N/A
Parma ham 92.5 0
Bayonne ham 80.31 0
Iberian ham 79.5 0
Black Forest ham 81.25 0
Barrel of cider 79.06 0
Bourgogne wine 84.38 0
Bordeaux wine 60.63 0
Champagne wine 179.38 0
Toscana wine 75 0
Barrel of porto wine 88.75 0
Barrel of Tokaji 130 0
Rioja wine 108.44 0
Barrel of Retsina 90.63 0
Pot of yoghurt 79.69 0
Cow's milk cheese 75 0
Goat's milk cheese 115 0
Ewe's milk cheese 85.38 0
Anjou wine 40.31 0
Ewe carcass 14.35 0
Mast 434.66 0
Small sail 183.63 0
Large sail 939.58 0
Tumbler of pulque N/A N/A
Jar of pulque N/A N/A